Jornalistas são mortos durante ataque na Síria
Publicação: 23 de Fevereiro de 2012 às 00:00
BEIRUTE, Líbano (AE) - O fotojornalista francês Remi Ochlik e a correspondente de guerra norte-americana Marie Colvin, que trabalhava para o jornal britânico Sunday Times, foram mortos ontem durante um bombardeio do governo sírio contra a cidade de Homs, reduto da oposição, informou o governo francês.
No total, 65 pessoas foram mortas em todo o país, já que o regime do presidente Bashar Assad intensificou os ataques contra bases rebeldes em outras partes do país. Helicópteros armados com metralhadoras abriram fogo contra áreas no noroeste do país, disseram ativistas. Os militares sírios intensificaram seus ataques contra Homs nos últimos dias, com o objetivo de retomar os bairros que estão sob controle da oposição e de rebeldes armados, muitos dos quais são desertores do Exército.
"Isto mostra que já aguentamos o bastante, o regime deve acabar. Não há razão para que os sírios não possam viver suas vidas, escolher livremente seu destino", declarou o presidente da França, Nicolas Sarkozy,
Ativistas sírios informaram que pelo menos outros dois jornalistas ocidentais - a repórter francesa Edith Bouvier, do Le Figaro, e o fotógrafo britânico Paul Conroy, do Sunday Times - ficaram feridos nos ataques de ontem que mataram pelo menos 20 pessoas, segundo os Comitês de Coordenação Locais Muitos jornalistas estrangeiros têm entrado ilegalmente na Síria nos últimos meses com a ajuda de contrabandistas do Líbano e da Turquia. Embora o governo sírio tenha permitido a entrada de alguns jornalistas no país, seus movimentos são rigidamente controlados por inspetores do Ministério da Informação.
Colvin, nascida em Oyster Bay, New York, tinha mais de 50 anos e era uma veterana correspondente do Sunday Times, onde trabalhou nas últimas duas décadas. Ela foi reconhecida por um tapa-
olho usado desde que sofreu ferimentos durante o conflito no Sri Lanka em 2001.