Coteminas amplia produção na fábrica de São Gonçalo

Publicação: 31 de Janeiro de 2007 às 00:00 | Comentários: 0
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Emanuel AmaralINDÚSTRIA TÊXTIL -  A Coteminas está ampliando a fábrica de São GonçaloINDÚSTRIA TÊXTIL - A Coteminas está ampliando a fábrica de São Gonçalo
A fusão entre a Coteminas e a norte-americana Springs, anunciada no fim de 2005, tem rendido bons investimentos no Rio Grande do Norte. Até julho, terão vindo para o estado o equivalente a 200 carretas em equipamentos oriundos dos Estados Unidos, onde está um dos melhores mercados mundiais do setor. Com isso, a indústria está aumentando sua produção de colchas e mantas em terras potiguares, o que proporcionou a geração de 300 empregos diretos e incremento de 60% nas exportações desses produtos pelo estado no ano passado.

Vindos de 15 fábricas da antiga Springs - agora a holding chama-se Springs Global -, os equipamentos estão sendo transportados para unidades fabris da Coteminas no Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina. De acordo com o diretor da representação estadual da indústria, João Lima, os critérios de distribuição são estrutura e tipo de produção em cada estado, pois quanto menor forem os custos para receber as máquinas, melhor para a empresa.

No RN, os equipamentos estão chegando desde maio de 2006. A expectativa é que a mudança termine em junho deste ano. João Lima não disse quantas máquinas são, mas mostrou uma delas, uma linha de alvejamento e acabamento, que ocupa 960 metros quadrados. A dimensão dos aparelhos, voltados pra fabricação de colchas, fez com que a unidade de São Gonçalo do Amarante, para onde eles estão indo até agora, precisasse ser adequada: foram construídos novos prédios e ampliada a rede de distribuição de vapor e gás. A fábrica de Macaíba começará a receber os equipamentos, estes para confecção de lençóis, em abril ou maio.

Lima não fala em números ou percentuais, alegando que, por ser uma empresa de capital aberto e com grandes - e exigentes - clientes internacionais, não pode divulgar determinadas informações. Contudo, ele diz que as exportações, destino prioritário da produção das máquinas importadas, deverão superar o crescimento experimentado no ano passado. Dados do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias (Fiern), mostram que em 2006, a exportação o tipo de produto fabricado pelas novas máquinas - cobertores de algodão, produzido apenas pela Coteminas no RN - cresceu 428,1% no ano passado, chegando a US$ 8,2 milhões (R$ 17,4 milhões). Em 2004, a Coteminas não exportava essas mercadorias; no ano seguinte, com as máquinas que já tinha, a indústria colocou no mercado internacional apenas US$ 1,5 milhão (R$ 3,1 milhões) em mercadorias.

Custo do trabalhador foi principal atrativo

O custo da mão-de-obra nos EUA, desde encargos sociais a salários, é seis vezes maior do que no Brasil. Por isso, produzir aqui e vender para lá torna-se mais barato para a Spring Global, que tem grandes clientes como as redes varejistas norte-americanas Wal-Mart, Kmart/Sears e Target. O maior concorrente da holding nas terras norte-americanas, assim como nos demais mercados internacionais, é a China, onde um trabalhador custa 80% menos do que no Brasil - entre outras diferenças, os chineses chegam a trabalhar 28 dias por mês, sem direito a férias anuais.

No RN, a produção com as máquinas importadas terá gerado 300 postos de trabalhos, a maior parte comporta de mecânicos e operadores, até junho. Nas duas unidades do estado, a Coteminas emprega atualmente 3,5 mil pessoas, aproximadamente 30% do total da indústria em todo o país.


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