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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Governo muda comando das forças federais em Salvador

Publicação: 09 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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Brasília (AE) - O general Marco Edson Gonçalves Dias, da 6ª região militar, foi afastado das funções que exercia de comando das operações em Salvador, onde os policiais militares estão em greve desde a ultima terça-feira. Ontem mesmo, o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, determinou ao comandante militar do Nordeste, general Odilson Sampaio Benzi, que seguisse para a capital baiana e assumisse o comando da tropa local. A postura do general G. Dias, que foi chefe da segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desagradou não só o Exército, como o Palácio do Planalto.

A presidenta Dilma Rousseff durante não escondeu a sua "indignação" com o episódio. Chegou a comentar que considerou "inaceitável" a postura do general G. Dias de "apagar velinhas", mesmo sendo seu aniversário, passando a ideia de que estava confraternizando com os manifestantes. "Isto é inadmissível", desabafou, acrescentando que "não esperava isso dele. Dilma relatou ainda que o governador Jacques Wagner, telefonou para ela, na noite de terça-feira, se queixando do comportamento do general e ressaltando que este fato "atrapalhava as negociações" com os grevistas.

Em conversas com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador baiano, de quem G. Dias é amigo, reconheceu que o general "extrapolou" e enfraqueceu as negociações, que acabaram se arrastando por mais tempo, quando se esperava que elas fossem concluídas ontem. No Exército, o gesto de G. Dias de dizer que ele estava na manifestação presente "sem colete a prova de balas", na avaliação de militares, causou um tremendo mal-estar porque ele parecia mais aliado dos grevistas, considerados fora da lei pelos oficiais das Forças Armadas, do que da população que precisa de proteção.

Militares comentaram ainda que o general enfraqueceu a capacidade de negociação do governo porque deixou claro para os líderes do movimento que não ia haver confronto com eles.

"A postura dele foi fora do contexto e sem consultar ninguém", disse um dos oficiais consultados pelo Grupo Estado, "Ele apareceu defendendo o grupo que esta transgredindo a lei e sendo combatido. Com isso, passou uma mensagem negativa, equivocada e foi péssimo para a Força", comentou outro militar.

Esta postura, na avaliação de militares, atrapalha até mesmo futuras operações de garantia da lei e da ordem, conhecida pela sigla GLO, dando demonstração de que o Exército não vai invadir uma assembleia tomada por PMs grevistas, enfraquecendo o poder de dissuasão da força.

Diante do ocorrido, o comandante do Exército, general Enzo, que está como ministro Interino da Defesa, telefonou para o general Benzi, superior hierárquico de G. Dias, e comandante do Nordeste, e determinou que seguisse para Salvador, para comandar a operação.

Entidades confirmam carnaval

Salvador (AE) - Uma reunião realizada no início da tarde de ontem entre as 19 principais entidades de carnaval da Bahia - entre associações de blocos e entidades carnavalescas e sindicato de músicos profissionais - garantiu a realização da folia em Salvador e cobrou do governo baiano a segurança na festa. "O governo tem a responsabilidade e o dever de garantir a segurança e a Polícia Militar precisa fazer a sua parte", diz trecho do comunicado oficial divulgado após a reunião. "Um evento desse porte não depende apenas de alguns, depende sim do desejo e da organização do povo. E o povo da Bahia quer o carnaval". "Vamos colocar o bloco na rua", afirmou o presidente da Associação dos Blocos de Trio, a principal entidade do setor no Estado, Fernando Boulhosa.

"Nosso entendimento sobre a realização da festa é unânime, todos os envolvidos estarão na rua promovendo o evento", acrescentou. O sócio da Central do Carnaval, principal empresa de produção de blocos e camarotes da Bahia, Joaquim Nery, concorda - e cobra do governo a garantia de ordem na folia. "A estrutura para os foliões está garantida e cabe ao governo saber como será feita a segurança, caso a greve continue".


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comentários

renatoargolo@...14/02/2012 @ 07h26
É proibido amar? O afastamento do general Marco Edson Gonçalves Dias porque abraçou os militares em greve e chorou ao receber um bolo de aniversário nos mostra claramente como estamos na contra-mão da felicidade e da paz legítimas. Será que as divergências têm que ser resolvida com o ódio e com a violência? Claro que não. Num raro momento de luz, onde se abriu uma oportunidade de amolecimento do orgulho e de possibilidade do perdão e entendimento, é considerado um erro uma fraqueza. Pobre humanidade cega no mundo de César, cega com os cargos, títulos, poderes. Debaixo daquela farda há um ser humano, um filho de Deus que pode sim, abraçar, chorar, perdoar, amar. Parabéns, nosso irmão, Edson Gonçalves Dias, estou feliz em saber que no exército brasileiro tem um ser humano igual a você. Chore, abrace, perdoe, ame que tudo aqui na terra é passageiro e assim você estará a serviço do mais simples, pequeno e humilde dos comandantes, o nosso mestre do abraço, do perdão e do amor, Jesus Cristo. De um chorão abraçador, Renato.
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