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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 13:20

Frango na brasa

Publicação: 19 de Maro de 2010 às 00:00
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Nei Leandro de Castro [ escritor ]

Domingo passado, Dia da Poesia, eu estava em casa, cercado dos meus livros queridos e das seis mulheres que compõem o meu harém. De repente, Franguinho Jorge entra com o "Novo Jornal" na mão, dá umas reboladas e grita que sou um fauno da terceira idade. Finjo que não é comigo, ele passa a dizer que sou um velho caicoense no limite da libido senil, que sou muito malvisto pelos intelectuais conterrâneos, que tenho uma índole belicosa e malevolente. Como não me sensibilizar com tanta gentileza?

Fazia muito tempo que Franguinho não apontava seus canos curtos contra mim. A sua ira vem de longe, dos anos 1980, quando ele confundiu Stendhal com Balzac e eu o corrigi. Ele tomou a corrigenda como o

pior dos insultos e sua mágoa, sua ira, seu ódio só fizeram crescer desde então. Mas, eu não sou o único a ter o privilégio do ódio de Franguinho Jorge. Por onde passa - de Mossoró ao Acre - ele vai procurando pessoas a quem deve dedicar o seu ódio pestilento. Vários dos seus insultos já lhe valeram cascudos, tapas e até um banho de mijo, que lhe foi dado por Abimael Silva. Pelo visto, o galináceo diminutivo gosta de levar umas porradas e uns banhos nada higiênicos, pois continua provocando muita gente. Há pouco, ele ofendeu a memória de Rubens Lemos, um homem que tinha um talento e uma dignidade que Franguinho está muito longe de ter. Uma rebordosa pode vir por aí.

Para agredir, o boquinha do inferno não mede palavras nem deixa de usar balaios de mentiras. Ele disse, por exemplo, que Demétrio Diniz foi alvo do meu "contundente vitríolo" que na época "deu ensejo a muitos falatórios e insinuações que reputo inverídicas e perversas." Que história é essa? Olha, Franguinho, você tem minha permissão para republicar essa tal crônica quando bem quiser, para exibir o meu "vitríolo". Pode procurá-la nos arquivos da TN e usá-la da maneira que quiser. Na realidade, sem mentiras galináceas, eu quis fazer uma brincadeira com Demétrio Diniz. Nada de ofensa, calúnia ou injúria. Mas, Demétrio teve todo o direito de não gostar da brincadeira e, como consequência, perdi uma boa amizade.

Não vou entrar no blogue nem em outros espaços do Franguinho onde a entrada é permitida, com muito prazer. Não me interessam suas lorotas, suas histerias furibundas, como também não tenho a menor curiosidade de saber o que Talvani Guedes pensa a meu respeito. A mim me bastam as belas amizades que tenho com um grande número de poetas, poetisas, jornalistas e intelectuais da minha cidade, do meu Estado. Quanto ao frango, eu e a torcida do ABC sabemos que o martiriza o fato de ser um cinquentão frustrado, cheio de mazelas e - ai, ai - dilemas existenciais. O pequeno galináceo acha que ser mentiroso, agressivo e canalha atenuam os seus problemas.

Vou continuar lendo, vez por outra, o novo jornal de Frango Jorge, onde ele deve estar mais feliz do que pinto em beira de cerca, pois ganhou um amplo espaço para espalhar intrigas e insultos. Quem o colocou nessa tribuna sabe muito bem que por onde o Franguinho passa deixa rastros de ódio, frustração, destruição. Se Cassiano Arruda quis correr o risco de ter no seu jornal um cafajeste atirando pedras em muita gente honrada, um dia uma dessas pedras pode cair na sua cabeça.

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