Campeão do ATP Finals-2012, Novak Djokovic distribuiu chocolates para a imprensa no final do ano passado. Na manhã deste domingo, depois de reverenciar o norte-americano Andre Agassi e exaltar o inédito tri no Aberto da Austrália, ele repetiu a iniciativa.
“É uma pequena tradição que estamos tentando começar. Fiz isso no final de 2012 e quero começar esse ano da mesma maneira, se vocês permitirem. Vamos manter isso doce”, afirmou o número 1 do mundo logo depois de vencer o escocês Andy Murray na decisão.
“Todos têm dias ruins. Não estou sempre dando risada. Mas tenho consciência de que ser um jogador de tênis profissional é uma coisa incrível e sou iluminado por ter a oportunidade de fazer sucesso. O que você pode fazer além de ser feliz e tentar levar alegria às pessoas ao seu redor?”, questionou o doce sérvio.
A alegria de Novak Djokovic tem explicação na medida em que ele é o primeiro tenista a vencer o Aberto da Austrália três vezes consecutivas na Era Aberta, iniciada em 1968. Antes do sérvio, nove estrelas falharam na tentativa de alcançar o tri seguido em Melbourne.
“Todo torneio, especialmente os maiores, são especiais. Mas ganhar três consecutivos é incrível, um grande feito, muito emocionante. Estou cheio de alegria agora. Isso vai me dar muita confiança para o resto da temporada, com certeza. Ver o troféu e ler os ganhadores nos últimos 100 anos é incrível”, afirmou.
Além de deter o status de primeiro tri consecutivo do torneio, Djokovic alcançou o tetracampeonato do suíço Roger Federer e de André Agassi, um recorde na Era Aberta. Não por acaso, ele recebeu o troféu do norte-americano, ex-número 1 do mundo, a quem reverenciou.
“O Agassi foi um dos jogadores que mudaram não apenas o jogo em si, mas também a maneira pela qual as pessoas o enxergam. É uma lenda do esporte, claro. Teve muito sucesso: ganhou o ouro olímpico, Grand Slams, tudo. Foi um grande prazer e uma honra receber o troféu dele”, afirmou o sérvio.
O próximo desafio de Djokovic é representar a Sérvia no confronto com a Bélgica, pela Copa Davis, entre 1 e 3 de fevereiro, em Charleroi. Roland Garros, o único Grand que ele ainda não venceu, também está na mira. “O Nadal é o favorito no saibro, mas se eu continuar jogando assim, posso ter uma chance”, disse.
*Com informações da Gazeta Esportiva