São Paulo (AE) - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 0,5% em julho na comparação com junho, de acordo com a Sondagem Conjuntural da Indústria de transformação feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada ontem. Essa é a segunda queda consecutiva do indicador na série com ajuste sazonal. Em junho ante maio, ele já havia recuado 0,2%. O índice passou de 103,2 pontos registrados no mês passado para 102,7 neste mês. Desde julho de 2011, o ICI segue abaixo da média dos últimos cinco anos, de 105,8 pontos.
Na comparação entre julho deste ano com o mesmo mês de 2011, o ICI recuou 2%, sem ajuste sazonal. Em junho, na mesma base de comparação, o índice havia caído 3,5%, também sem ajuste sazonal
O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria apresentou leve recuo, ao passar de 83,8% em junho para 83,7% em julho.
A piora da avaliação sobre o momento presente foi responsável pela segunda queda consecutiva do ICI. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,7% em julho, passando de 104,4 para 102,6 pontos, e influenciou a queda geral da confiança da indústria. Esse é o menor patamar do ISA desde dezembro de 2011.
Dentro do ISA, o indicador de satisfação com a situação atual dos negócios apresentou queda de 2,2% entre junho e julho, ao passar para 106,7 pontos, o menor resultado desde janeiro deste ano. As empresas que consideram a situação atual fraca responderam, no mês de julho, por 15,3% do total. Em junho, representavam 6,3%.
Do outro lado, o Índice de Expectativas (IE) melhorou, ao variar 0,8%, passando de 102,0 para 102,8 pontos. As expectativas para a produção física nos três meses seguintes puxou a alta, ao passarem de 122,6 em junho para 125,3 pontos em julho. Esse é o maior nível desde janeiro último, quando o índice marcou 127,3 pontos. Em julho, 42,5% das empresas responderam que pretendem expandir a produção no trimestre seguinte. No mês imediatamente anterior, esse porcentual era de 36,6%.
DEMANDA
A Sondagem mostrou que em julho houve uma melhora na avaliação dos estoques na comparação com a visão colhida em junho. A proporção de indústrias que se declaravam com estoques excessivos passou de 9,3% do total de consultados em junho para 6,6% neste mês. Entre os que declararam ter estoques insuficientes a proporção também caiu, ao passar de 6,2% para 2,2% no mesmo período. O restante dos entrevistados, que somam 91,2% se declararam com níveis adequados de estoques. A Sondagem entrevistou 1.221 indústrias entre 2 e 25 de julho.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo, os dados mostram que a principal preocupação da indústria neste momento não é mais o estoque, e sim a demanda. “Os números nos sancionam dizer que o estoque não é mais o principal problema (da indústria)”, afirmou Campelo. “A falta de ritmo da demanda é um problema que aflige mais a indústria”, complementou.
Na comparação entre julho deste ano com o mesmo mês de 2011, o ICI recuou 2%, sem ajuste sazonal. Em junho, na mesma base de comparação, o índice havia caído 3,5%, também sem ajuste sazonal
O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria apresentou leve recuo, ao passar de 83,8% em junho para 83,7% em julho.
A piora da avaliação sobre o momento presente foi responsável pela segunda queda consecutiva do ICI. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,7% em julho, passando de 104,4 para 102,6 pontos, e influenciou a queda geral da confiança da indústria. Esse é o menor patamar do ISA desde dezembro de 2011.
Dentro do ISA, o indicador de satisfação com a situação atual dos negócios apresentou queda de 2,2% entre junho e julho, ao passar para 106,7 pontos, o menor resultado desde janeiro deste ano. As empresas que consideram a situação atual fraca responderam, no mês de julho, por 15,3% do total. Em junho, representavam 6,3%.
Do outro lado, o Índice de Expectativas (IE) melhorou, ao variar 0,8%, passando de 102,0 para 102,8 pontos. As expectativas para a produção física nos três meses seguintes puxou a alta, ao passarem de 122,6 em junho para 125,3 pontos em julho. Esse é o maior nível desde janeiro último, quando o índice marcou 127,3 pontos. Em julho, 42,5% das empresas responderam que pretendem expandir a produção no trimestre seguinte. No mês imediatamente anterior, esse porcentual era de 36,6%.
DEMANDA
A Sondagem mostrou que em julho houve uma melhora na avaliação dos estoques na comparação com a visão colhida em junho. A proporção de indústrias que se declaravam com estoques excessivos passou de 9,3% do total de consultados em junho para 6,6% neste mês. Entre os que declararam ter estoques insuficientes a proporção também caiu, ao passar de 6,2% para 2,2% no mesmo período. O restante dos entrevistados, que somam 91,2% se declararam com níveis adequados de estoques. A Sondagem entrevistou 1.221 indústrias entre 2 e 25 de julho.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo, os dados mostram que a principal preocupação da indústria neste momento não é mais o estoque, e sim a demanda. “Os números nos sancionam dizer que o estoque não é mais o principal problema (da indústria)”, afirmou Campelo. “A falta de ritmo da demanda é um problema que aflige mais a indústria”, complementou.