Felipão confiante com o Brasil

Publicação: 10 de Fevereiro de 2013 às 00:00

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Luiz Felipe Scolari retornou  ao Brasil, ao lado de alguns jogadores convocados e da comissão técnica, com um discurso em que demonstrou confiança na evolução da seleção brasileira após a derrota no amistoso da última quarta para a Inglaterra, por 2 a 1, no Estádio de Wembley, em Londres, que marcou o seu retorno ao comando da equipe. Assim, ele reiterou que fará poucas mudanças na próxima convocação, para dois jogos que irão acontecer em março.

“É bom que enfrentemos adversários fortes. Os jogadores sabem disso, até para mantermos uma linha para os próximos jogos. Há alguns detalhes que podem ser diferentes na compactação da equipe que precisamos arrumar. Um ou outro jogador em melhor condição deverá estar conosco porque vamos acrescentar dois ou três jogadores. Teremos dois jogos, importante para movimentarmos e estruturarmos algumas coisas. Isso servirá para ter um detalhe do que realmente precisamos modificar para a Copa das Confederações”, disse Felipão, no desembarque no Brasil.
dhavid normandoNa chegada ao Brasil, Felipão disse que pode mudar o esquema de jogo e convocar jogadores que sejam mais de marcação no meioNa chegada ao Brasil, Felipão disse que pode mudar o esquema de jogo e convocar jogadores que sejam mais de marcação no meio

O treinador da seleção voltou a apontar a questão física como principal responsável pela derrota para a Inglaterra, apesar de apenas quatro titulares (Paulinho, Ronaldinho Gaúcho, Neymar e Luis Fabiano) estarem em início de temporada no futebol brasileiro - os demais jogam na Europa, assim como os ingleses, e estão em atividade contínua desde agosto. “Tivemos desvantagem no aspecto físico. Os ingleses estão em competição e isso faz a diferença em um jogo entre seleções de alto nível”, afirmou Felipão.

Até a disputa da Copa das Confederações, entre os dias 15 a 30 de junho, no Brasil, a seleção brasileira fará mais quatro amistosos. Serão dois agora em março, contra a Itália, no dia 21, em Genebra, e diante da Rússia, no dia 25, novamente em Londres. E outros dois em junho, outra vez com a Inglaterra, no dia 2, no Maracanã, e frente à França, no dia 9, na Arena Grêmio Por isso mesmo, Felipão não tem muito tempo para fazer testes, optando por manter uma base que já levou para o compromisso da última quarta-feira em Wembley.

Titular do Brasil no amistoso com a Inglaterra, o atacante Luis Fabiano pediu calma para a equipe poder evoluir. “O começo é duro, difícil mesmo”, disse o jogador do São Paulo, que não teve boa atuação e foi substituído ainda no intervalo. “Não adiante se iludir, a gente precisa medir forças com grandes seleções, para descobrir qual é o nosso nível. Daqui a pouco teremos a Copa das Confederações e precisamos ir bem para ter mais confiança e formar o grupo para a Copa do Mundo”, afirmou.

O técnico Luiz Felipe Scolari não teve sucesso ao apostar novamente em Ronaldinho Gaúcho e se decepcionou com o pênalti perdido por seu camisa 10. Porém, o sucesso feitos por suas escolhas na zaga fez com que o comandante vibrasse ao término da derrota por 2 a 1 para a Inglaterra. O defensor Dante teve grande estreia pela Seleção Brasileira e ganhou confiança para figurar nas próximas listas do treinador.

“Gostei muito de sua atuação e acho que ganhamos um bom zagueiro para o futuro da Seleção”, limitou-se a dizer Felipão, que também testou nesta partida os defensores David Luiz e Miranda. O jogador do Bayern de Munique figurou ao lado do goleiro Júlio César com o grande destaque canarinho.

Parreira minimiza derrota e foca em 2014

A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo já tem data definida. No dia 7 de maio de 2014, Luiz Felipe Scolari vai anunciar os nomes dos 23 eleitos para disputar o Mundial no Brasil. Neste mesmo dia, a comissão técnica deve oficializar a programação da preparação do time e o local de treinamentos, muito provavelmente a concentração na Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Quem está por trás desse minucioso projeto é Carlos Alberto Parreira, coordenador da seleção.

Com aval e participação de Felipão e depois com a concordância do presidente da CBF, José Maria Marin, Parreira elaborou todo o caminho que a seleção deve percorrer, desde janeiro até o último compromisso do time na Copa em julho de 2014. “Está tudo pronto, dia a dia até o último jogo da Copa de 2014. Era minha obrigação elaborar a programação de acordo com o calendário, com todos os detalhes. Com a experiência acumulada nos Mundiais não poderia me privar de fazer este trabalho!, revelou o coordenador.

O projeto 2014 custou quase dois meses de dedicação de Parreira que parece rejuvenescido - no próximo dia 27 ele completa 70 anos - com a nova função. Depois de uma longa carreira de 42 anos como treinador, com seis Copas do Mundo disputadas a partir de 1970 no México, quando era um observador de Zagallo e da equipe de preparação física do Brasil, ele resolveu guardar a prancheta das táticas e escalações.

“Eu já tinha decidido deixar de ser treinador após a Copa da África do Sul. Foram 42 anos, chega. Tenho quatro netos e quero aproveitar o tempo para ficar mais próximo da família. A única função que me traria de volta ao futebol é esta de coordenador, e de seleção, e na Copa do Mundo. Ser coordenador em clubes não daria certo. Não teria autonomia para trabalhar. Por isso aceitei de bom grado voltar à seleção. Meu nome foi colocado ao Felipão e ele aceitou de pronto. Nosso entrosamento é ótimo. Eu não me meto no trabalho de campo dele”, revelou Parreira. “Quem escala, escolhe a tática, é o treinador. Eu apenas colaboro”.

Quando os dois foram eleitos por Marin e seus pares para assumirem o comando da seleção, Parreira teve uma conversa reservada com Felipão. E resolveram convocar a torcida. “Tínhamos de difundir a ideia de que o Brasil tem de ganhar a Copa do Mundo em casa. Não sei porque não fizeram isso antes. O Brasil tem de ganhar a Copa. A torcida precisa ter esse sentimento e caminhar junto”.

Não por acaso o discurso de Felipão e dos jogadores tem sido esse. Nem mesmo a derrota para a Inglaterra por 2 a 1 no amistoso da última quarta-feira, em Londres, provocou um terremoto no projeto. “Sempre perdi nas estreias e sempre terminei campeão”, disse Felipão. Até os mais novatos de seleção incorporaram esse lema. “Perder não é bom, mas o Felipão e o Parreira disseram que temos a obrigação de ser campeões na Copa”, contou o zagueiro Dante, que estreou no time nacional diante dos ingleses.

Marín confirma Granja Comary como sede 2014

Levar a seleção brasileira para fazer a preparação para a Copa do Mundo de 2014 na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), passou a ser uma das metas principais do presidente da CBF, José Maria Marin. O local está passando por ampla reforma e o dirigente o considera totalmente adequado para dar conforto e privacidade aos jogadores. Inaugurada em 31 de janeiro de 1987, a Granja Comary atual está obsoleta. Por conta disso, e depois do fracasso da administração anterior da CBF em construir um novo CT na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a reforma se tornou necessária.

As obras começaram no mês passado. Quase todas as construções antigas foram demolidas e novos prédios serão erguidos. Os equipamentos - geladeiras, TVs, camas, mesas de jogos, entre outros -, vão ser trocados. “Vai ser uma nova Comary”, costumou dizer Marin. Uma das principais mudanças atinge as acomodações para os jogadores. Os apartamentos duplos foram derrubados e serão construídos 38 suítes individuais, de 30 metros quadrados cada. “Vão ser suítes de hotel com dez estrelas”, exagerou Marin. Também serão reconstruídos restaurantes, piscinas, áreas internas de lazer e os campos serão reformados.

A CBF não divulga o valor das obras, que envolvem atualmente cerca de 300 operários, e promete concluir tudo ainda este ano. O plano é que as suítes fiquem prontas em junho - se isso ocorrer, parte da preparação da Copa das Confederações poderá ser feita na Granja Comary ou pelo menos os treinos para o amistoso contra a Inglaterra, no dia 2 de junho, no Maracanã. Vestiários, piscinas, ginásio e nova sala de imprensa, para 200 jornalistas, ficam para o segundo semestre.

Conquistar o título em 2014 é a ambição do presidente de CBF, que elogiou o trabalho que foi feito até agora, inclusive pelo demitido Mano Menezes. “Em grande parte, acho que a autoestima da Seleção Brasileira voltou. O que nós conseguimos formar é um grupo, com um objetivo: ganhar a Copa do Mundo no nosso país. Eu posso te garantir que hoje há muito interesse de jogar na Seleção”, valorizou. Marin, o mandatário que exigiu receber a lista de convocados com dois dias de antecedência e chegou até a insinuar sugestões a Felipão, reiterou que não ingerência sobre a comissão técnica. “A delegação é total, não há interferência. Mas a cobrança também é total”, disse.


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Comentários

  • cafea2

    Fiquei triste com a indicação de Luiz Escolari para técnico da nossa seleção. Mesmo tendo sido campeão em 2002, isso não justifica sua indicação. O futebol evoluiu muito, tecnicamente, nesses 11 anos e tinhamos naquela seleção os Ronaldos, Kaká, Rivaldo, Santo Marcos, Roberto Carlos, todos excelentes. E agora, temos uma seleção jovem que precisa de um técnico atualizado. E isso ele não é. Veja o Palmeiras, que era melhor que muitos times que não caíram para a série B e mesmo assim ele deixou o seu time cair. Como é que ele pode ser técnico da seleção do Brasil?