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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Diretores do Walfredo Gurgel pedem demissão coletiva

Publicação: 25 de Fevereiro de 2011 às 11:17
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A diretoria do Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel emitiu uma nota na manhã desta sexta-feira (25) comunicando o "desligamento das suas funções". Segundo o documento, a demissão coletiva se deveu porque "a partir de janeiro, com a mudança da equipe de Governo, essa direção não identificou ações concretas capazes de minimizar os nós críticos da instituição, muito menos a participação dessa mesma equipe nas discussões dos projetos da SESAP relativos às ações de saúde do Estado que produzissem reflexo imediato no cotidiano do serviço. Isto porque entendemos que o Walfredo Gurgel é uma instituição que serve como observatório da saúde podendo subsidiar ações e medidas sanitárias para todo o Rio Grande do Norte".

Leia a íntegra da nota:

"Desde o início da atual gestão do "Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel", o grupo diretor elegeu como prioridade a excelência na assistência ao paciente crítico que adentra esta unidade hospitalar. Para tanto, envidou esforços na qualificação dos profissionais, na aquisição de equipamentos e na reestruturação física de diversas áreas do hospital. (ver Relatório de Gestão 2007 - 2010)

Alguns grandes obstáculos sempre se colocaram como fatores adversos ao processo de qualificação assistencial, em especial: 1) A indefinição do perfil assistencial do Hospital, que dificulta o processo administrativo (aquisição de material médico hospitalar, insumos, medicamentos e dimensionamento de pessoal); 2) A inexistência de um Complexo de Regulação para o atendimento de urgência, organização da oferta de leitos, exames e consultas especializadas, implicando no entendimento confuso do princípio da "vaga zero" e impondo ao hospital de 268 leitos, por vezes, mais de 350 pacientes, dos quais 90 pacientes "internados" em macas no Pronto-Socorro e um número considerável de pacientes à espera de leitos de UTI.

Apesar das dificuldades aqui colocadas, o compromisso em oferecer a melhor assistência tem movido os profissionais desta Direção na luta constante por avanços dos seus processos de trabalho.

Nos últimos anos, o Governo do Estado e a Secretaria Estadual de Saúde entendendo que o processo de descentralização seria salutar no avanço administrativo da rede hospitalar, apostou na capacidade gerencial dos hospitais estaduais e, em especial, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, ampliando sua dotação orçamentária/financeira. Essa medida permitiu agilizar, por um certo período, a aquisição de medicamentos e insumos, qualificando o custeio do hospital.

É bem verdade que nos últimos cinco meses a escassez na transferência de recursos trouxe prejuízos enormes ao abastecimento gerando um débito na ordem de 4 milhões de reais, fazendo com que o inicio de 2011 fosse marcado por sérios problemas de abastecimento, dentre outros.

Contudo, no início de nova gestão estadual e de um novo ano, as esperanças se renovaram e o otimismo mais uma vez veio à tona, no anseio por ações que pudessem reverter o quadro existente. Porém, a partir de janeiro, com a mudança da equipe de Governo, essa direção não identificou ações concretas capazes de minimizar os nós críticos da instituição, muito menos a participação dessa mesma equipe nas discussões dos projetos da SESAP relativos às ações de saúde do Estado que produzissem reflexo imediato no cotidiano do serviço. Isto porque entendemos que o Walfredo Gurgel é uma instituição que serve como observatório da saúde podendo subsidiar ações e medidas sanitárias para todo o Rio Grande do Norte.

Além das freqüentes dificuldades do dia a dia, nas últimas semanas tem-se evidenciado pouca atenção por parte da SESAP às solicitações e reivindicações da Diretoria do Hospital no sentido de abastecer os diversos setores, comprometendo as ações assistenciais e consequentemente a qualidade da atenção, prejudicando o quadro de superlotação existente e, até esta data, sequer temos conhecimento da dotação orçamentária do ano de 2011 (ver cópia anexa).

Diante de tais fatos, os profissionais que compõem a direção do Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel, vêm publicamente informar o desligamento das suas funções.

É importante esclarecer que esta diretoria que ora se desvincula dos cargos diretivos, permanecerá comprometida com aquilo que sempre foi a sua única e grande bandeira de luta e motivo maior de tamanha persistência - NOSSOS USUÁRIOS.

Aos nossos funcionários e grandes colaboradores o nosso chamamento por uma vinculação cada vez maior com uma instituição que tem prestado, ao longo dos anos, inestimáveis serviços à saúde do Rio Grande do Norte e que transcende as cores de "bandeiras partidárias.

Diretoria do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel".

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comentários

kripthoni@...25/02/2011 @ 12h11
Pronto, era só o que faltava... o que já era ruim ficou ainda pior.
nailtongomes@...25/02/2011 @ 13h24
Lamentável...
rbfilho@...25/02/2011 @ 13h46
E agora Rosa? Vamos trabalhar e deixar de politicagem. A arrecardação de janeiro foi recorde e cadê as ações e as obras?? Já é hora de começar a trabalhar.
sobral_america@...25/02/2011 @ 14h59
Uma vergonha para o novo Governo, que estar fazendo caixa com dinheiro publico .
zezoaovivo@...25/02/2011 @ 14h32
Funcionários concursados e recém contratados pela SESAP estão a 3 meses trabalhando e ainda não receberam. A SESAP e o Governo do Estado só faz enrolar e não cumpre com seus compromissos. VERGONHA!
glauberh@...25/02/2011 @ 14h16
é por isso que o povo não acredita mais no DEM/PSDB, é so conversa fiada, como o colega falou a recadação no mes de janeiro foi recorde, quer dizer que em janeiro do ano passado não teve crise?? infezmente vamos ter q aguentar 4 anos nessa ladainha, dizendo que não tem dinheiro, e a bandidagem tomando conta do estado, a saúde se acabando e por ai vai....
aldosoares77@...25/02/2011 @ 16h06
Isso já era previsto, cadê o copisrn que iria expandir e melhorar a vida do usuário no interior juntamente com a melhoria dos hospitais regionais, vem ai o carnaval, muitos acidentes no interior como vai ser sem o SAMU....
bosco_geografia@...25/02/2011 @ 16h19
como diria sr° omar: "trágico"
armandotavares@...25/02/2011 @ 17h38
Não existe nenhuma vontade política para resolver o problema, pois políticos e seus filhos não utilizam o Hospital, recentemente a nossa prefeita foi cirurgiada em São Paulo, o nosso ex governador também tomou o mesmo destino. Os nossos deputados jamais entrarão lá. só no resta a proteção divina para que precise deste hospital, agradeço o empenho dos funcionários que fazem verdadeiros milagres com a condição e salários que lhes são oferecidos.
daniel.lira@...25/02/2011 @ 18h20
Por motivos como esse deixei de acreditar nas instituições públicas. NÃO TEM JEITO!
adrianafortuna70@...26/02/2011 @ 07h37
O que me surpreende é que as pessoas ainda se admirem. DAM, DEM, DIM ,DOM ,DUM DÃO ou seja qual for a sigla, a história sempre vai ser a mesma.é como novela da globo.Só mudam os atores .
masilva2@...25/02/2011 @ 21h41
A combinação foi completa. Primeiro a prefeitura, agora o estado? Onde vamos parar? saúde , educação....onde estão nossos direitos básicos, se alguém os encontrar por favor não deixe de entrar em contato. Enquanto isso vou juntar um dinheiro para pagar um plano de saúde para não morrer agonizando nos corredores dos hospitais públicos. talvez se nossa governadora precisasse de algum atendimento no Wafredo ela se sensibilizaria não é mesmo?
valmirxavier@...25/02/2011 @ 21h14
isto é fazer acontecer
thiagodeclaudiceia@...25/02/2011 @ 20h02
Meu Deus, e não se completaram nem 60 dias da super-pseudo-gestão...
lulu.zizinha@...25/02/2011 @ 19h15
como será daqui para frente? quem irá assumir? e o outro hospital que continua sem direção? são 2 agora.
denunciador.denunciador@...27/02/2011 @ 00h52
Ainda bem que são apenas QUATRO LONGOS anos! Depois essa Governadora vai embora e deixará a vaga para um administrador realmente comprometido com a causa pública, espero.
paula2008.souza@...27/02/2011 @ 19h29
Lamentavel!!! Como nao bastasse a falta de medicaçao no prosus agora essa ,vale Deus.
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