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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Laudos incriminam Osvaldo Pereira

Publicação: 11 de Maro de 2010 às 00:00
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Segredos de uma investigação  guardados a "sete chaves" foram revelados. Laudos e provas incontestes podem ajudar o Tribunal do Júri a decidir o destino do vendedor ambulante Osvaldo Pereira de Aguiar, 55, principal suspeito de ter matado e esquartejado a estudante Maisla Mariano dos Santos, no dia 12 de maio de 2009, em Igapó.

No inquérito policial de nº 033/2009 e no processo de nº 002.09.001.434-2 é possível encontrar provas captadas pela perícia técnica do Instituto Técnico Cientifico de Polícia (Itep) e por policiais civis que estiveram no suposto local do crime.

Maisla, assim que foi raptada teria sido atingida por um soco no rosto que pode ter colaborado para a menor ter sido levada desacordada até a casa onde foi morta (hipótese levantada por fontes da Tribuna do Norte), porém, consta, nos autos um laudo  que revela: Exame realizado na cavidade oral, perda de vários elementos dentários (dentes) e laceração (corte) do tecido gengival. O que comprovaria que a vítima teve o maxilar quebrado.

Na casa do suspeito foi aplicado o luminol (substância que promove reação química diante de vestígios de sangue). O processo mostrou claramente que foram encontrados vestígios na sala de visita, no piso da sala para a cozinha, nos armários da cozinha (onde ficavam os talheres), no piso entre o quarto e o banheiro, na cama, no colchão, na parede do banheiro. Também foram encontradas substâncias compatíveis com sangue no colchão de Osvaldo e no veículo do acusado.

A delegada Adriana Shirley que presidiu o inquérito policial que apurou a morte da estudante disse que no corpo da Maisla havia inúmeras lesões com características de que a menina foi barbaramente torturada antes de morrer. "A tortura durou entre duas a três horas".    

Em uma das partes do laudo do exame necroscópico consta que: a vítima sofreu sevícias (tortura) antes  do óbito. Sobre o provável estupro, um outro exame realizado na vítima aponta que havia uma equimose na região vaginal indicativa de agressão de natureza sexual. "Embora o hímen estivesse íntegro (não foi dilacerado), Osvaldo responde na justiça por atentado violento ao pudor", explicou a delegada.

Adriana Shirley informou que não tem dúvidas que Maisla foi assassinada dentro da casa de Osvaldo e que a menina, possivelmente, foi esquartejada no banheiro.

No colchão periciado foram encontradas perfurações realizadas por um objeto perfurocortante. "Este foi um caso muito complexo. Não havia no RN  registro de violência deste tipo"

Fontes da Tribuna do Norte que trabalharam no caso afirmaram que existem inúmeros indícios dentro dos autos de que o homem que matou Maisla não agiu sozinho. Situações ainda não reveladas apontariam para a participação de uma segunda pessoa no crime.

Memória

Dia 12 de maio de 2009, Maisla sai de casa, no Jardim Lola, em São Gonçalo do Amarante e segue em uma bicicleta de cor rosa até o trabalho do pai, no bairro de Igapó, na zona Norte para entregar o almoço. O trajeto era feito pela menor todos os dias. Por volta das 13h30, a garota desapareceu. No dia seguinte partes do corpo da estudante foram encontrados em um terreno baldio, no Igapó. No outro dia, outras partes do corpo de Maisla foram localizados em um terreno baldio. Osvaldo foi apontado pela família da menor com sendo o principal suspeito do crime. 

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