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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Justiça nega habeas corpus para italiano preso depois de beijar a filha

Publicação: 06 de Setembro de 2009 às 11:00
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O Tribunal de Justiça do Ceará negou na noite de ontem (5) o pedido de habeas corpus para o italiano preso em Fortaleza acusado de ter abusado sexualmente da filha de oito anos. De acordo com a defesa do italiano, o Tribunal de Justiça entendeu que é necessário ouvir primeiro a titular da 12ª Vara Criminal do Ceará, juiza Maria |Ilna de Castro, onde está um pedido de anulação do flagrante apresentado na última sexta-feira (4).

O habeas corpus foi apresentado no sábado (5) à tarde pelo advogado Flávio Jacinto, que defende o turista italiano. Segundo ele, trata-se de uma tentativa de apressar a saída do italiano da prisão, já que o pedido de anulação do flagrante só deverá ser julgado na próxima terça-feira (8), devido ao feriado de 7 de Setembro, na segunda-feira.

A anulação do flagrante, segundo Jacinto, tem como base falhas nos depoimentos das testemunhas à polícia. "São duas testemunhas com depoimentos idênticos. Não muda nem uma vírgula", explicou o advogado.

O italiano está preso em Fortaleza, acusado de ter cometido estupro vulnerável, previsto no Artigo 217-A, da Lei 12.015, que entrou em vigor em agosto último. Caso fique comprovado o abuso, a lei prevê pena de 8 a 15 anos de prisão.

Quatro testemunhas foram ouvidas até agora no inquérito. Um casal que afirma ter visto o italiano beijando a menina na boca e acariciando as partes íntimas da menina e mais duas outras apresentadas pela defesa.

A menina também foi ouvida na companhia da mãe, de uma psicóloga e de uma assistente social. A delegada Ivana Timbó, da Delegacia de Combate à Exploração de Crianças e Adolescentes (Dceca) disse que não identificou no depoimento da criança elementos que possam incriminar o pai. Ela intimou três funcionários da barraca Croco Beach, onde ocorreu o caso, para prestarem depoimento na próxima terça-feira (8) e espera concluir o inquérito até a próxima quinta-feira (10).

Fonte: Agência Brasil

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comentários

sardd@...06/09/2009 @ 14h49
Até parece com aqueles filmes nos quais um jovem turista estrangeiro é pego com um baseado, num país radical, e a sua vida vai se complicando até ser decretada a pena de morte. Será realmente que este italiano realmente foi libidinoso com a sua filha? Qual a religião desse casal? Será que a palavra do casal vale mais do que a da mãe da criança? Imagina o que está passando na cabeça da criança em saber que o pai está preso. Em último caso, se ele vive na Itália e sua filha também, quem deve julga-lo é a justiça italiana.
Tribuna do Norte