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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 00:51

Greve de médicos e falta de leitos no Walfredo Gurgel

Publicação: 05 de Setembro de 2010 às 11:48
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A greve dos médicos da rede municipal de saúde, iniciada às 7h de hoje (5), não alterou a rotina de quem precisou de atendimento neste domingo. O movimento deverá provocar contratempos nos próximos dias, uma vez que os postos de saúde não abrem nos finais de semana e quem tem consulta marcada a partir de amanhã corre o risco de não encontrar médicos para realizá-las.

Emanuel AmaralDuas ambulâncias do SAMU esperam pelas macas em frente ao hospital Walfredo GurgelDuas ambulâncias do SAMU esperam pelas macas em frente ao hospital Walfredo Gurgel
Em pronto atendimentos de Natal, havia escalas de plantão incompletas, mas de acordo com enfermeiras que atuam nestes locais, o fato já era uma realidade antes da paralisação.

No hospital Walfredo Gurgel, chegaram duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no período de aproximadamente uma hora. De acordo com uma funcionária do hospital, que pediu para não ser identificada, essa freqüência é considerada normal.

A mesma funcionária informou que pacientes estavam sendo atendidos em macas no interior do hospital, por não haver leitos suficientes para todos aqueles que necessitam de atendimento.

Com isso, as ambulâncias do Samu precisam aguardar no pátio até que seja encontrada uma maneira de acomodar os pacientes dentro da instituição de saúde. "Mas essa questão não está muito séria hoje. As macas estão sendo liberadas de maneira mais lenta do que deveria, mas estão voltando para as ambulâncias", explicou a funcionária do Walfredo Gurgel.

Como exemplo de uma certa demora nesse processo, ela citou o caso de uma das ambulâncias que estava no local durante a manhã. O carro chegou ao hospital, levando um paciente, por volta das 9h e recebeu a maca novamente às 9h40.

Memória

Na quarta-feira passada, uma equipe da TRIBUNA DO NORTE flagrou 10 ambulâncias no pátio do hospital simultaneamente. Além disso, havia 44 macas com pessoas sendo atendidas nos corredores, sendo 12 delas com problemas ortopédicos.

Na ocasião, funcionários do hospital denunciaram a falta de insumos básicos, como luvas e seringas, e explicaram que a superlotação no hospital estava provocando a ausência de macas, para receber pacientes que chegavam nas ambulâncias do Samu. Com isso, os equipamentos ficavam presos dentro do hospital, fazendo com que os profissionais do serviço de urgência esperassem horas até poder voltar ao trabalho.



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