No último minuto, São Paulo bate Sport e iguala campanha do triA torcida do São Paulo ganhou neste domingo mais um motivo para gritar 'o campeão voltou'. Mesmo jogando na Ilha do Retiro, o Tricolor bateu o Sport por 2 a 1 de forma dramática e, coincidentemente, terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro com a mesma pontuação da edição de 2008, quando conquistou o 'tri-hexa'.
Com o resultado, o time de Ricardo Gomes fecha a primeira metade do Nacional com 33 pontos e 57,8% de aproveitamento. Para animar ainda mais os torcedores, a distância em relação ao líder é menor desta vez. No ano passado, era de oito pontos para o Grêmio. Agora, são só quatro a menos que o Palmeiras.
Além disso, o atual campeão chega ao oitavo jogo sem derrota. Já são seis vitórias consecutivas, que deixam a equipe na quarta colocação. Pior para o Sport, que, com o revés em casa, completa a nona partida sem vencer e permanece na lanterna, com 13 pontos.
Não faltou emoção no duelo da Ilha do Retiro. O São Paulo foi melhor no primeiro tempo e saiu na frente com gol do contestado Washington aos 24 minutos. Na etapa final, porém, o time se fechou muito e ainda perdeu dois jogadores expulsos (Miranda e Renato Silva).
O Sport, que também perdeu Wilson por vermelho, pressionou até conseguir o empate aos 40, com Fabiano. Mesmo no nove contra dez, o Tricolor encontrou forças para buscar o triunfo, que veio aos 47, graças a tento marcado por Hugo.
O São Paulo volta a campo na próxima quarta para enfrentar outro time ameaçado pelo rebaixamento. No Morumbi, às 21h50, a equipe encara o Fluminense pela primeira rodada do returno. Mais cedo, às 21 horas, o Sport tenta se recuperar fora de casa, diante do Barueri.
O jogo: Empurrado pela torcida, que vaiava e tocava cornetas a cada vez que o Tricolor tinha a posse de bola, o time pernambucano impôs um ritmo mais forte no início do jogo. Aos quatro, Moacir cruzou da direita e Wilson, por muito pouco, não conseguiu desviar para a meta de Denis.
Contudo, não demorou para o São Paulo equilibrar as ações e começar a assustar, levando perigo principalmente nas bolas alçadas para a área. Aos 20, Borges cruzou rasteiro da esquerda e Hernanes arrematou. Magrão fez excelente defesa. Quatro minutos depois, o goleiro nada pôde fazer.
Hernanes alçou a bola na área, Borges ajeitou de cabeça e Washington só teve o trabalho de antecipar Magrão e desviar para as redes, marcando seu sétimo gol no Brasileirão. O Sport tentou responder, mas não ofereceu perigo até o intervalo. Péricles Chamusca, então, promoveu duas alterações, com Luciano Henrique no lugar de Fumagali e Fabiano no de Juliano no segundo tempo.
As mudanças não surtiram o efeito desejado, e o Leão seguia com dificuldades para furar a defesa rival. O jeito, assim, foi botar Denis para trabalhar em chutes de fora da área. Mas o goleiro são-paulino apareceu bem em tentativas de Andrade, aos 13, e Dutra, aos 16. Diante da baixa produção na etapa final, Ricardo Gomes decidiu trocar o estreante Adrián González por Zé Luis e Borges por Hugo.
O São Paulo, porém, continuava acuado. E a situação se complicou aos 24. Miranda, que já havia recebido amarelo no primeiro tempo por se desentender com César, fez falta dura em Wilson e foi mais cedo para os vestiários. Logo depois, Chamusca partiu para o tudo ou nada, substituindo o zagueiro Igor pelo atacante Lincon.
O Leão era só pressão. Aos 30, Moacir cruzou, Denis saiu muito mal e a bola tocou na cabeça de Wilson. Antes que ela entrasse, Zé Luis tirou para fora. Em um minuto, porém, o time da casa pôs quase tudo a perder. Aos 35, Washington recebeu de Hernanes e acertou a trave. Pouco depois, o Sport puxou contra-ataque. Wilson tirou de Denis e simulou pênalti. Como já tinha amarelo, foi expulso pelo árbitro.
Mas o Tricolor estava disposto a sofrer. Por falta infantil em Ciro, Renato Silva, outro que já tinha amarelo, foi expulso aos 38. Dois minutos depois, Luciano Henrique bateu escanteio, César desviou e Fabiano e empatou. Mas o São Paulo não desistiu e, na raça, buscou a vitória. Júnior César fez grande jogada e cruzou para Hugo marcar o segundo aos 47.
Goiás estraga reestreia de Mancini no Vitória e cola na liderançaO Goiás estragou a festa pela reestreia de Vagner Mancini no comando do Vitória. Neste domingo, o time de Hélio dos Anjos bateu os baianos por 3 a 2 e alcançou à vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Dessa forma, o Esmeraldino se recupera do revés sofrido para o São Paulo no Morumbi, aproximando-se do Palmeiras.
Com os três pontos deste domingo, o Goiás soma 35 e está a apenas dois tentos atrás do Verdão, que empatou no último sábado como Botafogo e já acumula um jejum de três confrontos sem vitória. Em contrapartida, o Vitória segue caindo pelas tabelas, em má fase.
Na primeira partida de Vagner Mancini neste retorno, o rubro-negro chegou ao seu quinto confronto sem triunfo e já se afastou da briga por uma vaga à próxima Copa Libertadores da América. Ao final deste turno inicial de Brasileirão, o Vitória poderá terminar a 19ª rodada na segunda metade da classificação.
Na abertura do segundo turno, o embalado Goiás terá pela frente nesta quinta-feira o Náutico, às 21horas, em Recife. Por outro lado, o Vitória buscará reencontrar os resultados positivos na quarta-feira, às 19h30, diante do Atlético-PR
O jogo - A partida começou equilibrada e os dois times buscaram o gol no Serra Dourada. Embalado pela boa fase, o Goiás tomou a iniciativa inicial e controlou a posse de bola para dominar o adversário. Em contrapartida, o Vitória investia nas jogadas pelas pontas para surpreender os donos da casa em Goiânia. Apesar da rápida movimentação de ambas as equipes, Harlei e Gléguer não foram muito exigidos durante os primeiros instantes de partida.
A eficiência do elenco de Hélio dos Anjos acabou sendo provada aos 25 minutos, logo na primeira grande chance de gol. Léo Lima fez grande jogada individual e tocou para Felipe Menezes. O meia se livrou da cobertura da zaga e mandou para o fundo das redes, abrindo o placar para o Goiás no Serra Dourada.
Jogando solto e levando a melhor na maioria das jogadas individuais, o Goiás manteve a pressão e chegou ao segundo gol cinco minutos depois da inauguração do marcador. Iarley passou facilmente por Apodi e rolou com precisão para Fernando. O volante, à frente de Gléguer, tocou rasteiro no canto direito do goleiro e aumentou a diferença para os donos da casa.
Apesar do domínio total do confronto, o Goiás deixou o Vitória crescer na partida a partir de um erro individual. Aos 32 minutos, Leandro Euzébio saiu jogando errado e perdeu o controle da bola para Leandro Domingues, o meia baiano tocou com categoria na saída de Harlei e diminuiu o marcador em Goiânia.
Mesmo à frente do placar, o Goiás aparentava nervosismo dentro de campo e isso acabou exposto nos 44 minutos da primeira etapa. Ramalho cometeu falta dura no experiente Jackson e recebeu o segundo cartão amarelo. Consequentemente, o meio-campo foi expulso e desfalcou o Esmeraldino no restante do confronto.
Com a vantagem numérica dentro do campo, Mancini adiantou o time do Vitória e ousou para buscar os três pontos fora de casa. A insistência do clube baiano deu resultado logo aos 14 minutos, através de uma substituição promovida pelo novo treinador.
O jovem Neto Berola entrou aos nove do segundo tempo e na sua primeira jogada ofensiva empatou o duelo. O meia recebeu na intermediária e carregou a bola com liberdade. Sem ser incomodado, arriscou de fora da área e anotou o segundo do Vitória, a bola ainda bateu na trave direita de Harlei antes de balançar as redes.
Depois de alcançar o feito da igualdade, o Vitória recuou sua equipe e mostrou-se satisfeito com o ponto conquistado. Por outro lado, o Goiás, pouco inspirado, tentou a vitória apostando na bola aérea. Contudo, o bom posicionamento defensivo rubro-negro dificultava o trabalho dos goianos.
Mas aos 45 minutos de jogo, Vitor levantou para a área e Júlio César, como um elemento surpresa, deixou a marcação de Apodi e cabeceou com precisão no canto esquerdo de Gléguer, marcando o gol da vitória que levou o Goiás para a vice-liderança do Campeonato Brasileiro.
Grêmio goleia o Flamengo e comprova boa campanha no OlímpicoVictor, Victor, Victor, um milhão de vezes Victor. O goleiro gremista foi o herói na vitória gremista sobre o Flamengo por 4 a 1, no Olímpico. O resultado, válido pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, não mostra o que foi a realidade da partida. O primeiro tempo teve amplo domínio dos visitantes, que viram o goleiro gremista efetuar grandes defesas na ensolarada tarde de domingo em Porto Alegre.
Foram, pelo menos, seis intervenções extraordinárias do camisa 1 do Grêmio. Outro nome importante do confronto foi o colombiano Perea, que não começava um jogo há oito meses. O jogador deu provas que voltou para ficar, marcando o primeiro gol do jogo. Ainda no primeiro tempo, o Flamengo empatou com Everton.
Na segunda etapa, o Tricolor corrigiu seus defeitos defensivos e foi três vezes às redes. A primeira com Réver, em falha de Bruno. Depois, com Jonas, cobrando pênalti duas vezes.
Com vitória, o Grêmio encurtou a distância em relação à zona da Libertadores. Sétimo colocado com 28 pontos, o clube gaúcho está a cinco do São Paulo, quarto colocado. O Flamengo parece fadado a ficar no meio da tabela. A derrota deixa os cariocas na 19ª colocação, com 27 pontos.
O Grêmio tentará se aproximar do G-4 na quarta-feira, quando vai à Vila Belmiro enfrentar o Santos. O Flamengo iniciará a segunda metade um pouco mais tarde, às 21 horas, contra o Cruzeiro, no Maracanã.
O jogo - Entre suspensos e lesionados dos dois times, os jogadores que se salvaram entraram em campo na escaldante tarde de Porto Alegre. O Grêmio começou melhor postado em campo. Douglas Costa levava ampla vantagem no confronto levando com Willians. Aos 6 minutos, o meia cruzou para área e Ronaldo Angelim afastou de ombro. Sem razão, a torcida protestou pênalti.
Em seguida, Jonas arrematou de fora da área e Bruno, de maneira, estranha, tocou a bola pela linha de fundo. No lance seguinte, Jadilson centrou da esquerda, Perea desviou de cabeça para as redes. O colombiano quebrou com um jejum de 364 dias. Seu último gol havia sido em 17 de agosto. Depois de sair na frente, o Tricolor parou em campo. Jonas e Perea não apareceram mais. Willians conseguiu diminuir os espaços em campo. O meio-campo não prendia a bola e errava na saída de jogo. O Flamengo tomou conta da partida.
O Mengão mostrou se adaptar mais facilmente os diversos desfalques. Adriano chamava a marcação para si, abrindo espaço para a entrada dos alas em diagonal. Aos 25 minutos, os cariocas alcançaram a igualdade. Em triangulação articulada pelo camisa 10, Everton apareceu livre pela esquerda e chutou forte. Victor ainda tocou na bola, mas foi insuficiente para evitar o empate.
A partir de então, o camisa 1 gremista fez o seu show particular. A área era o seu palco. Foram grandes defesas. Três milagres dignos um goleiro convocado para a seleção brasileira. Primeiro, ele salvou chute cruzado de Everton Silva. Depois, realizou duas defesas de darem direito ao pedido de canonização. Adriano entrou na área livre, só o Imperador e Victor, o goleiro levou a melhor. Finalizando o trio de excepcionais defesas, o arqueiro salvou gol de Émerson em lance similar à defesa anterior.
O Tricolor só conseguir chegar próximo da meta adversária, em cabeçada de Réver. A bola passou próxima ao poste.
A segunda etapa seguiu tendo em Victor o maior expoente no Olímpico. Mas antes de ele voltar a brilhar, Bruno salvou arremate de Jonas, que havia feito jogada individual, aos 4 minutos. No lance seguinte, Rafael Marques testou para nova intervenção do goleiro.
Só que a tarde era de Victor. Livre, de dentro da área, Adriano soltou o torpedo à queima roupa, mas, bem posicionado, o gremista manteve o 1 a 1. A igualdade não perduraria muito, pois aos 11 minutos, Réver dominou a bola decidido, com passadas largas desvencilhou-se dos oponentes para bater firme, a bola passou por baixo de Bruno, em lance defensável.
Abalado pelo gol, o Rubro-negro quase sofreu o terceiro. Perea arrematou, mas desta vez o goleiro flamenguista salvou. Com o ingresso de Bruno Colaço no lugar de Jadilson, Paulo Autuori conseguiu diminuir os espaços no lado esquerdo da defesa do Grêmio. Porém, logo após voltar à liderança do placar, ele colocou Joilson e tirou Douglas Costa. A mudança deu uma mãozinha para o Flamengo crescer. Entretanto, sem criar oportunidades para marcar.
Indo para o empate ou nada, Andrade sacou Everton Silva para o ingresso de Dênis Marques. Só que o Grêmio tinha Victor. O goleiro novamente salvou o time em lance frente a frente com Émerson, aos 33 minutos. A torcida comemorou a defesa como se fosse um gol.
As chances desperdiçadas custaram caro. Muito caro para o Flamengo. Em contra-ataque, Réver achou Perea. O colombiano, com fome de bola, foi derrubado por Airton, aos 35 minutos. Jonas colocou a bola na marca da cal e definiu a vitória tricolor. Mas o Grêmio queria golear. David derrubou Joilson na área. A torcida pediu Victor na cobrança, mas quem soltou a bomba no centro do gol foi Jonas para aumentar a diferença no placar, provando que em 2009, o Grêmio é invencível dentro do Olímpico.
Timão encerra o jejum de vitórias e Galo fica fora do G-4A presença do atacante Ronaldo faz bem ao Corinthians. Dentro ou fora de campo. Neste domingo, assistindo ao jogo nas sociais do Pacaembu, o Fenômeno inspirou seus companheiros e viu o Alvinegro colocar um ponto final em um jejum que já durava cinco jogos sem vitórias: 2 a 0 no Atlético-MG.
O atacante Dentinho foi o primeiro a receber os bons fluídos de Ronaldo. Em bonita jogada individual - e contando com a sorte na finalização -, o companheiro do camisa 9 fez o gol que abriu caminho para a vitória no primeiro tempo. Na etapa final, o meio-campista Boquita também se mostrou 'tocado' pelo ídolo e, demonstrando muita categoria e precisão, acertou um lindo chute, no ângulo, definindo a vitória.
Desde que Ronaldo se contundiu, no último dia 26 de julho, o ataque corintiano andava mal das pernas. E o time também. De lá para cá, apenas um gol havia sido marcado, no empate contra o Santo André, e mais três jogos se passaram sem vencer - derrotas para Flamengo e Náutico e empate contra o Avaí.
Terminado o jejum, o Timão, agora com 28 pontos, volta a sonhar com a tríplice coroa. O Alvinegro começa o returno com outra pedreira pela frente: o Internacional, quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Atlético-MG, que segue com um jogo atrasado por fazer, também terá um difícil compromisso, na quinta, às 21 horas, diante do ascendente Avaí, no Mineirão.
O jogo: As propostas das duas equipes ficaram muito claras em apenas dois minutos de bola rolando. Enquanto o Corinthians procurou sufocar o adversário e cavou duas faltas próximas à área, o Atlético-MG mostrou força na marcação e eficiência nos contra-ataques.
Em um destes, os visitantes quase abriram o marcador aos quatro minutos, quando Éder Luís recebeu de Tchô, dividiu com Felipe e viu Diego Tardelli, na sobra, chutar certo, na direção do gol, mas Edu, bem colocado, salvar.
Em sua primeira estocada, o Corinthians também foi perigoso e balançou as redes, com Henrique pegando a sobra de um chute forte de Boquita. A arbitragem, no entanto, anulou o tento alegando empurrão do ex-jogador do Guarani.
Aos 23 minutos, Edu, herói ao salvar gol certo de Diego Tardelli, sentiu lesão na coxa e deixou o campo para a entrada de Moradei. Logo na sequência, quando o duelo seguia equilibrado, Dentinho recebeu na entrada da área pela esquerda, livrou-se de dois marcadores e chutou. A bola desviou em Werley e traiu o goleiro Bruno: 1 a 0 Timão e festa no Pacaembu.
O gol alvinegro foi a última grande emoção para os torcedores na etapa inicial. Até a descida para o intervalo, apenas a substituição do goleiro Bruno por Edson, no Atlético-MG, e a trapalhada do árbitro Leandro Vuaden, que voltou atrás na marcação de uma falta perigosa para o Galo e assinalou tiro de meta para o Corinthians, atraíram um pouco a atenção da torcida.
Show de Boquita: Se no primeiro tempo o inspirado pela presença de Ronaldo foi Dentinho, no segundo o show ficou por conta de Boquita. O garoto revelado no terrão deu passe milimétrico para Moradei, que quase ampliou o placar aos dois minutos, e presenteou a Fiel com um golaço logo na sequência.
O camisa 30 recebeu na direita do campo, olhou a posição do goleiro Edson e chutou forte, no ângulo, indefensável: 2 a 0 no placar e má fase definitivamente mais longe do Alvinegro do Parque São Jorge.
Depois de levar o segundo gol, o Atlético se perdeu. Aos 15 minutos, o volante Renan fez falta dura e recebeu cartão vermelho, facilitando ainda mais a missão corintiana, que passou a perder gols em profusão. Henrique, Boquita, que deixou o campo nos minutos finais, e Jorge Henrique usaram e abusaram do direito de errar o alvo e o placar ficou mesmo nos 2 a 0, suficiente para encerrar a série sem vitórias do Alvinegro.
Ney Franco estreia com vitoria e Flu segue na vice-lanternaNa estreia do técnico Ney Franco, o Coritiba conseguiu uma vitória importante ao bater o Fluminense por 3 a 1, neste domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Com dois gols de Marcelinho Paraíba e um de Marcos Aurélio, o time paranaense chegou a 19 pontos e saiu da zona de rebaixamento. Já o tricolor, permanece com 15, na zona da degola.
A partida começou com o Coritiba mais organizado e perigoso. Conseguindo manter a posse de bola, o time paranaense chegava mais perto do gol de Fernando Henrique, mas sem levar tanto perigo. Já o Fluminense, tentava na base da raça organizar algum bom lance de ataque.
Melhor na partida, o Coritiba abriu o placar logo aos 11 minutos. Pedro Ken cruzou a bola pela direita para Marcelinho Paraíba, que cabeceou sem chance para Fernando Henrique. Após o gol, o time paranaense seguiu pressionando e criando oportunidades para ampliar. O Fluminense errava muitos passes e não organizava bons ataques. A torcida tricolor passou a ficar impaciente e a vaiar alguns jogadores.
O Coritiba quase ampliou aos 18 minutos, quando após boa troca de passes do ataque paranaense, a bola sobrou para Bruno Batata, que chutou para boa defesa de Fernando Henrique. O lance de mais perigo do Fluminense aconteceu dois minutos depois, quando Kiezacruzou pela direita e o zagueiro Jeci quase marcou contra. A bola bateu no travessão e saiu.
O técnico Renato Gaúcho estava muito irrtado com a equipe e tirou o volante Wellington Monteiro, que saiu muito vaiado pela torcida, para a entrada de Carlos Eduardo ainda na primeira etapa. A substituição surtiu efeito e o Fluminense chutou pela primeira vez aos 31 minutos. Roni tocou para Kieza, que chutou cruzado na trave de Edson Bastos.
A partida ficou equilibrada, com as duas equipes levando a melhor na defesa. Tanto que somente aos 39 minutos, aconteceu um chute ao gol. Marcelinho Paraíba cobrou falta, Fernando Henrique defedeu sem problema. O lance acordou o Fluminense, que quase empatou após boa jogada de Roni aos 41, mas o goleiro Edson Bastos se antecipou e impediu a finalização. Dois minutos depois, Carlos Eduardo não conseguiu dominar a bola dentro da área, livre, o que poderia ser o empate tricolor.
O Coritiba conseguiu segurar a pressão do Fluminense no fim do primeiro tempo e saiu para o intervalo com a vantagem no placar.
O segundo tempo inciou da mesma maneira que a etapa inicial, com o Coritiba mais organizado e levando mais perigo. Tanto que aos 11 minutos quase ampliou. Marcelinho Paraíba recebeu na área e chutou com perigo ao gol de Fernando Henrique. No entanto, três minutos depois o time paranaense conseguiu ampliar. Novamente Marcelinho Paraíba fez boa jogada, driblou Luiz Alberto e dividiu com o goleiro Fernando Henrique, a bola sobrou para o atacante tocar para a rede.
Mesmo após o gol, o Fluminense conseguiu reagir e passou a ser muito vaiado pela torcida presente no Maracanã. Com uma vantagem boa, o Coritiba passou a atuar com mais cautela e atacava menos, mas com perigo. Na melhor chance, aos 24 minutos, Carlinhos Paraíba arriscou de fora da área e obrigou Fernando Henrique a fazer grande defesa.
O Fluminense só conseguiu organizar uma jogada aos 26 minutos, quando Roni arriscou, mas mandou por cima do gol de Edson Bastos. No entanto, o tricolor conseguiu diminuir aos 31, quando Kieza foi lançado pela direita. O atacante entrou na área e chutou cruzado sem chance para Edson Bastos.
O gola animou o Fluminense, que passou a pressionar o Coritiba em busca
do gol de empate. O tricolor quase conseguiu aos 38 minutos, quando
Roni recebeu a bola na entra da pequena área, mas chutou por cima do
gol de Edson Bastos.
No entanto, o Coritiba soube segurar a
investida dos donos da casa e ainda ampliou aos 48 minutos, com Marcos
Aurélio. O resultado mostrou o que se viu em campo, com o time
paranaense superior.
Santos e Cruzeiro ficam no empate sem gols
Cruzeiro
e Santos entraram neste domingo, no Mineirão, com um objetivo em comum:
vencerem para se aproximarem dos primeiros colocados do Campeonato
Brasileiro. Mas, os dois times não conseguiram aproveitar as chances
que tiveram, especialmente no segundo tempo e acabaram ficando no
empate, 0 a 0.
Desta forma, Raposa e Peixe continuam ocupando o bloco intermediário
na tabela de classificação do Brasileirão. Os santistas estão um pouco
melhor situados na competição, na 12° posição, com 25 pontos, a mesma
pontuação do Vitória, que tem um número maior de vitórias (7 a 6) e,
por isso, está na frente. Os celestes estão um pouco atrás, na 14°
colocação, com 21 pontos ganhos.
Na próxima rodada, os cruzeirenses visitam o Flamengo, quinta-feira,
no Maracanã. Um dia antes, o Alvinegro Praiano recebe o Grêmio, na Vila
Belmiro.
O jogo - O duelo entre Cruzeiro e Santos começou
com as duas equipes bem tímidas no que diz respeito às jogadas de
ataque. Com muitos passes errados, os dois times pouco chegavam ao gol,
levando pouco perigo aos goleiros Felipe e Fábio.
Os mineiros só chegaram ao gol pela primeira vez graças a uma jogada
individual do meia Gilberto. Aos 16 minutos, o experiente jogador
driblou três adversários, só que na hora do chute, Rodrigo Mancha
chegou antes e afastou o perigo.
O Peixe, então, resolveu responder e em grande estilo. Com 22, os
santistas viveram o seu melhor momento no primeiro tempo. Pará aplicou
um elástico sobre Jonathan, chegou à linha de fundo e cruzou na medida
para Kléber Pereira. De frente para o gol, o atacante acertou uma forte
cabeçada, bem defendida por Fábio. No rebote, Madson tentou devolver
para o centroavante, só que a zaga celeste conseguiu afastar o perigo.
Na sequência do lance, os alvinegros recuperaram a bola e Madson levantou para Rodrigo Souto, que cabeceou sobre o gol de Fábio.
No restante da etapa inicial, o jogo voltou à tônica de seu começo.
Sem muita criatividade, a partida acabou se arrastando no 0 a 0 até o
intervalo.
Já no segundo tempo, a Raposa teve uma boa chance para abrir o
placar. Aos 10, Jonathan dominou a bola e de longa distância arriscou o
chute. O lateral pegou firme na bola, exigindo uma grande defesa de
Felipe, que espalmou a bola pela linha de fundo.
O time da Vila Belmiro não deixou por menos e aos 20, por pouco não
fez o seu primeiro gol. Kléber Pereira tabelou com Ganso e bateu na
saída de Fábio, que fez uma boa defesa. No minuto seguinte, foi à vez
do Cruzeiro quase balançar as redes. Rodrigo Mancha cortou mal a bola,
que sobrou para Wellington Paulista. O camisa 9 celeste dominou e
finalizou, com força, para uma grande defesa de Felipe, que espalmou um
chute praticamente à queima roupa.
Aos 28, novamente o Cruzeiro quase abriu o marcador. Wellington
Paulista e Diego Renan tabelaram e o centroavante girou e bateu para o
gol, para mais uma defesa segura de Felipe.
Com 33, nova oportunidade para os mineiros, através de Soares. O
meia-atacante, que entrou no lugar do veterano Gilberto, tocou de
cabeça para fora, assustando o arqueiro Felipe.
No final, a Raposa ainda poderia ter feito o gol. Em levantamento de
bola, após cobrança da faltam a bola ficou perdida na área, mas a zaga
santista estava atenta e conseguiu afastar o perigo, garantindo desta
forma o empate até o final do jogo no Mineirão.
Em noite de Baier inspirado, Furacão bate Barueri
Comandado
pelo meia Paulo Baier, dono de vistosa atuação, o Atlético-PR manteve
sua reação no Campeonato Brasileiro neste domingo. Na Arena da Baixada,
a equipe alcançou a quarta vitória consecutiva sob o comando de Antônio
Lopes ao fazer 3 a 0 no Barueri, pela 19ª rodada do Campeonato
Brasileiro.
O resultado deixa o time com 24 pontos, ocupando a 13ª colocação e
cada vez mais longe da zona de rebaixamento, que chegou a incomodar nas
primeiras rodadas. Já o Barueri não conseguiu se segurar na primeira
partida desde que perdeu o técnico Estevam Soares, que aceitou proposta
do Botafogo. Comandado por Diego Cerri, membro da diretoria, caiu para
a 9ª colocação, com 28 pontos.
Na próxima partida, a primeira do segundo turno, o Furacão vai a
Salvador enfrentar o Vitória, às 19h30 (de Brasília) da quarta-feira,
no Barradão. No mesmo dia, o Barueri tenta a recuperação contra o
Sport, mas às 21 horas, na Arena Barueri.
O jogo - A partida na Arena da Baixada começou com
muitos erros de passe e pouca ação ofensiva. Os primeiros 10 minutos
foram de cautela por parte das equipes, e foi o anfitrião quem tomou a
iniciativa, na primeira de muitas jogadas de perigo com a participação
de Paulo Baier. Aos 11 minutos, o meia cruzou da esquerda e Chico
assustou o goleiro Renê, tocando de cabeça, para fora.
Aos 20 minutos, Márcio Azevedo fez lançamento da esquerda em direção
à área. Mal colocado, Zulu não conseguiu o domínio, mas Paulo Baier
apareceu correndo por trás da marcação para completar para as redes,
abrindo o placar. No lance seguinte, o Barueri quase empatou em
trapalhada da zaga rubro-negra, mas Val Baiano não conseguiu aproveitar.
Aos 35 minutos, Wesley correu para a linha de fundo e fez
cruzamento. A bola desviou na zaga e sobrou nos pés do camisa 10 do
Atlético-PR, que fuzilou de direita, mas Renê caiu para fazer a defesa.
No lance seguinte, o goleiro nada pôde fazer: Paulo Baier bateu falta
com perfeição e aumentou a vantagem do anfitrião.
Inspirado, o meia voltou para o segundo tempo pronto para incomodar
mais, e assim fez aos 11 minutos, quando recebeu lançamento de Marcinho
e encobriu Renê, marcando o gol. O assistente, no entanto, anulou o
tento, apontando impedimento do experiente jogador no lance.
A jogada serviu de aviso, mas a zaga do Barueri não compreendeu a
mensagem. No minuto seguinte, foi a vez de Wesley lançar Baier, que
recebeu dentro da área e acabou derrubado por Renê. Pênalti. Por ser o
último homem da defesa na jogada, o goleiro acabou expulso. O atacante
Otacílio Neto foi 'sacrificado' para a entrada de Márcio, que não
conseguiu pegar a cobrança feita por Marcinho.
Pouco depois, Marcinho aproveitou desvio em chute de Wesley e
completou para o gol, mas novamente o trio de arbitragem anulou o gol,
anotando posição irregular do jogador. Os minutos finais serviram para
a torcida do Atlético-PR fazer sua festa: nas arquibancadas, a massa
rubro-negra seguiu a tendência que ganhou escala nacional e cantou "o
Furacão voltou".