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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Estado não acompanha a saúde dos professores

Publicação: 10 de Novembro de 2009 às 00:00
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O coordenador de recursos humanos da Secretaria Estadual de Educação, Pedro Guedes, admitiu o caráter "preocupante" do progressivo adoecimento dos professores da rede pública de ensino. Contudo, ele admitiu que o Governo do Estado não tem nenhum programa de assistência e acompanhamento da saúde desses profissionais, como também dos demais servidores. "É um dado preocupante", considerou.

A resposta do coordenador vem na esteira da reportagem publicada no último domingo pela TRIBUNA DO NORTE, que mostrou que houve 98 readequações permanentes no Estado em 2009. Isso significa que esse número de professores não tinha mais condição de exercer o magistério e teve de ser realocado em outras funções. "Realmente, os motivos mais comuns são depressão, síndrome do pânico, problemas vocais e de coluna", concordou Pedro Guedes.

O atendimento oferecido pelo Estado atualmente diz respeito apenas à admissão e ao afastamento dos professores. Quando o servidor é admitido, ele é examinado por uma junta especial de médicos do trabalho. E quando precisa de um afastamento ou de uma readequação é avaliado pela Junta Médica do Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (Ipern). Nesse meio termo, ou seja, quando o professor está exercendo a sua atividade, não existe nenhuma ação para verificar se o trabalho está sendo negativo para a saúde.

"O Governo do Estado fez um curso de especialização para 40 servidores, de todas as secretarias, sobre qualidade de vida e saúde no trabalho. O curso terminou no ano passado e estamos tentando estruturar algumas ações", diz Pedro Guedes, acrescentando que o movimento ainda é bastante incipiente. "São quatro servidores aqui da Secretaria de Educação, o que é muito pouco para estruturar algo mais consistente. Procuramos multiplicadores, pois a preocupação existe", afirma o coordenador de Recursos Humanos.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Prefeitura de Natal para conseguir informações sobre a situação do Município, mas não houve retorno, apesar de várias tentativas.


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Tribuna do Norte