“LIZ ROSA” - Liz Rosa
(Som Livre) / www.lizrosa.com.br
A opção certeira da cantora Liz Rosa em calcar seu trabalho de estreia no samba-jazz caiu como uma luva, tanto para a voz quanto para a fase atual pela qual a artista potiguar vem passando desde que se mudou de mala e cuia para o Rio de Janeiro. Sob a batuta do guitarrista Ricardo Silveira, também produtor musical, Liz Rosa compilou um apanhado de 13 faixas pinçadas de várias épocas e influências – todas devidamente rearranjadas por Silveira. Algumas, inclusive, são difíceis de identificar na primeira audição como a clássica “Tareco e Mariola”, forró de Petrúcio Amorim famoso na interpretação de Flávio José. A cantora preferiu não se arriscar como compositora, mas reúne músicas de conterrâneas como “Dois Tempos” e “Morô?”, de Khrystal; e “Na lama, na Lapa”, assinada por Valéria Oliveira e Khrystal. O CD ainda abre espaço para faixas de Djavan, Chico Buarque e João Bosco. Parte do disco foi gravado em Natal outra no Rio, com chancela da Som Livre. À vontade e rodeada de amigos, Liz Rosa apresenta um trabalho denso e sofisticado que vale a pena ouvir com atenção. (Yuno Silva)
“LIVING THINGS” - Linkin Park
(Warner) / www.linkinpark.com
O new metal surgiu nos anos 1990 com a intenção de modernizar o heavy metal. Várias bandas do estilo alcançaram o topo das paradas naquela década, mas poucas sobreviveram a virada do milênio, graças à saturação do subgênero. Um dos sobreviventes, o Linkin Park modernizou o seu som, adicionando doses pesadas de leve música eletrônica. Isso gerou bastante polêmica entre os fãs, pois o grupo abandonou a agressividade do início da carreira. Como anunciado, “Living Things” deveria ser uma ponte entre o new metal e o novo som da banda, mas não é. “Powerless” e “Castles of Glass” mostram como os californianos já estão muito longe do som que os consagraram. “Victimized” tenta até contrabalancear, mas ela é muito curta em meio aos 37 minutos do disco. Apesar do prometido não ter sido cumprido, a banda lançou mais um bom álbum. “Lost in the Echo” e “In My Remains”, faixas que abrem o trabalho, são bons exemplos disso. Se você abrir a mente para além do new metal, verá que “Living Things” há muito o que oferecer. (Jacques Noronha)
“Estrela Decadente” - Thiago Pethit
(Independente)
Álbuns com no máximo 10 faixas são tendência no pop brasileiro em 2012. Depois de Felipe Cordeiro, Lucas Santtana, Caê Rolfsen, Miranda Kassin, Tatá Aeroplano e Afroeletro, é a vez de Thiago Pethit dar seu recado (em inglês e português) em 9 canções, 8 delas autorais. “Estrela Decadente”, com produção de Kassin, é o segundo álbum do compositor e cantor paulistano, que evolui sobre as boas referências de “Berlim, Texas” (2010). De sonoridade pop vintage, atmosfera underground, ecos do folk/rock dos anos 1960 e 70 e elo com poetas perturbados, Pethit dá um giro pelo lado soturno das relações amorosas e faz pacto “demoníaco” com Helio Flanders (em “Devil in Me”, uma das melhores faixas), divide os vocais de uma versão de “Surabaya Johnny” (Brecht/Weill) com sua musa Cida Moreira, que a propagou na cena paulistana, e surpreende com a associação à melíflua Mallu Magalhães em outro dos momentos marcantes, “Perto do Fim”. A faixa de abertura, “Pas de Deux”, alterna climas entre o folk/charleston e a dance music, num recorte curioso de tempos. É um sinal para as alterações de humor que vêm em seguida, como a bipolaridade bêbada da ronda noturna, decadente, mas com elegância. (Lauro Lisboa Garcia /AE).
(Som Livre) / www.lizrosa.com.br
A opção certeira da cantora Liz Rosa em calcar seu trabalho de estreia no samba-jazz caiu como uma luva, tanto para a voz quanto para a fase atual pela qual a artista potiguar vem passando desde que se mudou de mala e cuia para o Rio de Janeiro. Sob a batuta do guitarrista Ricardo Silveira, também produtor musical, Liz Rosa compilou um apanhado de 13 faixas pinçadas de várias épocas e influências – todas devidamente rearranjadas por Silveira. Algumas, inclusive, são difíceis de identificar na primeira audição como a clássica “Tareco e Mariola”, forró de Petrúcio Amorim famoso na interpretação de Flávio José. A cantora preferiu não se arriscar como compositora, mas reúne músicas de conterrâneas como “Dois Tempos” e “Morô?”, de Khrystal; e “Na lama, na Lapa”, assinada por Valéria Oliveira e Khrystal. O CD ainda abre espaço para faixas de Djavan, Chico Buarque e João Bosco. Parte do disco foi gravado em Natal outra no Rio, com chancela da Som Livre. À vontade e rodeada de amigos, Liz Rosa apresenta um trabalho denso e sofisticado que vale a pena ouvir com atenção. (Yuno Silva)
“LIVING THINGS” - Linkin Park
(Warner) / www.linkinpark.com
O new metal surgiu nos anos 1990 com a intenção de modernizar o heavy metal. Várias bandas do estilo alcançaram o topo das paradas naquela década, mas poucas sobreviveram a virada do milênio, graças à saturação do subgênero. Um dos sobreviventes, o Linkin Park modernizou o seu som, adicionando doses pesadas de leve música eletrônica. Isso gerou bastante polêmica entre os fãs, pois o grupo abandonou a agressividade do início da carreira. Como anunciado, “Living Things” deveria ser uma ponte entre o new metal e o novo som da banda, mas não é. “Powerless” e “Castles of Glass” mostram como os californianos já estão muito longe do som que os consagraram. “Victimized” tenta até contrabalancear, mas ela é muito curta em meio aos 37 minutos do disco. Apesar do prometido não ter sido cumprido, a banda lançou mais um bom álbum. “Lost in the Echo” e “In My Remains”, faixas que abrem o trabalho, são bons exemplos disso. Se você abrir a mente para além do new metal, verá que “Living Things” há muito o que oferecer. (Jacques Noronha)
“Estrela Decadente” - Thiago Pethit
(Independente)
Álbuns com no máximo 10 faixas são tendência no pop brasileiro em 2012. Depois de Felipe Cordeiro, Lucas Santtana, Caê Rolfsen, Miranda Kassin, Tatá Aeroplano e Afroeletro, é a vez de Thiago Pethit dar seu recado (em inglês e português) em 9 canções, 8 delas autorais. “Estrela Decadente”, com produção de Kassin, é o segundo álbum do compositor e cantor paulistano, que evolui sobre as boas referências de “Berlim, Texas” (2010). De sonoridade pop vintage, atmosfera underground, ecos do folk/rock dos anos 1960 e 70 e elo com poetas perturbados, Pethit dá um giro pelo lado soturno das relações amorosas e faz pacto “demoníaco” com Helio Flanders (em “Devil in Me”, uma das melhores faixas), divide os vocais de uma versão de “Surabaya Johnny” (Brecht/Weill) com sua musa Cida Moreira, que a propagou na cena paulistana, e surpreende com a associação à melíflua Mallu Magalhães em outro dos momentos marcantes, “Perto do Fim”. A faixa de abertura, “Pas de Deux”, alterna climas entre o folk/charleston e a dance music, num recorte curioso de tempos. É um sinal para as alterações de humor que vêm em seguida, como a bipolaridade bêbada da ronda noturna, decadente, mas com elegância. (Lauro Lisboa Garcia /AE).