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Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

Estímulo à doação de órgãos

Publicação: 29 de Setembro de 2009 às 00:00
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Apoiar e estimular a doação de órgãos em todo o Estado e unir forças à campanha nacional para o envolvimento de todas as classes sociais, visando reduzir a fila de espera por doadores. Com este propósito a Associação dos Transplantados de Parnamirim - Astran realiza no próximo sábado, 03, uma ação social de incentivo à doação de órgãos, em adesão as mobilizações suscitadas em todo o país.

Júnior SantosEquipe médica da Incor-RN revela inadequação na captação e manutenção de órgãos para  doaçãoEquipe médica da Incor-RN revela inadequação na captação e manutenção de órgãos para doação
Atendimentos e esclarecimentos sobre a qualidade de vida de pacientes submetidos a transplantes e esclarecimentos quanto à importância da doação de órgãos serão o foco primordial da ação, que será realizada das 8h às 13h, na Escola Municipal Rubens Lemos, no Parque das Orquídeas. Estão engajados ao evento uma equipe técnica do Instituto do Coração Incor/RN, além de psicólogos e um plantão jurídico para esclarecimentos sobre todas as questões que circundam o procedimento de transplante de órgãos.

A mobilização específica em Parnamirim foi idealizada pela presidente da Astran, Lúcia Pontes, transplantada há quatro anos, que encontra na causa do transplante de órgãos sua maior motivação de vida.

“Hoje sei o quanto é importante o apoio a causa, pois já vivencie todo o doloroso e angustiante processo de estar na fila de espera, aguardando por um órgão para continuar viva”, explica Lúcia.

De acordo com Lúcia Pontes a ação irá focar primordialmente a questão de promover o engajamento de mais pessoas e extinguir todas as dúvidas quanto à doação de órgãos, além de servir como uma mobilização de incentivo aos transplantados para que a qualidade de vida seja mantida com um acompanhamento médico adequado e a compreensão dos familiares.

Embora os dados do Ministério da Saúde demonstrem que o número de transplantes no país aumentou mais de 20% no primeiro semestre deste ano, sendo 80% das cirurgias feitas de graça pelo SUS, no Estado a realidade de transplantes encontra-se passível de mudanças, pois as precárias condições de captação e manutenção de órgãos reduz a chance de progressos no número de procedimentos desta natureza. É o que revela o cardiologista do Incor/RN, Epitácio Belém, responsável pelos acompanhamentos de transplantes de coração.

“Já expus a situação precária de captação e manutenção de órgãos para a mídia e também à própria Secretaria Estadual de Saúde, mas infelizmente a morosidade nas providências para a melhoria dessa sistemática específica é alarmante”, revela o cardiologista.

“No caso específico de transplantes de coração, atualmente, o Walfredo Gurgel, que é o Hospital mais passível de receber propensos doadores, que são pacientes com morte encefálica diagnosticada, não dispõe de condições mínimas para que órgãos sejam captados adequadamente, desperdiçando-os e desperdiçando, assim, a chance de sobrevivência de muitas pessoas”, desabafa o médico.

Epitácio esclarece que existe, sim, maior conscientização da população sobre o assunto, mas a forma como o assunto é conduzido no quesito captação/manutenção de órgãos para transplante isto precisa ser priorizado. A aceitação da população quanto à doação também é detectada pelo Ministério da Saúde, que avalia a população como cada vez mais apta à causa. Uma das últimas pesquisas realizadas pelo Governo Federal mostrou que 60% dos brasileiros dizem que doariam órgãos. E os últimos dados apontam aumento de doadores efetivos. No último domingo, o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o ministério lançou uma campanha para que as famílias conversem sobre a decisão de doar órgãos. “A vida é feita de conversas. Basta uma para salvar vidas”, diz o slogan.



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