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Economia

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Exército realiza permuta de terreno em Santos Reis

Publicação: 11 de Fevereiro de 2010 às 00:00
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Renata Moura Repórter de economia

Uma área com cerca de 24 hectares, que o Exército está terraplanando - na cabeceira da ponte Forte/Redinha, na margem direita do rio Potengi, em Santos Reis - será permutada pela força federal, possivelmente até o início de 2011. Parte do terreno (19 hectares)  será cedida à Prefeitura de Natal. Outra parte (5 hectares) deverá ser transferida a um empresário de Recife (PE). A negociação com a prefeitura já era de conhecimento público e fez parte dos acordos para a construção da ponte. A que envolve o empresário foi fechada em 2007, por meio de licitação.

Júnior SantosTerreno, junto à cabeceira da ponte,  está sendo terraplanadoTerreno, junto à cabeceira da ponte, está sendo terraplanado
A superintendente do Patrimônio da União no Rio Grande do Norte, Yeda Cunha, confirma que as forças armadas têm autorização legal para vender, permutar e alienar áreas das quais sejam proprietárias. "O direito é garantido por meio de decreto".

As permutas realizadas com as áreas em Santos Reis representariam um negócio superior a  R$ 9 milhões, mas não envolveram valores em espécie, diz o major da Seção de Logística da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, Edson Massayuki Hiroshi. Segundo ele, os negócios foram fechados em operações de "remanejamento patrimonial". Em troca dos bens, tanto a prefeitura quanto o empresário se comprometeram a realizar obras de interesse do Exército.

No negócio com a prefeitura, as obras deverão somar cerca de R$ 7,9 milhões e garantiram a construção de um pavilhão de emergência no Hospital de Guarnição de Natal, no valor de R$ 3,6 milhões, a ampliação do pavilhão de comando da brigada, a construção de três blocos de apartamentos na Vila Militar do Tirol, somando 18 apartamentos, e a construção de três residências para sub-tenentes sargentos, em Santos Reis.

A contrapartida do Executivo Municipal também incluiu a construção de uma residência para capitão-tenente, a construção de uma casa para o chefe do estado maior, a construção de um acesso ao Sétimo Batalhão de Engenharia de Combate, a construção da Seção de Saúde da Brigada e reformas em pavilhões do Sétimo Batalhão de Engenharia de Combate. A única obra pendente é a de um dos blocos residenciais. O último prazo de conclusão dado pela prefeitura foi março deste ano.

O negócio que envolve  outros cinco hectares do terreno foi fechado por meio de licitação pública. O vencedor da licitação foi Wilson Nepomuceno Calado Júnior, diretor da imobiliária Natal Sotheby´s. Segundo o Exército, ele arrematou, em um só lote, a área em Santos Reis, no valor de R$ 1.290.000, e um imóvel avaliado em R$ 600 mil, na avenida Floriano Peixoto, em Natal. A contrapartida foi a construção de um edifício garagem no Hospital Geral do Recife. Wilson Calado diz que ainda não tem planos definidos para a área e que o negócio não tem relação com a imobiliária que dirige. "A área foi arremata por mim, pessoa física, não tenho ainda autonomia sobre ela nem projeto para ela", afirma.

De acordo com o Exército, o terreno faz parte da Zona de Proteção Ambiental 7, que deverá ser regulamentada por meio de projeto de lei encaminhado à Câmara dos Vereadores de Natal. E a terraplanagem vem sendo executada para aumentar a segurança em volta do 17º Grupamento de Artilharia de Campanha (GAC), em Santos Reis.

"Os bens ainda estão sob domínio do Exército. Estamos esperando a  entrega da  obra da prefeitura para fazer o desmembramento da área e dar entrada nos trâmites de uma vez só", explica o major Hiroshi. "Estimamos que até o início do ano que vem essas áreas estejam transferidas", acrescenta.

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comentários

elianeiara@...11/02/2010 @ 11h04
Espero que não seja permitida a construção de edifícios ,como temos visto ao longo da via costeira ,tornando nossa cidade cada vez mais quente e acabando com o pouco que nos resta de paisagem natural.Que o bem estar de todos prevaleça ao grande lucro de poucos.
br.eduardo@...11/02/2010 @ 10h01
É bem provável que o empresário que arrematou os lotes construa espigões no local.
geraldojcjr@...11/02/2010 @ 07h08
Muito pouco foi pago por uma gleba tão bem localizada,o particular então comprou pelo preço de uns 5 ap´s de luxo em Natal.e ainda teve o privilegio de não pagar em dinheiro.
ronaldomacedo2005@...11/02/2010 @ 13h32
Parabens. Eu só quero saber quem vai levar e de quanto foi a gorda comissão? O comentário geral é de que tem neguinho que vai aumentar o patrimônio em muitos dólares ou euros. E a pobreza: Oh! Vai continuar na mesma, ou seja, na merda. Me engana que que gosto.KKKKKKKKK Isto é Brasil. E tenho dito!
valreporter@...13/02/2010 @ 22h55
parece que a imprensa, semurb, ibama, idema ou o ministério público têm medo do exercito, pois o que estão fazendo não é uma simples terraplenagem, como dita na reportagem. estão destruiindo o pouco que restava de dunas no litoral urbano de natal. promotora Gilka da Mata, onde está a senhora que não vê isto? há cerca de dois meses atrás, quando o exercito começou a terraplenagem, dizia que era para proteger dos marginais, agora está claro que a tal terraplenagem vem ser servir aos interesses especulativos de um magnata. crime ambiental, isso sim é o que vem ocorrendo!!!!!!!
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