Última atualização às 10hConsiderado um dos maiores estelionatários do Rio Grande do Norte, Porfírio de Araújo, 55, foi preso na noite desta quinta-feira (20), no bairro do Alecrim, zona leste de Natal.
Adriano Abreu
Porfírio Araújo, 55 anos, aplicou um golpe em 156 pessoas ao montar um curso
A polícia investigava as atividades de Porfírio, acusado de aplicar um golpe de quase R$ 500 mil, há cerca de dois meses. A prisão aconteceu nas proximidades da Igreja Universal, na avenida Coronel Estevam, no momento em que Porfírio pretendia fazer uma cobrança.
De acordo com o delegado Raimundo Rolim, chefe do Núcleo de Inteligência da Polícia, o estelionatário enganou 156 pessoas que se matricularam em um curso de perfuração de poços de petróleo e gás. Os candidatos a uma das vagas vendiam tudo o que tinham para participar do curso. A polícia estima que o golpe foi de quase R$ 500 mil.
Porfírio de Araújo presta depoimento, nesse momento, na Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações. Agora há pouco, o delegado Flávio Della Valle disse que Porfírio também deverá ser autuado por crime contra o consumidor.
A INVESTIGAÇÃO A polícia iniciou as investigações a partir das primeiras denúncias feitas por pessoas lesadas por Porfírio, há cerca de dois meses. O Núcleo de Inteligência da Polícia montou uma operação para prender o estelionatário em Recife, onde se preparava para montar o mesmo curso. "Nós planejávamos ir para Recife, mas tivemos a informação de que ele estava aqui em Natal e efetuamos a prisão", disse Raimundo Rolim. Só na Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) foram registradas 100 denúncias contra Porfírio.
Tivemos a informação de que ele estava aqui em Natal e efetuamos a prisão
Raimundo Rolim, chefe do NIP
O delegado Raimundo Rolim disse que no momento em que foi preso, Porfírio estava com alguns comprovantes de rendimento do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos do RN (Seturn), porém o próprio acusado confirmou agora há pouco que era funcionário da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (Semob). Logo após a prisão o chefe do NIP ficou de confirmar se o documento era verdadeiro, porém a assessoria jurídica do Seturn, em contato com a redação da TRIBUNA online, confirmou que Porfírio não é funcionário do sindicato e o documento encontrado pela polícia é mesmo falsificado.
As investigações do caso continuam e a polícia ainda procura um professor e a mulher de Porfírio, acusados de terem participado do golpe.