Hoje eu quero dedicar essa coluna a todas as crianças que estão no mundo, a todos os adultos que ainda sabem ser crianças. O primeiro livro que indico para leitura é De Onde Nascem as Histórias, de Fábio Sombra, Editora Bertrand Brasil, 48 páginas, R$29,00. Detalhe: o livro também é ilustrado pelo autor. “Com livros conhecidos pela temática ligada ao folclore e à cultura popular brasileira, e vencedor de importantes prêmios, como o selo de Altamente Recomendável para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Fábio Sombra apresenta este livro que é uma adaptação para a poesia de uma antiga lenda zulu, em que o autor transporta essa encantadora história para o universo da literatura de cordel. O enredo é o seguinte: Nowazi e Sanele, um casal africano, tem um complicado problema para resolver: onde encontrar histórias para contar aos filhos na hora de dormir? Decidida, Nowazi sai de casa e, após conversar com um avestruz, uma macaca babuína, uma coruja e uma girafa, ela acaba conhecendo um prestativo gavião gigante que a transportará a um reino encantado onde está guardado o segredo das histórias. Mas, para descobri-lo, Nowazi precisará antes cumprir uma importante missão. Fábio Sombra, escritor e ilustrador, nasceu no Rio de janeiro em 1965 e muitas de suas obras foram escritas em versos e em formato de cordel. O autor também é músico, pesquisador da cultura popular brasileira, grande divulgador do universo das violas e dos violeiros e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Ele mantém também um blog que lhe permite estar em contato com seus leitores: <WWW.fabiosombra.com.br>.
A Menina, o Coração e a Casa, de Maria Teresa Andruetto, tradução de Marina Colasanti, Global Editora, 96 páginas, R$21,00. “A narrativa gira em torno dos conflitos familiares vivenciados pó Tina, uma menina de cinco anos cujos pais vivem separados. Tina vive com a avó e o pai, enquanto a mãe mora com seu irmão Pedro, portador da síndrome de Down. Mesmo vendo a mãe e o irmão todos os domingos, pois neste dia o pai leva a filha para visitá-los, não morar todos sob o mesmo teto não é nada fácil para a menina. Trata-se de uma novela em que as vozes de todos os personagens são essenciais para a tessitura da trama, feita por meio de uma escrita poética e melancólica considerada pela crítica a principal característica da autora. Maria Teresa Adruetto é uma escritora argentina detentora do Prêmio Hans Christian Andersen, que além de produzir ficção para crianças e jovens há mais de 30 anos, trabalha com capacitação e formação de professores em novas competências, introduzindo a literatura infantil contemporâneas em escolas e bibliotecas”.
As ilustrações são de Maurício Negro, ilustrador, designer gráfico e escritor identificado com temas fantásticos, ancestrais, mitológicos, ambientais, étnicos ou ligados à diversidade cultural e artística brasileiras. Tem participado de diversos catálogos e exposições nacionais e internacionais. Prêmio NOMA (Japão, 2008), Finalista CJ Picture Book Festival (Coreia, 2009), White Ravens (Alemanha, 2000), XX SIDI (Porto Alegre, 2012), certificado como Altamente Recomendável pela FNLJ. Coordenador editorial da Coleção Muiraquitãs (Global Editora). Membro do conselho diretor da Sociedade dos Ilustradores do Brasil.
Sociedade dos Pais Mortos, de Matt Haig, Editora Record, 384 páginas, R$42,90 conta a história de um Hamlet em versão mirim. “O universo dos adultos pelos olhos desse pré-adolescente mantém uma qualidade sombria. Ainda é a história do atormentado príncipe da Dinamarca, talvez mais perturbadora sob a ótica adolescente. A honestidade e inocência do romance brilham com pungência em cada diálogo. Enquanto nosso herói navega as turbulentas águas da retribuição, vingança, morte e culpa – dividido entre um fantasma egoísta e sua tola mãe – em direção a um final surpreendente e shakespeareano”.
Matt Haig nasceu em 1975. Sua estréia na literatura o romance The Last Family in England foi um Best Seeler no Reino Unido. The Dead Fathers Club e The Possession of Mr. Cave estão sendo transformados em filmes e foram publicados em vários países. Ele é também autor do premiado livro infantil Shadow Forest e da sua sequência The Runaway Troll. O autor já morou em Londres e na Espanha e agora vive em York com a escritora Andrea Semple e seus dois filhos. Ele é também colaborador dos jornais The Guardian, The Sunday Times, The Independent e Sidney Morning Herald.
Com Olhos de Menina, de Encarnació Martorell i Gil, editado por Salvador Domènech, tradução de Joana Angélica D’Ávila, Editora Record, 208 páginas, R$36,90 é frequentemente comparado ao Diário de Anne Frank. “Encarnació Martorell tinha apenas 12 anos quando a Guerra Civil estourou na Espanha. Diante do horror que se aproximava, a menina começou a relatar em um diário o que acontecia em sua casa e em seu bairro de uma Barcelona sitiada por bombardeios aéreos e navais. Ela iniciou suas anotações em 19 de junho de 1936, um dia após o general Franco ter se rebelado contra o governo republicano de esquerda, o que deflagrou a Guerra Civil. Vivendo em Barcelona, ela continuou a escrever até 1938, um ano antes da vitória das tropas de Franco. Nas páginas repletas de inocência, com lucidez e penetrante capacidade de observação, ela descreve desde o entusiasmo inicial das pessoas por uma guerra que deveria durar quatro dias até a presença quase cotidiana e rotineira de milicianos que se transformam em soldados, as notícias das frentes de luta e a morte de amigos e companheiros. Ela narra o medo dos ataques aéreos e a vergonha de andar maltrapilha pelas ruas, circunstâncias comuns durante a guerra, mas que deixam cicatrizes profundas em quem foi obrigada a largar definitivamente os estudos e começar a trabalhar. Mas há também pequenas satisfações, doçura, alegrias, porque apesar das dificuldades, ela ama a vida e tem um enfoque sempre positivo.
Seus pais nunca souberam do diário que escrevia e os papéis permaneceram ocultos em uma gaveta da casa em que morava por mais de 70 anos e só foram descobertos há poucos anos. Graças ao escritor Salvador Domènech que encorajou a publicação deste livro, temos acesso a este relato único, uma das contribuições mais límpidas sobre a Barcelona e a Catalunha em guerra, verdadeira jóia que contém a descrição real de um capítulo sombrio da história recente da Espanha. Encarnació Martorell tem 87 anos e mora em Barcelona”.
Boa leitura.
A Menina, o Coração e a Casa, de Maria Teresa Andruetto, tradução de Marina Colasanti, Global Editora, 96 páginas, R$21,00. “A narrativa gira em torno dos conflitos familiares vivenciados pó Tina, uma menina de cinco anos cujos pais vivem separados. Tina vive com a avó e o pai, enquanto a mãe mora com seu irmão Pedro, portador da síndrome de Down. Mesmo vendo a mãe e o irmão todos os domingos, pois neste dia o pai leva a filha para visitá-los, não morar todos sob o mesmo teto não é nada fácil para a menina. Trata-se de uma novela em que as vozes de todos os personagens são essenciais para a tessitura da trama, feita por meio de uma escrita poética e melancólica considerada pela crítica a principal característica da autora. Maria Teresa Adruetto é uma escritora argentina detentora do Prêmio Hans Christian Andersen, que além de produzir ficção para crianças e jovens há mais de 30 anos, trabalha com capacitação e formação de professores em novas competências, introduzindo a literatura infantil contemporâneas em escolas e bibliotecas”.
As ilustrações são de Maurício Negro, ilustrador, designer gráfico e escritor identificado com temas fantásticos, ancestrais, mitológicos, ambientais, étnicos ou ligados à diversidade cultural e artística brasileiras. Tem participado de diversos catálogos e exposições nacionais e internacionais. Prêmio NOMA (Japão, 2008), Finalista CJ Picture Book Festival (Coreia, 2009), White Ravens (Alemanha, 2000), XX SIDI (Porto Alegre, 2012), certificado como Altamente Recomendável pela FNLJ. Coordenador editorial da Coleção Muiraquitãs (Global Editora). Membro do conselho diretor da Sociedade dos Ilustradores do Brasil.
Sociedade dos Pais Mortos, de Matt Haig, Editora Record, 384 páginas, R$42,90 conta a história de um Hamlet em versão mirim. “O universo dos adultos pelos olhos desse pré-adolescente mantém uma qualidade sombria. Ainda é a história do atormentado príncipe da Dinamarca, talvez mais perturbadora sob a ótica adolescente. A honestidade e inocência do romance brilham com pungência em cada diálogo. Enquanto nosso herói navega as turbulentas águas da retribuição, vingança, morte e culpa – dividido entre um fantasma egoísta e sua tola mãe – em direção a um final surpreendente e shakespeareano”.
Matt Haig nasceu em 1975. Sua estréia na literatura o romance The Last Family in England foi um Best Seeler no Reino Unido. The Dead Fathers Club e The Possession of Mr. Cave estão sendo transformados em filmes e foram publicados em vários países. Ele é também autor do premiado livro infantil Shadow Forest e da sua sequência The Runaway Troll. O autor já morou em Londres e na Espanha e agora vive em York com a escritora Andrea Semple e seus dois filhos. Ele é também colaborador dos jornais The Guardian, The Sunday Times, The Independent e Sidney Morning Herald.
Com Olhos de Menina, de Encarnació Martorell i Gil, editado por Salvador Domènech, tradução de Joana Angélica D’Ávila, Editora Record, 208 páginas, R$36,90 é frequentemente comparado ao Diário de Anne Frank. “Encarnació Martorell tinha apenas 12 anos quando a Guerra Civil estourou na Espanha. Diante do horror que se aproximava, a menina começou a relatar em um diário o que acontecia em sua casa e em seu bairro de uma Barcelona sitiada por bombardeios aéreos e navais. Ela iniciou suas anotações em 19 de junho de 1936, um dia após o general Franco ter se rebelado contra o governo republicano de esquerda, o que deflagrou a Guerra Civil. Vivendo em Barcelona, ela continuou a escrever até 1938, um ano antes da vitória das tropas de Franco. Nas páginas repletas de inocência, com lucidez e penetrante capacidade de observação, ela descreve desde o entusiasmo inicial das pessoas por uma guerra que deveria durar quatro dias até a presença quase cotidiana e rotineira de milicianos que se transformam em soldados, as notícias das frentes de luta e a morte de amigos e companheiros. Ela narra o medo dos ataques aéreos e a vergonha de andar maltrapilha pelas ruas, circunstâncias comuns durante a guerra, mas que deixam cicatrizes profundas em quem foi obrigada a largar definitivamente os estudos e começar a trabalhar. Mas há também pequenas satisfações, doçura, alegrias, porque apesar das dificuldades, ela ama a vida e tem um enfoque sempre positivo.
Seus pais nunca souberam do diário que escrevia e os papéis permaneceram ocultos em uma gaveta da casa em que morava por mais de 70 anos e só foram descobertos há poucos anos. Graças ao escritor Salvador Domènech que encorajou a publicação deste livro, temos acesso a este relato único, uma das contribuições mais límpidas sobre a Barcelona e a Catalunha em guerra, verdadeira jóia que contém a descrição real de um capítulo sombrio da história recente da Espanha. Encarnació Martorell tem 87 anos e mora em Barcelona”.
Boa leitura.