Imprudência aumenta e leva 613 motociclistas ao HWG

Publicação: 13 de Março de 2013 às 00:00

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Somente este ano, até a segunda-feira, 11, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel atendeu 677 pessoas vítimas de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas, atingindo uma média de 6,8 atendimentos diários nos 101 primeiros dias de 2013. De acordo com a assessoria de imprensa do Walfredo, entre os feridos, 613 eram os pilotos e 64 seguiam nas motos como passageiros. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, a maioria dos acidentes ocorre por imprudência dos motoqueiros, que insistem em andar nos corredores entre as faixas de rolamento, é a maior causa das colisões.
Rafael BarbosaAs últimas três colisões na Ponte de Igapó resultaram em morteAs últimas três colisões na Ponte de Igapó resultaram em morte

Foi o que ocorreu nos três acidentes que aconteceram num período de oito dias, entre a segunda-feira da semana passada e ontem, que culminaram na morte de três motociclistas somente na Ponte de Igapó, na zona Norte da cidade.  As três colisões ocorreram em horários de pico, e tiveram características semelhantes. No acidente do dia 4 de março, o motoqueiro seguia no corredor entre os automóveis por volta do meio dia, em direção à zona Sul, quando bateu atrás de um carro e foi atropelado depois de cair da moto. Na segunda-feira desta semana, um adolescente foi atropelado por um caminhão no sentido contrário da ponte, zona Sul-zona Norte, por volta das 18h. Ontem, outro motoqueiro morreu atropelado por um ônibus, desta vez às 6h20. Nas três ocorrências, o trânsito ficou bastante lento, pois a ponte precisou ser parcialmente interditada pela Polícia Rodoviária Federal.

Ontem, o corpo da vítima ficou no local do acidente por mais de duas horas até a chegada do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). Durante este período, até as 8h30, o tráfego foi interrompido na faixa da esquerda da Ponte de Igapó, no sentido que dá acesso à zona Sul de Natal. O engarrafamento se prolongou por cerca de 3km, até o supermercado Nordestão da avenida João Medeiros Filho, BR-101 Norte. Quem seguia por cima do viaduto que dá acesso à ponte, pela avenida Tomaz Landim, BR-406, também encontrou o trânsito parado até a rotatória que dá acesso às praias do litoral Norte e ao município de São Gonçalo do Amarante. O tráfego permaneceu lento durante aproximadamente três horas.

Diariamente, o fluxo de veículos é intenso nos horário de pico na região,o que torna difícil o acesso de viaturas policiais, ambulâncias e do carro do Itep para o recolhimento dos cadáveres. O trânsito lento também prejudica  motoristas e passageiros de ônibus e alternativos que têm destino à zona Sul de Natal. Ontem, o porteiro Dinairte Trigueiro optou por descer do ônibus em que seguia e andar mais de dois quilômetros para tentar subir em outro coletivo e não chegar atrasado ao trabalho. O porteiro desceu na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM (Bope), na avenida João Medeiros Filho, e seguiu a pé até atravessar a Ponte de Igapó. Dinairte Trigueiro não foi o único. Centenas de pessoas desciam dos coletivos com o mesmo intuito, enquanto a via foi mantida obstruída.




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Comentários

  • marcosasbarbosa

    Ao invés de se obter um metrô para nossa cidade, investe-se na construção de um estádio de futebol e de um aeroporto, embora as prioridades do povo sejam transporte, saúde, segurança e educação. Infelizmente, a falta de educação de alguns pilotos contribui para o desrespeito às leis de trânsito, daí se vê imprudência a toda hora. Os gastos com saúde aumentam desnecessariamente em função do número de acidentes que ocorrem todos os dias, e isso é prejuízo para o governo. Quando é que vamos ter políticos inteligentes que priorizem aquilo que realmente é necessário para nossa cidade?

  • moreiralimag

    O ITEP atualmente possui carros novos, não entendo tanta demora para recolher um cadáver. Duas horas? por que? Preguiça, descaso, falta de chefia?

  • josebrasilrn

    O vai ocorrer é que vai piorar, pois a policia municipal, estadual e Federal, fazem vista grossa para a fiscalização, temos menores, pessoas analfabetas sem habilitação, etc pilotando motonetas de 50cc sem nenhum aborrecimento, passando por cima de calçadas, cortando sinal, etc.