As últimas três colisões na Ponte de Igapó resultaram em morteFoi o que ocorreu nos três acidentes que aconteceram num período de oito dias, entre a segunda-feira da semana passada e ontem, que culminaram na morte de três motociclistas somente na Ponte de Igapó, na zona Norte da cidade. As três colisões ocorreram em horários de pico, e tiveram características semelhantes. No acidente do dia 4 de março, o motoqueiro seguia no corredor entre os automóveis por volta do meio dia, em direção à zona Sul, quando bateu atrás de um carro e foi atropelado depois de cair da moto. Na segunda-feira desta semana, um adolescente foi atropelado por um caminhão no sentido contrário da ponte, zona Sul-zona Norte, por volta das 18h. Ontem, outro motoqueiro morreu atropelado por um ônibus, desta vez às 6h20. Nas três ocorrências, o trânsito ficou bastante lento, pois a ponte precisou ser parcialmente interditada pela Polícia Rodoviária Federal.
Ontem, o corpo da vítima ficou no local do acidente por mais de duas horas até a chegada do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). Durante este período, até as 8h30, o tráfego foi interrompido na faixa da esquerda da Ponte de Igapó, no sentido que dá acesso à zona Sul de Natal. O engarrafamento se prolongou por cerca de 3km, até o supermercado Nordestão da avenida João Medeiros Filho, BR-101 Norte. Quem seguia por cima do viaduto que dá acesso à ponte, pela avenida Tomaz Landim, BR-406, também encontrou o trânsito parado até a rotatória que dá acesso às praias do litoral Norte e ao município de São Gonçalo do Amarante. O tráfego permaneceu lento durante aproximadamente três horas.
Diariamente, o fluxo de veículos é intenso nos horário de pico na região,o que torna difícil o acesso de viaturas policiais, ambulâncias e do carro do Itep para o recolhimento dos cadáveres. O trânsito lento também prejudica motoristas e passageiros de ônibus e alternativos que têm destino à zona Sul de Natal. Ontem, o porteiro Dinairte Trigueiro optou por descer do ônibus em que seguia e andar mais de dois quilômetros para tentar subir em outro coletivo e não chegar atrasado ao trabalho. O porteiro desceu na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM (Bope), na avenida João Medeiros Filho, e seguiu a pé até atravessar a Ponte de Igapó. Dinairte Trigueiro não foi o único. Centenas de pessoas desciam dos coletivos com o mesmo intuito, enquanto a via foi mantida obstruída.
