Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 26°Natal - 26°

Natal

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 00:51

Faltam fiscais no trânsito de Natal

Publicação: 28 de Agosto de 2010 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

Ciro Marques - repórter

Atire a primeira pedra quem nunca mudou de faixa sem ligar a seta, quem nunca estacionou "rapidamente" na calçada com a linha amarela só para deixar um documento ou para ter uma conversa curta, quem nunca acelerou quando viu o sinal amarelo ou quem nunca "xingou" ou "buzinou" para chamara a atenção de outro condutor. No trânsito de Natal, é difícil não passar, diariamente, por momentos como esses.

Adriano AbreuUltrapassagem de sinal vermelho é frequente nos cruzamentosUltrapassagem de sinal vermelho é frequente nos cruzamentos
Claro que o problema do trânsito não se limita apenas aos condutores. Ruas em péssimo estado de conservação, buracos, sinalização deficiente são alguns dos obstáculos diários de quem se arrisca como motorista. No entanto, é fato que eles se tornam coadjuvantes em meio a tantas infrações e desrespeitos flagrantes. "Os condutores só dirigem no individualismo, pelo menos, a maioria deles. Isso é fato. E isso não diz respeito em relação somente às infrações não, é uma questão de educação mesmo", diz o secretário-adjunto de trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Haroldo Maia.

Da avaliação do secretário-adjunto compartilham também outros especialistas em trânsito, como Ana Karla Araújo, instrutora e administradora da auto-escola Rio Branco, localizada no Centro da cidade. "O que percebemos é que falta educação e respeito mesmo. Os condutores conhecem a legislação, as vias são bem sinalizadas, mas o problema é que muitos não têm consciência do que é preciso fazer para construir um trânsito melhor", avalia a instrutora.

Mas afinal, se há essa falta de educação, o que fazer para combatê-la e tornar as ruas da cidade um lugar melhor para carros, motos, pedestres e ciclistas? Na opinião de Haroldo Maia, a fiscalização é fundamental. "Para o trânsito fluir bem, são necessários quatro aspectos:  educação, planejamento, execução e fiscalização. No entanto, nenhum deles se torna uma realidade se a fiscalização não for eficiente", afirma. "Se não existir fiscal, não há como controlar o trânsito e educar os condutores, mesmo que na forma punitiva da multa", justifica.

Além disso, na visão da instrutora Ana Karla, é preciso também mais investimento e rigorosidade na conscientização dos condutores. "É preciso uma educação infantil, como ocorre em outros países. As crianças têm que chegar à fase adulta já sabendo como devem se portar no trânsito. Além disso, para os condutores atuais, é preciso mais cursos de reciclagem", comenta.

Condutores assumem as infrações

A equipe da TN esteve nas ruas na manhã de sexta-feira ouvindo alguns condutores de veículos e perguntando a eles qual o motivo para tantos problemas registrados nas ruas de Natal. A resposta foi unânime: a falta de educação dos condutores. Alguns, inclusive, até assumiram ter cometido "pequenas infrações" devido ao mundo louco do trânsito na cidade.

É o caso do condutor Marcos Adelmo, que disse faltar educação para todos nas ruas, e não só para os condutores de veículos. "Falta, sobretudo, para os pedestres, que querem chegar na faixa e atravessar a rua, esquecendo que carro não para de vez", acusou ele, que, em seguida, confessou: "Dirijo dentro das regras sim. Uma vez ou outra, é que esqueço de ligar a seta, porque falta tempo...".

Apesar da opinião de Marcos Adelmo, inclusive, não é devido à falta de educação dos pedestres o motivo principal dos atropelamentos nas faixas de pedestres. Pelo menos, na visão dos internautas da TRIBUNA DO NORTE Online. Em enquete publicada no portal no início do mês, 52,12% (ou 1.243) dos votos, colocaram como a culpa sendo dos motoristas pelo atropelamento. Menos da metade, 24.36% (ou 581 votos), apontou os pedestres como responsáveis.

Em outra enquete do site, que foi ao ar nesta semana, os internautas elegeram como "a falta de educação dos condutores", o principal problema do trânsito de Natal. Foram mais de 45% (850 votos) dos internautas que escolheram essa alternativa. O "excesso de veículos", com 619 votos, foi a segunda e a "falta de fiscalização", ficou apenas em terceiro, com 229 escolhas.

"Falta responsabilidade no trânsito. Muita gente acredita que erros simples não provocam acidentes, mas provocam sim. O que custa ligar uma seta antes de mudar de faixa?", questionou Ruzemberg Brito, proprietário de uma oficina localizada na avenida Prudente de Morais. Ele, que trabalha próximo a um cruzamento, disse já ter perdido as contas do número de acidentes registrados no local. "Aqui são problemas simples, como a falta de responsabilidade dos condutores. Vemos que a cidade é bem sinalizada, mas falta compreensão dos que estão no volante, principalmente no fato de que pequenas infrações podem resultar em acidentes graves", afirmou.

Próximo à calçada da oficina de Ruzemberg Brito, Paulo Sérgio Medeiros, que havia estacionado o carro em um estacionamento próximo apontava o problema: "É falta de educação mesmo. Vemos que essa rua está bem sinalizada e cheia de placas, mas olhe a quantidade de veículos em local proibido", enquanto apontava para o trecho da Prudente de Morais antes do cruzamento com a avenida Alexandrino de Alencar, no sentido Sul-Norte.

A alguns metros de Paulo Sérgio, a equipe de reportagem da TN flagrou um carro utilitário estacionado na faixa amarela enquanto a condutora resolvia um problema em uma loja de eletroeletrônicos. "Sei que é proibido, mas não tenho onde parar e é por pouco tempo", afirmou ela, que pediu para não ter o nome citado na reportagem. Para a proprietária da loja, Arevânia Gomes de Oliveira, o problema do local não era dos condutores, mas sim da proibição do estacionamento na região. "Se não puderem nem parar aqui na frente para descarregar as televisões 'super-pesadas', é melhor fechar logo a loja e pronto", afirmou ela enquanto atendia a cliente.

Se o estacionamento em locais com a faixa amarela já causa transtornos, a situação piora quando os veículos estão parados em cima da calçada, com foi flagrado em diversos pontos da cidade pela equipe da TN. "É um absurdo, um desrespeito total. Se passa uma deficiente física pelo local, como vai fazer? Passar pelo meio da rua também?", questionou a pedestre Lila Tatiana, que na manhã de quinta-feira se arriscou, com a mãe, na rua porque um veículo ocupava a calçada da rua Mossoró, no bairro de Petrópolis. Em outra rua do mesmo bairro, a Mipibu, a japonesa Sakika Kobayashi sofria com um outro veículo parado no lugar onde deveriam estar os pedestres. "É muito ruim. Estou com meu filho aqui e fico me arriscando. No Japão não tem disso", afirmou ela, enquanto empurrava o carrinho do bebê.

Natal precisa de mais 100 agentes

Grande responsável pela fiscalização do trânsito em Natal, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) tem, em um número, basicamente toda a explicação para o "sentimento de impunidade no trânsito". A Semob tem 80 agentes de trânsito para manter os quase 250 mil veículos registrados em Natal "sob-controle". O número se torna ainda mais alarmante quando o reduzimos pela metade - os agentes trabalham um dia e folgam no outro - e, depois, o dividimos por três - cada fiscal trabalha um turno. Depois desses cálculos, chegamos à surpreendente marca de 13. Esse é o número de agentes que estão trabalhando por turno na capital do Estado. Suficiente?.

Isso porque a função do agente de trânsito não se limita apenas a fiscalizar os condutores. É deles, também, a responsabilidade de garantir, em muitos casos, que o fluxo não fique ainda pior mediante um acidente ou um sinal quebrado. "Atendemos cerca de 10 ocorrências desse tipo por dia. Por isso, estamos sempre 'apagando incêndio' com o número de fiscais que temos", explica o secretário-adjunto de trânsito da Semob, Haroldo Maia.

Para o secretário-adjunto, seria necessário, pelo menos, mais 100 agentes de trânsito para que a fiscalização em Natal fosse feita de forma eficiente. "Convencionalmente, dizem ser ideal um agente de trânsito para cada mil veículos. Não temos nem perto disso e não conheço nenhuma cidade que tenha. Com mais 100, já daria para fazer um trabalho eficiente nas quatro regiões da cidade", garante Maia.

E não basta só aumentar a quantidade de agentes, é preciso também um incremento na qualidade deles. "Já solicitamos contratação de mais agentes e queremos que eles tenham um nível de escolaridade mais alto. Queremos pessoas bem preparadas para o trabalho. Os agentes que temos são excelentes, mas muitos são funcionários de secretarias que foram remanejados e passaram por um curso técnico para atuar", explica Haroldo Maia.

Equipamentos

Se os agentes são em número baixo, a Semob tem tido o apoio da tecnologia para evitar que a situação se torne um caos de vez. Foram os equipamentos eletrônicos de fiscalização que registraram, em 2009, aproximadamente 77,5% das multas no trânsito - as principais, referentes a excesso de velocidade e avanço do sinal vermelho. Foram 101.189 multas flagradas pelo "computador", contra 29.638 assinadas pelos agentes.

Além das lombadas e dos sensores nos sinais, a Secretaria conta com câmeras instaladas em vários pontos da cidade que servem para registrar e controlar as ocorrências. "Pelo sistema de vídeo, conseguimos encontrar um carro parado em local irregular e mandar um agente de trânsito lá para aplicar a multa", explica Haroldo Maia.

Flagrantes mostram o desrespeito dos motoristas

Baseado na falta de educação e nas denúncias diárias de impunidade no trânsito, a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE decidiu dar "uma volta na cidade" e registrar as infrações mais corriqueiras - pelo menos, nas reclamações dos condutores. Da entrada de Natal pela BR-101 Sul até à Ribeira, onde fica a sede do jornal,  por volta das 9h da última quinta-feira, foram flagrados, simplesmente, 33 mudanças de faixa sem que o motorista tenha ligado, antecipadamente, a sinaleira. Oito veículos fizeram ultrapassagens pela direita e dois carros avançaram no sinal vermelho. Outros três condutores foram flagrados falando no aparelho celular enquanto dirigiam.

Na manhã de sexta-feira, a equipe da TN foi até o cruzamento das avenidas Alexandrino de Alencar com a Coronel Estevam (a avenida 9). Após cerca de 10 minutos no local e depois que o sinal fechou seis vezes, os números já impressionavam. Três carros tinham passado no sinal  e um deles, inclusive, tinha ficado parado no meio do cruzamento, quase provocando um acidente. Outros três ônibus e duas motos também já tinham sido flagrados passando depois que o sinal fechou. Isso, sem contar nos dois motoristas que estavam em alta velocidade e acabaram parando em cima da faixa para não cortar o sinal.

Apesar da aparente falta de fiscalização, fica claro, baseado nos números da Semob, que o que há também é muito condutor infrator. Segundo a Secretaria, no ano passado, foram registradas 131.654 multas por infrações diversas no trânsito. Claro que a maioria delas (77,5%) foi anotada por equipamentos eletrônicos, devido à escassez de agentes de trânsito, mas, de qualquer forma, o número ainda impressiona. É como se, por dia, fossem registradas mais de 360 infrações no trânsito. Por hora, seriam 15, ou seja, uma a cada quatro minutos em Natal.

Bate-papo

Haroldo Maia » secretário-adjunto de Trânsito da Semob

"Precisamos de fiscalização no trânsito"

Qual a importância do agente de trânsito?

O papel do agente vai desde a orientação do trânsito até o registro das infrações. É ele quem vai garantir que o trânsito flua mesmo diante de um sinal quebrado ou de um acidente. No que diz respeito à fiscalização dos condutores, para mim, o papel do agente é combater as infrações de trânsito e, para isso, ele não precisa exercer um papel educativo, tem é que multar. Sejamos sinceros: o cidadão recebe educação da família, da escola, da autoescola, e não entende que é errado ter certas atitudes no trânsito, não vai ser o conselho do agente que vai fazê-lo ter mais consciência. O que faz o condutor deixar de cometer infrações é a multa mesmo. Um exemplo é a questão do cinto de segurança. Fez-se uma campanha educacional mostrando que ele salva vidas e tudo, mas a população só passou a usar quando se fiscalizou e multou quem estava andando sem cinto. A população não usa porque ele é seguro não, usa porque tem medo da multa.

Quais os problemas que a falta de agentes ocasionam?

Para o trânsito fluir bem, é necessário quatro pontos: educação, planejamento, execução e fiscalização. E esta é, para mim, a mais importante e fundamental para que todas as outras existam. Se não tiver fiscal, não há como controlar o trânsito. Por exemplo, o projeto Via Livre. Temos vários pontos da cidade que já estudamos e planejamos a implantação do projeto, mas não há como porque não há fiscal suficiente para fiscalizar e, realmente, inibir as infrações que, neste caso, são os estacionamentos irregulares.

Falta educação aos motoristas?

Os condutores só dirigem no individualismo, pelo menos a maioria deles. Isso é fato. E isso não diz respeito só as infrações não, é uma questão de educação mesmo. Por exemplo: o que custa você reduzir um pouco a velocidade e deixar um camarada que está lá na frente, entrar? Não custa nada. No entanto, é difícil ver esse tipo de respeito ao próximo no trânsito. Claro que a ausência de fiscalização, dá uma sensação de impunidade mesmo, mas a questão também é de educação.

O que pode ser feito para mudar isso?

Estamos investindo na educação de trânsito nas crianças. Depois de adulta, é difícil uma pessoa mudar a consciência, mas a criança não.

Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres

comentários

romeupessoa@...28/08/2010 @ 08h33
Realmente falta educação tanto para os motoristas quando para os pedestres. Os motoristas são os mais mal educados. Poucos praticam a direção defensiva, sempre agindo com egoísmo no trânsito. A má educação do motorista existe tanto com carro está em movimento quanto com o carro estacionado. O motorista natalense não respeita as faixas de pedestres e esquecem que no código de trânsito brasileiro não exige que o pedestre sinalize com a mão para o carro parar. O motorista, sim, deve ter atenção à presença do pedestre na faixa, parar e deixá-lo atravessar rua. No entanto isto não acontece, e quando um motorista para para o pedestre atravessar o outro motorista que vem atrás invariavelmente não presta atenção e acaba por colidir seu carro com o da pessoa que parou para o pedestre passar pela faixa. Isto sem falar no abuso de velocidade, nos avanços aos sinais amarelos e vermelhos, quando acabam por ficar parados entre as avenidas causando congestionamentos, prejudicando os outros motoristas. Ademais, quando estacionados, também não param seus carros nos lugares apropriados. Sempre estacionam seus carros nos canteiros. Isto tudo acontece porque a fiscalização é falha e por isso os motoristas tem a sensação de impunidade que só vai acabar quando a cidade resolver trazer mais fiscais para as ruas para então coibir tanto desrespeito aos cidadãos nataleneses e ao Código de Trânsito Nacional
julguilherme@...28/08/2010 @ 08h23
Li a materia sobre a "Falta de Fiscais no Trânsito". Eu acho que falta principalmente planejamento no trânsito para melhor a continuidade do fluxo de veículos. Não há cabimento de ter semáforo em cada esquina, gerando uma sequencia de para-para em cada uma delas. Outros pontos como no anel do Machadão que tem um sinal de três tempos, é outra vergonha porque poderia ser de 2 tempos e usar o gelo-baiano para atender a entrada para Av. Romualdo Galvão e a descida faria o retorno no anel do Machadão. Também faria a passagem dos veículos que vem da Mor Gouveia, subindo pela Candelária e entrando na Rua da TV Cabugi que sai na BR. Talvez, resolvesse parte do engarrafamento diário. Portanto, não basta só ter mais Guardas e se for necessário mais Guardas que sejam para melhor o fluxo e não somente para multar que se ver hoje na ruas de Natal, muitas vezes o trânsito está precisando de um controle do Guarda, mas, ele fica parado sem agir.
paulogeo.2007@...28/08/2010 @ 19h40
A partir do momento que os motoristas de carro andarem de moto, os de moto de carro, os de bicicleta de carro, etc. as pessoas irão respeitar o próximo. O motorista de carro adora reclamar do "motoqueiro" que anda no meio, mas na hora que esse mesmo "motoqueiro" atrasa a entrega da sua pizza reclama que ele anda devagar. O "motoqueiro", por sua vez, acha que, por ser menor, pode andar voando entre os carros ou lentamente na faixa do meio. Isso sem contar os condutores de Hilux, Pajero, dentre outros que, por ter um "carro grande", podem andar a 50km/h na faixa da esquerda na BR-101. Além disso tudo, a nossa prefeita, bem como seu partido, tem por base a defesa do "meio ambiente", mas se esquecem de punir os diversos caminhões e alguns "carros grandes" que soltam uma fumaça preta que prejudica tanto o ar, quando a visibilidade dos condutores que vem atrás. Para resolver o trânsito de Natal precisariamos de 3 coisas: 1) Comissão de multa: imagine que um motorista estacione num local proibido. Um cidadão qualquer vê, tira uma foto, imprime e envia para o Detran junto com o número da conta bancária dele. Quando o motorista pagar a multa, o Detran repassa SOMENTE 10% do valor. Se for fiscal de trânsito, sobe pra 20%. Em 1 ano a falta de educação diminuirá - não foi isso que aconteceu com o cinto de segurança? Brasileiro só aprende quando mexe no bolso. 2) Infra-estrutura: em diversos locais da cidade poderiam melhorar os "caminhos alternativos", fazer tuneis, etc. Como bem disse o leitor acima, a quantidade de sinal na cidade deixa qualquer um estressado. 3) Transporte alternativo e horários para caminhões: O investimento em ciclovias para diminuir o uso de carro/moto/ônibus em pequenas distâncias; a FISCALIZAÇÃO do transporte "público" - é inadmissível esperar 1 hora por ônibus em Nova Parnamirim; e horário para os caminhões - só quem anda todos os dias pela cidade sabe o "caos" que os caminhões provocam nos horários de picos. Por serem veículos lentos, os motoristas não andam na faixa da direita, pelo contrário, já cheguei a ver três caminhões andando a menos de 60km/h nas TRÊS faixas na BR às 6:45h.
arnaud_araujo@...28/08/2010 @ 16h02
Falta educação? Vocês estão de brincadeira! Querem resolver tudo no trânsito de Natal com um semáforo, uma faixa de pedestres, uma lombada eletrônica etc. Por que não se tem como foco a mobilidade? Há quantos anos a zona norte não clama por uma passarela nas proximidades da ponte de Igapó? E aquele semáforo somente para passagem de pedestres na frente do Praia Shopping? É assim que se administra o trânsito em Natal!
jacomegama@...28/08/2010 @ 19h10
Praticamente nao existe educacao no transito de Natal, assim como nao existe inteligencia nos gestores de transito da cidade, que só se limitam a multar, sem educar. Obras como as da av Bernardo Vieira atestam a burrice de nossas autoridades de transito. na Av. 6, a faixa que divide os 2 sentidos da rua, muda de lugar, da Alexandrino de Alencar ate a Av 1, é normal; da Av 1 ate a Av 2, uma faixa avanca na outra, o q pode resultar em acidente, pois o motorista vem em uma faixa e de repente invade a outra involuntariamente, devido a demarcacao.
silveriomedeiros@...28/08/2010 @ 14h55
Se observarmos com mais atenção, perceberemos que um dos culpados dos condutores de veículos automotores não sinalizarem seus veículos e sempre transitarem pala faixa da esquerda (virou mão inglesa?), são os próprios instrutores de auto escolas (se é que realmente são instrutores), vez que é comum nos defrontarmos com veículos das citadas escolas sendo conduzidos pela faixa da esquerda, pelo aprendiz, mesmo estando o instrutor a seu lado. RESUMO: Instrutor despreparado = aprendiz e futuro condutor barbeiro.
leao_elj@...28/08/2010 @ 11h50
Muito bonitas as palavras do representante da prefeitura, porém carregadas de HIPOCRISIA E DEMAGOGIA! As ruas de Natal são completamente ABANDONADAS, PRECÁRIAS, ESBURACADAS, MAL SINALIZADAS, e esse cidadão vem querer se esquivar da responsabilidade da prefeitura de manter as vias transitáveis. É lógico, que em um AMBIENTE CAÓTICO E PRECÁRIO como são as ruas de Natal, os motoristas não permaneceriam com um sorriso na cara distribuindo flores por aí!!! É ESTRESSANTE circular nas ruas de Natal, pois a cada 20 ou 30 metros você CAI NUM BURACO, ou ainda, se depara COM UM SEMÁFORO QUEIMADO, ou ainda, COM UMA FAIXA DE TRÂNSITO APAGADA, E ETC, ETC, ETC... Fale menos "PREFEITURA", FAÇAM O QUE DEVEM, OU SEJA, CONSERVAR O PATRIMÔNIO PÚBLICO. È VERGONHOSO A INFRAESTRUTURA VIÁRIA DESSA CIDADE, NÃO CONDIZ COM O DE UMA CAPITAL!!!!
francillima@...28/08/2010 @ 11h11
Interessante a entrevista, mas existem problemas de solução facilitada caso houvesse informação destes administradores. Como exemplo acredito que se tivessemos uma equipe motorizada cuidando das vias principais como a Salgado filho, Bernardo Vieira, Roberto Freire e outras principais como acontece no Rio na av. Brasil, Lagoa-Barra e Rebouças para atendimento rápido em caso de obstrução da via e orientação em casos de caminhões na faixa da esquerda, além de sincronização dos semáforos o transito fluiria melhor. A falta de educação existe mais evidente entre os mais abastados da cidade com seus carrões de luxo que aliada a insuficiencia administrativa gera o nosso caos. Uma equipe de ronda nas principais vias ao menos imporia mais respeito.
eng_marcos_melo@...29/08/2010 @ 07h28
Como o próprio secretário citou, falta principalmente melhor preparo dos fiscais, visto que alguns não tem a menor capacidade de desempenhar a função. Alguns são arrogantes ao ponto de nem darem um "bom dia" quando abordam um condutor. Além do mais, a função primordial do agente de trânsito é educar. A multa "oculta" apenas não adianta. Outra: o agente deve se fazer ser visto. Não é a toa que a polícia de São Paulo anos atrás colocava "Agentes-cartazes" às margens das rodovias para que os condutores enxergassem a figura do agente de trânsito. É preciso uma reavaliação de conduta de ambos os lados, condutores e órgãos responsáveis, para que a carnificina no trânsito não aumente mais do que o absurdo que já é.
elacirocha@...29/08/2010 @ 09h43
EDUCAÇÃO TAMBÉM PARA OS AG ENTES QUE SE ESCONDEM ATRÁS DOS POSETS, ÁRVEORES, ETC. SÓ PARA MULTAR. RARAMENTE ORIENTAM. SEMPRE TRATAM MAL OS MOTORISTAS, ABUSAM DO "PODER".
pauloromulo@...30/08/2010 @ 08h12
Realmente o transito nunca esteve tão ruim em Natal, pouca fiscalização, muita falta de educação, além destas obras intermináveis que enchem a cidade de buracos, além de que a prefeitura através da semob, implanta seus projetos como o via livre sem pensar em soluções para comerciantes e pessoas que dependem daquele estacionamento. Observo sempre que Natal tem problemas concentrados, são sempre os mesmos pontos de engarrafamento, os mesmos gargalos e todos os dias, e o pior, nada se faz mesmo sabendo que um dia a cidade trava e os prejuizos podem ser muito maiores.
manesmann@...06/09/2010 @ 13h03
Aliás, falta prefeita nessa cidade! A prefeita já tomou posse?
davidy2958@...10/03/2011 @ 10h49
No caso do fiscal ou agente de trânsito, no Brasil, como no início da materia foi dito quem nunca deixou de sinalisar para trocar de pista, o caso não é tão só não sinalisar e sim notificar, divulgar e fazer com que estes condutores, voltem as salas de aula apenas por este motivo e seja exposto aos novatos o porque,seja essa atitude ou outra bem comum acelerar quando aproxima-se do semafro e o sinal esta amarelo isto tem causado uma série de acidentes em minha região fala-se avançou o sinal (negligência) esses infratores após notificados, deverão concientisar a si mesmo e aos novos condutores que a seta no veículo não é assesório o extintor o cinto, estepe, pneus calibrados no minimo uma vez por semana, revisões para viagens não e luxo é necessidade, ainda temos pessoas que acham que comigo não aconteçe, até que...a melhor virtude ainda é prudência em nossos atos. gratos e até breve, aguardo noticias. 28/02/11 Telêmaco Borba Pr
Tribuna do Norte