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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Livro lançado nos EUA conta trajetória do Fusca

Publicação: 05 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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Jerry Harkavy
Associated Press
Nova York - "Pensando pequeno: A Longa e Estranha Viagem do Volkswagen Beetle" (Ballantine Books), livro escrito por Andrea Hiott, mostra que o Beetle, conhecido no Brasil como Fusca e no México como Vocho, tem uma história única e colorida, com personagens principais que incluíram o ditador nazista Adolf Hitler, que personificou o mal, o mais legendário designer de automóveis da Alemanha e um executivo judeu do marketing, pioneiro em uma revolução criativa em Madison Avenue, em Nova York.

É uma história com mudanças e altos e baixos que durou quatro décadas e que nos Estados Unidos, na década de 1960, simbolizava a contracultura. Mas o Fusca foi um dos carros mais vendidos ao redor do mundo. O autor Andrea Hiott transporta os leitores através das décadas mais turbulentas do século XX, da chegada ao poder de Adolf Hitler na Alemanha, em 1933, à vitória dos aliados em uma Europa em ruínas em 1945, ao renascimento econômico alemão no final da década de 1940, que levou ao ressurgimento do sucesso do carro da Volkswagen na fábrica de Wolfsburg.

Um entusiasta por carros que nunca dirigiu um automóvel e não tinha carteira de habilitação, Hitler teve a visão de construir um "carro para o povo" que levaria aos alemães a mesma mobilidade que Henry Ford deu aos norte-americanos com o modelo T na década de 1910. O ditador construiu uma rede de autoestradas ao redor da Alemanha e ergueu uma enorme fábrica para construir o que ele chamou de a Força Através de um Carro Alegre.

O gênio escolhido para desenhar esse automóvel foi Ferdinand Porsche, que em 1935 recebeu a ordem de Hitler para inventar um carro do qual fossem produzidas 1 milhão de unidades em três anos. Mas com Hitler tendendo cada vez mais para planos de guerras, a missão da fábrica de Wolfsburg foi mudada para a produção de armamentos, como minas, bazucas, bombas voadoras V1 e veículos militares parecidos com o jipe.

Mas entre as surpresas no amplo relato de Hiott está a importância da localização da planta de Wolfsburg, que fica na região da Alemanha que foi ocupada pela Grã-Bretanha após a guerra. Esse foi o maior sucesso. Outra situação curiosa foi a chance de Henry Ford comprar a Volkswagen em 1947, que o magnata norte-americano descartou. A razão, de acordo com o autor, era a proximidade da fábrica alemã do bloco soviético, numa época que a guerra Fria tomava forma. Ford era um anticomunista convicto.

À medida que Wolfsburg recomeçou a fabricar cada vez mais Beetles em números crescentes, a empresa tentou vendê-los aos consumidores norte-americanos numa era de carros enormes na América do Norte. Para enfrentar esse desafio, a Volkswagen contratou uma equipe de publicitários liderados por Bill Bernbach, cuja agência em Nova York lançou uma campanha que levou um número significativo de motoristas americanos a ao Think Small (Pense Pequeno, em tradução livre).

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comentários

natalfamainternacional@...22/03/2012 @ 16h01
podemos dizer que quem criou o fusca foi hitler..............pra ser usado no deserto na segunda guerra mundial por ele....................
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