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Internacional

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Gregos protestam contra medidas de austeridade

Publicação: 08 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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Atenas (AE) - Milhares de trabalhadores, estudantes e empresários marcharam pelas ruas da capital da Grécia ontem, em protesto contra as novas medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais do país em troca de mais ajuda. A passeata é parte de uma greve de 24 horas convocada pelas duas principais centrais sindicais do país, a ADEDY, que representa funcionários públicos, e a GSEE, do setor privado. Manifestantes queimaram uma bandeira da Alemanha na frente do Parlamento grego e gritaram "fora, nazistas". A tropa de choque usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Os credores também pedem cortes nos gastos da defesa, saúde e seguridade social. O governo já concordou em cortar o orçamento de 2012 em 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), algo em torno de 3,3 bilhões de Euros.

Ontem, os sindicalistas gregos receberam apoio de seus colegas europeus. "Os trabalhadores e cidadãos gregos foram levados ao limite do que é aceitável em termos de restrições", disse a secretária-geral da Confederação Europeia do Comércio, Bernadette Segol. "Os direitos e as leis trabalhistas foram desrespeitados. Homens e mulheres estão sendo esmagados nesse processo".

Hoje, o primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, deverá ter uma reunião com seu gabinete de ministros para aprovar formalmente o recebimento do segundo pacote de resgate do Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia (UE), a chamada troica. A troica liberará 130 bilhões de Euros para o governo grego, mas em troca pede ainda mais medidas de austeridade.

A paralisação de ontem afetou escritórios do governo local e central, fechou bancos e escolas e deixou hospitais com poucos atendentes. A greve também provocou a suspensão parcial dos serviços de metrô, ônibus, trens urbanos e trólebus na capital.

Saiba mais

A greve na Grécia ocorre no momento em que líderes políticos lutam para chegar a um acordo com os credores sobre um novo programa de empréstimo no valor de 130 bilhões de Euros. Dentre as medidas exigidas pelos credores internacionais estão cortes de cerca de 20% no salário mínimo grego, mais de 3 bilhões de Euros em cortes de gastos governamentais e novas medidas para cortar benefícios suplementares para aposentados. Os três líderes partidários que apoiam o governo interino parecem caminhar na direção de um acordo com os credores. Mas uma reunião entre eles e o premiê foi adiada novamente ontem. A Grécia está sob forte pressão de seus parceiros da zona do euro para aceitar uma nova rodada de dolorosas medidas de austeridade em troca de um novo empréstimo que foi prometido ao país em outubro.


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