Confrontos em Homs e Deraa deixam 31 mortos
Publicação: 10 de Fevereiro de 2012 às 00:00
BEIRUTE, Líbano, (AE) - Pelo menos 24 pessoas foram mortas nesta quinta-feira, no mais recente ataque do governo à sitiada cidade de Homs, segundo ativistas. As fontes acrescentaram que o número de vítimas deve aumentar. No total, segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, foram mortas 31 pessoas na Síria nesta quinta-feira. Pelo menos sete soldados regulares do governo foram mortos em uma emboscada feita por desertores na província de Deraa, no sul do país. O Observatório, grupo opositor, afirma que dezenas de soldados ficaram feridos. Não foi possível confirmar as informações com fontes independentes.
"Vinte e três das vítimas morreram no ataque que começou de madrugada no bairro de Baba Amr e outra morreu em Khaldiyeh", disse Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sobre a violência em Homs. "Os corpos de várias vítimas em Baba Amr estavam completamente carbonizados."
Abdel Rahman disse que o ataque do governo a Homs, na Síria central, começou no sábado passado e já deixou desde então mais de 400 mortos. Ativistas também informaram sobre confrontos em Zabadani, uma cidade entre Damasco e a fronteira libanesa, mas não foi possível verificar as informações de maneira independente.
Alemanha expulsa diplomatas - A Alemanha afirmou que estava expulsando quatro diplomatas da Síria, após a prisão esta semana de dois homens acusados de espionagem contra grupos de oposição da Síria em território alemão. O ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, disse em comunicado nesta quinta-feira que ele ordenou a expulsão de quatro funcionários da embaixada síria, e que o embaixador foi informado disso. Ele não deu detalhes sobre os diplomatas.
Promotores federais alemães disseram na terça-feira que haviam prendido um sírio e um homem com dupla cidadania, alemã e libanesa, por suspeitas de que eles teriam espionado partidários da oposição síria na Alemanha durante vários anos. O embaixador da Síria na Alemanha foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores no mesmo dia e ouviu que Berlim não tolerará atividades desse tipo.