Imunossenescência

Publicação: 10 de Fevereiro de 2013 às 00:00

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João Mariano Sepúlveda  [ cardiogeriatra ]

Refere-se a redução imunológica relativa ao envelhecimento! O homem sempre vai lutar e se empenhar para imortalidade, mesmo que muitas vezes não admitam isso, porem se há um caminho para se viver mais e ou muito mais,  esta obrigatoriamente associado a imunidade, a não doenças!

Recentemente divulgou-se que o homem que viverá 150 anos já nasceu,  é verdade, entre todas a teses sobre o envelhecimento, a imunológica, pode e deve vir a ser a chave  para o prolongamento substancial da sobrevivência!

A principal causa imunológica deve-se ao dano cromossômico, em suas extremidades, onde ficam os telômeros, que funcionariam como tampas, ou acabamentos cromossomiais, que impediriam sua deteriorização,  sendo mantido hígido, mantém o DNA das células isentos ou com menores possibilidades de danos!

Bactérias, vírus, células oncológicas, stress contínuo, entre outros, produzem citocinas que geram enzimas do tipo telomerases, que desarranjam as estruturas dos telômeros, “desfiando” as pontas dos cromossomos!   

O ciclo vicioso do envelhecimento, levando a redução imunológica, favorecendo as infecções, exigindo uso de quimioterápicos, que reduzem as defesas e aumentam o dano celular, e assim sucessivamente até que já não haja mais como interromper este moto contínuo!

As respostas imunes podem ser de duas formas as humorais, que tem como exemplo as citocinas e as mediadas por células, tipo linfócitos T, qualquer dano sejam infecciosos, ou tumorais promovem e desencadeiam um processo reparador que quando comprometido, vão corromper e modificar as respostas de defesa!

A involução da glândula Timo, pelo envelhecimento, reduz a produção dos linfócitos T e B virgens, e excreção das interleucinas 2, agente recrutador de outras células de defesa e talvez venha a ser o local de interseção que propicie um aumento da longevidade!

A imunocompetência,  comprometida em cascata, com o envelhecimento, implica em modificações celulares que comprometem todo sistema regulador hormonal, com alteração na produção de melatonina, hormônio do crescimento, aumento de cortisol e ativador inflamatório, alfa feto e Fator de Necrose Tumoral, geradores de stress oxidativo reativo com aumento agudo e contínuo do envelhecimento celular e deste como um todo!

Distúrbios emocionais, como a depressão, por exemplo, deprimem também o sistema imunológico, piorando as condições de envelhecimento, inclusive a agudização da aterosclerose como doença auto  imune!     

A perda da imunocompêtencia, em indivíduos mais velhos pode  ser parcialmente compensada por suplementação nutricional de micronutrientes, como Zinco, Cobre, Selênio entre outros, e anti oxidantes como vitamina E, C, D, beta caroteno e as do complexo B, o uso da leveduras, dos lactobacilos e mais recentemente do colostro humano,  que agem como agentes imunomoduladores!

O conceito, fenótipo de risco imune pode ser proposto para indivíduos acima de 65 anos para tentar determinar, o perfil de risco precoce!

Lições dos centenários, mediterrâneos em trabalhos com a população da Calábria, região da Itália, com litoral  acidentado, montanhoso , pastoril, que exige, longas caminhadas para se locomoverem, ou no máximo, uma bicicleta,   registram presença e manutenção da produção hematológica, com linfócitos T estáveis, citotoxidade, por linfócitos preservada, redução do estresse oxidativo, aporte genético protetor, restrição calórica, pela dieta do Mediterrâneo, rica em polifenóis, resveratrois, ômegas, oligoelementos minerais, alem de vitaminas, juntamente com o absoluto controle do estresse que promovem um sono reparador e eficaz!

Observando este modelo podemos por analogia, intuir como fazer para obter-se uma eficaz imunomodulação, juntamente a utilização das células tronco para Alzheimer e Parkinson, e Imunoterapia para Aterosclerose, controle da apoptose celular, com estimulação da imunidade inata, anti bacteriana, e a modulação de genes do sistema imune  quintuplicando, isso mesmo, a expectativa de vida!  

A manutenção da higidez imunológica, pode vir a ser a chave de um  aumento exponencial, na expectativa de vida, portanto provavelmente sim, já nasceu o humano que quebrará a barreira dos 150 anos!

Imunomodulação, os hábitos e costumes que interferem nela já estão elencados, as praticas clinicas estão por “minutos” em termos de ciência, portanto siga preservando seu templo, que dependendo do estado dele valerá a pena ganhar um “up grade” de permanência, vale conferir! 

Um Bom Domingo e ótimo Carnaval



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