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Economia

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Índice que reajusta aluguel ainda é desconhecido

Publicação: 16 de Agosto de 2009 às 00:00
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Utilizado como um indexador econômico para o reajuste da maioria dos contratos de aluguel, de algumas tarifas públicas, como a de energia elétrica, e de planos de seguro de saúde, nos casos de contratos mais antigos, além de alguns tipos de empréstimos, o papel do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) na economia é desconhecido pela maior parte dos consumidores, apesar de sua importância na hora da realização de reajustes.  

Pouca gente sabe o que é o IGP-M e o que ele representa na vida de consumidores comuns. A estudante de pós-graduação, Camila Rodrigues, paga aluguel todos os meses, além de outras tarifas que também são reajustadas com base no índice, como a de energia elétrica, que entre outros fatores considera o IGP-M. Ela conta que soube há pouco tempo da existência do IGP-M. "Não sei o que é IGP-M com profundidade. Sei que se trata de um imposto responsável pelo reajuste dos aluguéis", disse ela.

O Mestre em Economia e professor da Faculdade de Natal (FAL), Varélio Gomes, afirma que o IGP-M interfere e muito no bolso. Ele explica que o índice é calculado com base na média ponderada dos índices: de preços ao atacado (IPA), de preços ao consumidor (IPC) e nacional de construção civil (INCC). Entretanto esses índices não contribuem igualmente para a definição do percentual do IGPM.

"Os três índices que compõe o IGPM tem pesos diferentes no resultado final. O IPA, IPC e INCC, possuem pesos de 60%, 30% e 10%, respectivamente, por isso a queda em um índice não representa necessariamente a queda do IGP-M", afirma o professor.

Ainda segundo o professor, o índice pode representar uma boa surpresa para o bolso do consumidor no final deste ano, caso mantenha o comportamento de baixa registrado desde o começo de 2009. De acordo com informações da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no primeiro decênio de agosto, o indicador manteve a tendência de queda, ficando em -0,68%. Em julho, o índice foi de -0,43%. Até agora o acumulado nos sete primeiros meses do ano está em -1,66%. Já nos últimos 12 meses, período levado em consideração para a realização das correções em contratos e reajustes de tarifas, a queda acumulada no índice foi de 0,65%.

Para quem mora de aluguel e têm contratos que prevêem o reajuste com base na variação do IGPM, a queda no índice pode ser encarada positivamente, mas não se pode esperar uma redução nos valores dos aluguéis, porque outros fatores também determinam estes preços. De acordo com Álvaro Barreto, Diretor da Companhia Hipotecária Brasileira (CHB), nos casos de IGPM negativo habitualmente não acontece reajuste, ou seja, o valor do aluguel permanece o mesmo.

A situação com relação às tarifas públicas é semelhante. Como o índice não é o único fator levado em consideração, na hora da determinação dos reajustes, a possibilidade de regressão nos valores é praticamente inexistente. Ainda assim, Álvaro defende que o comportamento de queda no índice é positivo para o consumidor. "No caso do consumidor, esse comportamento representa uma possibilidade de fixação das tarifas indexadas pelo IGPM. Já no caso do mercado, denota uma orientação de queda de outros índices", afirmou.

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