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Economia

Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

Diálogo com os EUA ainda está aberto, afirma Barral

Publicação: 13 de Março de 2010 às 00:00
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Belo Horizonte (AE) - O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse ontem, em Belo Horizonte, acreditar que as negociações entre Estados Unidos e Brasil sobre a contraproposta referente às retaliações comerciais ainda não estão encerradas. “Há possibilidade de negociação, mas, neste momento, a iniciativa tem de partir dos EUA.”

De acordo com Barral, o Brasil disse o que quer, que é a retirada dos subsídios à produção e exportação do algodão, conforme determinou a Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta semana, o governo publicou no “Diário Oficial da União” (DOU) a lista de 102 produtos que terão alíquota do Imposto de Importação (II) elevada para as compras dos EUA.

O impacto comercial é estimado em US$ 591 milhões, que seria maior do que o valor autorizado pela OMC para o setor de bens. No entanto, o Brasil deverá ainda apresentar uma série de retaliações na área de propriedade intelectual e de serviços, denominadas retaliações cruzadas.

O ex-embaixador do Brasil em Washington Roberto Abdenur, que atualmente é consultor da Câmara Americana de Comércio (Amcham), disse que está otimista de que o lado americano apresentará uma contraproposta. De acordo com Abdenur, uma nova delegação americana deverá vir ao Brasil nos próximos dias para apresentar ideias e negociar uma solução para a questão.

Congresso

Conforme ele, o Congresso americano tem poderes amplos sobre a política comercial dos EUA. Com os reflexos da crise financeira internacional, o caráter protecionista das decisões tem prevalecido, disse. “Não há hipótese de que o Congresso americano se mova em relação à Rodada Doha ou a acordos bilaterais de livre comércio.”

No entanto, Abdenur aponta que a lei agrícola americana, a Farm Bill, que prevê políticas de financiamentos e subsídios à produção, deverá ser revista em 2012. “A expectativa é de que o governo dos EUA sugira ao Congresso a eliminação gradual dos subsídios do algodão.” Antes disso, porém, o Brasil vai querer satisfações sobre o assunto.

O ex-embaixador do Brasil nos EUA sugeriu que, nestas compensações, estejam incluídos o aumento das cotas de produtos que possam afetar o mercado americano e que o País gostaria de ver o fim da barreira ao etanol. Barral e Abdenur participaram ontem de um evento promovido pela Câmara Americana de Comércio de Belo Horizonte.
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comentários

roberto_pvasconcelos@...14/3/2010 @ 10h05
É isoo aí! Parece que ainda existe neste país, dirigentes inteligentes e com "vergonha na cara" TOME o troco americanos!
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