Infraero
Publicação: 08 de Fevereiro de 2012 às 00:00
O modelo de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília vem sendo chamado ironicamente de "jabuticaba", porque só existe no Brasil. O governo comemora os altos valores dos ágios vencedores do leilão, mas, passada a euforia inicial, verifica-se que, na prática, a Infraero vai bancar 49% dos R$ 24,5 bilhões a serem pagos pela venda dos seus próprios aeroportos aos consórcios vencedores. A Infraero vendeu apenas 51% dos aeroportos e mantém os demais 49%.
Mão boba
No negócio de pai para filho com dinheiro alheio, do contribuinte, o BNDES financiará 80% dos investimentos prometidos nos aeroportos.
Oremos
Se o grupo Invepar (OAS, Previ e Petros) administrar o aeroporto de Guarulhos como o faz no Metrô do Rio, teremos saudades da Infraero.
Golpe de mestre
Fica no Gabão o principal aeroporto do grupo francês Egis Avia, que, para o jornal Les Echos, arrematou Viracopos num "golpe de mestre".
Mais orações
A Corporación America administra 33 aeroportos na Argentina, cuja soma de fluxo de passageiros é inferior ao de Brasília, que comprou.
Eleição para diretor de escola
Lei distrital que entrou em vigor ontem, no DF, modificou para pior o processo de eleição direta para diretor de escola pública. Pela nova lei, os candidatos estão dispensados de tirar nota maior que 7 em prova de conhecimentos em gestão escolar. E nem precisa ser professor: merendeira, vigilante ou servente de limpeza podem se candidatar. E o corporativismo prevaleceu: ficou reduzido o peso dos pais, a maioria.
Golpe corporativista
Cada grupo de eleitores (pais, professores servidores) vale 33%. Como há mais pais que professores, as corporações garantiram hegemonia.
Ouro olímpico
De leitor gaúcho: a troca de ministros de mesmo partido lembra prova de revezamento 4x100, passando o bastão em busca do ouro no final.
Coisa de doido
Depois de proibir a boneca Barbie, os porraloucas do Irã baniram os bonecos dos Simpsons. Mas acreditar em Papai Noel ainda pode.
Caminho livre
O secretário-geral do PDT, Manoel Dias, deu o primeiro passo para se habilitar ao cargo de ministro do trabalho: mandou sua mulher Dalva desocupar a boquinha de diretora-executiva da Fundacentro, ligada ao Ministério. Ela mora em Florianópolis e o órgão fica em São Paulo.
Admiração amazônica
O governador do Amazonas, Omar Aziz, é um admirador confesso da capacidade de trabalho e da lealdade das ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mirian Belchior (Planejamento) à presidenta Dilma.
Crise de identidade
A cúpula do PR se reunirá nesta quarta em Brasília para discutir rumos. Apesar da pressão, até agora a sigla não foi chamada pelo Planalto para tratar da substituição do ministro Paulo Passos (Transportes).
Ameaça de motim
PMs do DF, cujo piso é R$ 5 mil mensais, fizeram carreata ameaçando motim, ontem. Não foram vistos o BMW ou o Camaro do PM João Dias, cujas denúncias derrubaram o ex-ministro do Esporte Orlando Silva.
Efeito dominó
A reboque do motim na Bahia, policiais militares ameaçam entrar em greve em nove estados e a polícia civil já organiza uma paralisação nacional contra o "descaso" do governo com a segurança pública.
Instante de sabedoria
O jornalista Carlos Chagas lembrou ontem a reação de Milton Campos, então governador de Minas, à sugestão de um auxiliar, numa greve de ferroviários, de mandar um trem blindado para enfrentar grevistas. "Não seria melhor mandar o trem pagador?", indagou o sábio político.
Alinhado
Presidente da Comissão de Turismo e Desporto, o deputado Jonas Donizete (PSB-MG) não vê qualquer problema em ser sucedido pelo correligionário Romário (RJ): "Ele agora está alinhado com a Fifa".
De olho
O PDT começou uma série de reuniões no em Brasília para tratar das eleições de 2014. Rompido com o governador Agnelo Queiroz (PT), o senador Cristovam Buarque trabalha para sair candidato ao governo.