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Livre do alcoolismo e recomeçando a vida

Publicação: 05 de Fevereiro de 2012 às 00:00

Leonardo Erys
repórter

A chance de um novo começo. Foi dessa forma que Gilsomar Silva do Nascimento viu a possibilidade de praticar o atletismo após passar por um  grave problema. Dos 20 aos 34 anos de idade, Taipu - nome pelo qual é conhecido e que  homenageia a sua cidade natal, no interior do RN - sofreu com problemas relacionados ao alcoolismo. Hoje, aos 40 anos e 24 quilos mais magro do que na época em que bebia diariamente, garante que está livre da dependência e só tem olhos para as maratonas e a família.
júnior santosTaipu conseguiu largar o vício depois que voltou a praticar esporteTaipu conseguiu largar o vício depois que voltou a praticar esporte

Para Gilsomar do Nascimento, entender o quanto a bebida estava lhe prejudicando demorou. Ele percebeu o ápice do problema quando os seus amigos mais próximos começaram a se afastar. "Eles me tiraram até do time em que a gente jogava. Eu saí quase chorando nesse dia", comentou.

A partir daí, então com 34 anos, Taipu resolveu dar a volta por cima. Veio para Natal em busca de voltar a praticar  o atletismo, esporte do qual foi adepto dos 13 aos 20 anos, quando o prefeito de sua cidade deixou de dar incentivos financeiros. "Se eu tivesse os patrocínios que eu tenho hoje, eu não tinha parado de treinar", comentou.

Já na capital potiguar, encontrou o professor Marcos Gomes em 2006, que lhe ajudou na recuperação do problema com o alcoolismo e preparou Gilsomar para as maratonas. "Considero ele um pai pra mim",  disse o atleta.

Apoiado pela prefeitura de Taipu,  que garante uma ajuda de custo de R$ 200 e de amigos, nesses últimos seis anos, Gilsomar  acumula nada menos que seis participações na Meia Maratona de São Silvestre, a mais disputada do país. Ele se orgulha ainda de ter largado no mesmo pelotão que competidores como Marílson dos Santos. Na São Silvestre do ano passado, Gilsomar da Silva conseguiu a 26ª colocação na sua categoria - que reúne atletas dos 40 até os 45 anos.

Além da São Silvestre, Gilsomar também já participou de maratonas em diversas cidades do RN e do Brasil. Sobre os títulos, ele não tem dúvida de qual sua maior conquista. "O maior prêmio que eu tive foi ter parado de beber", garante. Apesar disso, ele  também guarda com muito carinho a conquista em sua cidade natal e onde foi criado durante grande parte da vida. "Vencer em Taipu foi uma conquista que eu sempre desejei". A consagração veio com a primeira colocação geral em 2007, na corrida da cidade. No ano passado, ele também  conseguiu a 4ª colocação geral na tradicional Corrida do Trabalhador, promovida pelo Sesi.

Durante a entrevista, Gilsomar Silva do Nascimento agradeceu diversas vezes aos amigos que sempre lhe apoiaram nessa luta contra o álcool, ao treinador Marcos Gomes e a ex-atleta Magnólia Figueiredo. Porém, Taipu tem a certeza de que  sem sua força de vontade, jamais teria conseguido se livrar da dependência. Por isso, hoje, com orgulho, não tem dúvidas em bater no peito e dizer: "Eu dei a volta por cima".

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comentários

marcovon@...05/02/2012 @ 22h40
Pergunto qual o motivo de que o governo não proíbe a veiculação de comerciais de bebida alcoólica na TV assim como se faz com os cigarros? Tantas famílias tendo suas estruturas destruídas por estas gigantes que descem redondo,devassas, números 1 e por aí vai.Parabéns ao Gilsomar. Ele teve condições de se livrar,enquanto isso muitos não conseguem.
LECIOANDRADE@...04/02/2012 @ 22h37
PARABÉNS AMIGO , PRECISAMOS VER NOTICIAS BOAS ASSIM DE VÊZ ENQUANDO, MAIS UMA VÊZ PARABÉNS.
tony.2502@...06/02/2012 @ 08h51
Parabéns Taipu você sempre será um vencedor, sempre presenciei seus treinos no Parque das Dunas, no Bosque dos Namorados. Desistir jamais!!! Sucesso!!
zemarconi@...06/02/2012 @ 22h37
Gosto muito de ver matérias de vencedores da doença do alcoolismo, uma vez que o marketing da bebida é bonito e muito grande deixando a impressão de que não podemos viver sem álcool. Os grandes alcóolatras começaram naquela cervejinha inocente que beberam só para dizer que era sociável. Parabéns pela matéria.
Tribuna do Norte