O delegado Frank Albuquerque, à frente do caso da morte da fisiculturista Fabiana Caggiano Paes, disse hoje que está à espera da localização de testemunhas do caso residentes em São Paulo para serem ouvidas. Assim que for feita a localização dessas testemunhas pela Delegacia de Osasco, o delegado responsável viajará ao estado paulista para colher mais informações sobre o crime.
Segundo o delegado, o marido de Fabiana, Alexandre Paes, ainda é tido como único e principal suspeito pela morte dela, no dia 2 deste mês em um hotel em Natal. "Até agora, não temos outra linha de investigação porque ninguém entrou no quarto". A possibilidade de um acidente estão sendo descartadas", disse.
O delegado falou também sobre o laudo definitivo do Itep/RN, que está em andamento. "O perito Cícero [responsável no caso] disse que a parte dele foi concluída, mas ainda estão aguardando os resultados da patologia", afirmou. "Para a perícia ficar bem feita, sem sombra de dúvidas do que aconteceu, a gente está esperando que o laudo seja feito da melhor maneira possível", reforçou Frank.
Sobre o laudo paralelo, que Alexandre disse que pediria em São Paulo para reforçar sua versão do acontecimento, diferente do que foi dito por outras cinco testemunhas, Frank Albuquerque disse que a Justiça e a Polícia de São Paulo negaram o pedido do marido da vítima. "O pedido de perícia foi negado e foi dito que apenas um perito particular faria o laudo".
"Todo o apartamento do hotel foi periciado com o luminol, que detecta a presença de sangue humano [não visto a olho nu], tanto a parte do quarto quanto do banheiro", disse o delegado. "As possibilidades de um acidente estão sendo descartadas. A cada dia que passa, as informações contestam a teoria de um acidente", destacou Frank Albuquerque.
Na delegacia de Osasco, que está trabalhando junto ao delegado Frank Albuquerque, o delegado J. C. Gonzalez ouviu ontem (8) a irmã e a mãe de Fabiana, que estavam en Natal quando a fisiculturista morreu. As familiares afirmaram que mensagens de texto encontradas no celular de Alexandre e de Fabiana apontavam para uma crise conjugal.
"No celular dele foram encontradas mensagens de uma amante, que dizia que o amava, mandava beijos e falava que ele tivesse cuidado com o que falava no telefone porque 'a conta poderia vir muito cara'", disse o delegado. Frank Albuquerque acredita que este alerta da conta do celular poderia ser uma desconfiança de possível monitoramento do aparelho de Alexandre.
Já no celular dela, teriam sido encontradas mensagens de Fabiana se queixando sobre a condição do relacionamento e sobre como vinha sendo tratada pelo marido.
Sobre registros de antecedentes criminais de Alexandre em São Paulo, o delegado Frank Albuquerque disse que "ele mesmo confessou ter participado de brigas de rua em São Paulo, inclusive foi levado à delegacia, mas esses registros ainda não foram confirmados com a Polícia de São Paulo".
Acervo Pessoal
Morte de Fabiana Caggiano ainda está sendo investigada pela Polícia; marido é principal suspeito
Morte de Fabiana Caggiano ainda está sendo investigada pela Polícia; marido é principal suspeitoSegundo o delegado, o marido de Fabiana, Alexandre Paes, ainda é tido como único e principal suspeito pela morte dela, no dia 2 deste mês em um hotel em Natal. "Até agora, não temos outra linha de investigação porque ninguém entrou no quarto". A possibilidade de um acidente estão sendo descartadas", disse.
O delegado falou também sobre o laudo definitivo do Itep/RN, que está em andamento. "O perito Cícero [responsável no caso] disse que a parte dele foi concluída, mas ainda estão aguardando os resultados da patologia", afirmou. "Para a perícia ficar bem feita, sem sombra de dúvidas do que aconteceu, a gente está esperando que o laudo seja feito da melhor maneira possível", reforçou Frank.
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"Todo o apartamento do hotel foi periciado com o luminol, que detecta a presença de sangue humano [não visto a olho nu], tanto a parte do quarto quanto do banheiro", disse o delegado. "As possibilidades de um acidente estão sendo descartadas. A cada dia que passa, as informações contestam a teoria de um acidente", destacou Frank Albuquerque.
Na delegacia de Osasco, que está trabalhando junto ao delegado Frank Albuquerque, o delegado J. C. Gonzalez ouviu ontem (8) a irmã e a mãe de Fabiana, que estavam en Natal quando a fisiculturista morreu. As familiares afirmaram que mensagens de texto encontradas no celular de Alexandre e de Fabiana apontavam para uma crise conjugal.
"No celular dele foram encontradas mensagens de uma amante, que dizia que o amava, mandava beijos e falava que ele tivesse cuidado com o que falava no telefone porque 'a conta poderia vir muito cara'", disse o delegado. Frank Albuquerque acredita que este alerta da conta do celular poderia ser uma desconfiança de possível monitoramento do aparelho de Alexandre.
Já no celular dela, teriam sido encontradas mensagens de Fabiana se queixando sobre a condição do relacionamento e sobre como vinha sendo tratada pelo marido.
Sobre registros de antecedentes criminais de Alexandre em São Paulo, o delegado Frank Albuquerque disse que "ele mesmo confessou ter participado de brigas de rua em São Paulo, inclusive foi levado à delegacia, mas esses registros ainda não foram confirmados com a Polícia de São Paulo".