Uma nova audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi marcada para as 11h de hoje (5) entre representantes das empresas Shell e Basf e ex-empregados que foram contaminados em indústria no município de Paulínia, no interior de São Paulo. Considerado o maior processo da Justiça do Trabalho brasileira, as indenizações superam R$ 1 bilhão.
A audiência de hoje foi marcada pelo mediador dos debates, João Oreste Dalazen, presidente do TST, após o fim de uma outra audiência que ocorreu nessa segunda-feira e terminou sem acordo. O ministro pretende concluir as negociações antes de deixar a presidência do tribunal, marcada para a tarde de hoje.
Nas indenizações individuais, chegou-se a um acordo para pagamento de 70% do total da soma de R$ 64,5 mil por trabalhador mais R$ 20 mil por ano trabalhado na empresa. A discussão que restou é sobre a incidência ou não de juros. As empresas propuseram tratamento médico vitalício para 884 pessoas, enquanto os trabalhadores pedem que o número suba para 1.068.
O único consenso aparente é a redução dos danos coletivos de R$ 250 milhões para R$ 200 milhões. Do total, R$ 50 milhões iriam para a construção de uma maternidade, R$ 90 milhões para o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da prefeitura de Paulínia e R$ 60 milhões para a Fundacentro, entidade de pesquisa sobre saúde e segurança do trabalhador.
Sem acordo nos pontos mais polêmicos, representantes das empresas pediram mais tempo para levar as propostas às sedes das multinacionais, alegando que elas estão em países com fusos horários diferentes. Se não houver consenso na audiência de amanhã, o caso vai a julgamento no TST.
Com informações da Agência Brasil
A audiência de hoje foi marcada pelo mediador dos debates, João Oreste Dalazen, presidente do TST, após o fim de uma outra audiência que ocorreu nessa segunda-feira e terminou sem acordo. O ministro pretende concluir as negociações antes de deixar a presidência do tribunal, marcada para a tarde de hoje.
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O único consenso aparente é a redução dos danos coletivos de R$ 250 milhões para R$ 200 milhões. Do total, R$ 50 milhões iriam para a construção de uma maternidade, R$ 90 milhões para o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da prefeitura de Paulínia e R$ 60 milhões para a Fundacentro, entidade de pesquisa sobre saúde e segurança do trabalhador.
Sem acordo nos pontos mais polêmicos, representantes das empresas pediram mais tempo para levar as propostas às sedes das multinacionais, alegando que elas estão em países com fusos horários diferentes. Se não houver consenso na audiência de amanhã, o caso vai a julgamento no TST.
Com informações da Agência Brasil