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Autos e Motores

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Encontro de carros antigos: "Opala" é homenageado

Publicação: 27 de Novembro de 2009 às 00:00
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O tradicional Encontro de Carros Antigos do Galleria Shopping, promovido mensalmente pelo Clube V8&Cia, será especial este mês. Além de dar destaque ao Opala, a última edição do ano, marcada para domingo,  homenageará os associados do clube que participam ativamente de todos os eventos.

O presidente do clube, Júnior Canela, explica que todos os colecionadores vão expor suas relíquias. "O objetivo do encontro é promover um clima de confraternização entre os membros do clube que participaram o ano todo dos encontros no shopping", comenta Júnior.Quanto ao Opala, Canela explica que nada melhor do que encerrar o ano valorizando um dos grandes ícones da indústria automobilística nacional.

Promovido todo último domingo de cada mês no estacionamento do piso térreo do Galleria Shopping, o Encontro de Carros Antigos  virou uma tradição na região de Campinas (SP), atraindo cerca de 300 expositores a cada edição. O evento é uma excelente opção de passeio e também reúne venda de peças, acessórios, camisetas, bonés, revistas, miniaturas etc.

Além de gerar entretenimento e cultura, o "Encontro" possui cunho social. Para participar, os proprietários de veículos levam 1 kg de alimento não perecível, que é doado a entidades assistenciais de Campinas



Opala, marco da

indústria

Símbolo de status e distinção dos anos 80 e 90, o Chevrolet Opala completa 41 anos de seu lançamento. Até hoje, é reverenciado e tem milhares de admiradores. Derivado do europeu Opel Record, o Opala foi oficialmente lançado no Brasil no VI Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 1968 efoi destaque num palco giratório do estande da General Motors do Brasil. Com apresentações a cada meia hora, as misses de vários Estados do País e o piloto inglês Stirling Moss, reverenciavam o modelo e recebiam os visitantes.

A produção começou no dia 19 de novembro de 1968. Com muitos cromados, linhas com vários vincos e faróis redondos, ao contrário do modelo europeu, que tinha faróis retangulares, o Opala chegou ao mercado nacional na versão de quatro portas, com motores  2,5 litros de 4 cilindros e 3,8 de 6 cilindros e duas versões de acabamento: Luxo e Especial (a básica que na época era chamada de Standar).

O curioso dessas enormes motorizações eram as potências. O motor de 4 cilindros produzia apenas 80 cavalos e o de 6 cilindros 125 cv. Oitenta cavalos de potência máxima é praticamente o que desenvolve hoje um motor mil. Vindos da matriz nos EUA apesar de  terem utilização aqui, ambos de concepção bem antiquada, os motores eram fabricados com bloco e cabeçote em ferro fundido, comando de válvulas no bloco, acionamento de válvulas por varetas e carburador de corpo único.

O motor de quatro cilindros, para a época, era honesto. Já o seis cilindros agradou, atingia velocidade máxima de 165 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 13 segundos. Era o carro mais veloz daquela época. Em ambos, os câmbios eram de três marchas. A tração era traseira, a suspensão dianteira independente com braços sobreposto e atrás eixo rígido e a grande novidade eram os pneus sem câmara.

Em 1970, chegaria o modelo esportivo. Com motor de  4.100 cc, ficou famoso como 4.100 (seis canecos). A potência pulava para 140 cavalos e ganhava um câmbio de quatro marchas no assoalho e outros melhoramentos. A velocidade chegava a impressionantes 180 km/h. Em setembro de 1971, era apresentado o coupé de duas portas.

Todos os anos foram apresentadas novidades. Para se ter uma idéia, o modelo 1973 ganhava nova grade, bancos reclináveis e ar condicionado externo como opcional e, em 1974, câmbio automático de três marchas.

Logo chegaram concorrentes de peso como o Ford Maverick V8. Em 1975, a primeira reestilização e a chegada da versão mais luxuosa, a "Comodoro", e a perua "Caravan", que estava prevista desde 1969, mas foi adiada para a General Motors do Brasil poder se concentrar no desenvolvimento do Chevette. O carro ficou muito mais bonito, moderno e, apesar do design seguir o anterior, com menos vincos e linhas mais harmoniosas.

Em 1976, chegava o mais emocionante dos Opalas: o "250 S". O mesmo motor de 4.100 cc chegava a 170 cavalos, velocidade máxima de 200 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 10 segundos. Tudo no Opala ia melhorando: conforto, silêncio interno, suspensão, freios e motor. Os anos faziam bem ao modelo e a GM do Brasil investia dignamente na evolução de seu automóvel mais conceituado. Em 1979, a montadora de São Caetano do Sul (SP) passou a produzir  o carro mais luxuoso e requintado do Brasil da época, o Opala "Diplomata".

Em 1980, nova reestilização e o carro ganha linhas ainda mais belas, motores mais potentes e versões a álcool para os modelos de quatro cilindros. Em 1983, chegava o câmbio de cinco marchas e, no ano seguinte, o motor seis cilindros ganhava também a versão a álcool. O acabamento do Diplomata chegou à Caravan em 1986, que passou a ser o carro mais caro do mercado nacional. O modelo Diplomata tinha "luxo" que nunca  visto num carro nacional, painel completo e detalhe de grande requinte.

Mesmo com pequena reestilização, em 1988 o Opala começou a sentir o peso dos anos e da concorrência, menores é bem verdade, mas com apelo mais moderno, motorizações mais modernas e mais econômicas. O VW Santana e o Chevrolet Monza se mostravam implacáveis, deixando um segmento pequeno do mercado para o Opala. Praticamente, sobravam  carros de alto luxo para um mercado de pessoas com um pouco mais de idade e, nas versões mais básicas, os órgãos do governo.

Em 1992, sob protesto e após 21 anos de produção, a General Motors do Brasil encerra a produção do Opala e começa a do Chevrolet Omega, que também se tornaria um brutal sucesso da marca. Ao todo, quase 1.000.000 de Opalas produzidos e uma história de sucesso que é mantida até hoje por milhares de apaixonados em todo o Brasil.  


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