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Economia

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Lucro da Petrobras diminui 5,3 por cento

Publicação: 10 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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São Paulo e Rio de Janeiro (AE) - O Conselho de Administração da Petrobras elegeu ontem Maria das Graças Silva Foster para presidente da empresa, em substituição ao atual presidente, José Sergio Gabrielli de Azevedo. O atual presidente permanece no cargo até segunda-feira, 13 de fevereiro, quando ocorrerá a posse da nova presidente. Gabrielli também está se desligando do conselho de administração da companhia, que elegeu Graça Foster como nova conselheira. O resultado da eleição, oficializando a mudança na presidência, foi divulgado momentos antes do anúncio dos resultados da companhia no ano passado. De acordo com os dados, o lucro líquido da Petrobras em 2011 foi 5,3% inferior ao registrado em 2010. No ano passado, a empresa lucrou R$ 33,3 bilhões, contra R$ 35,2 bilhões no ano anterior. A queda surpreendeu o mercado. Especialistas a creditam ao desempenho inesperado do quarto trimestre de 2011.

Nos três últimos meses de 2011 a petroleira registrou o lucro líquido de R$ 5,05 bilhões. No mesmo mês de 2010, a companhia lucrou R$ 10,6 bilhões. As projeções de seis instituições financeiras consultadas pela Agência Estado (Bradesco, BTG Pactual, Citi, Deutsche Bank, Itaú e Votorantim Corretora) indicavam um lucro trimestral de R$ 10,33 bilhões.

O prejuízo de R$ 4,4 bilhões na área de abastecimento no último trimestre é um dos fatores que contribuíram para a derrubada do lucro. De acordo com a Petrobras, "o resultado negativo decorreu de maiores custos com a aquisição/transferência de petróleo e importação de derivados (aumento de 40% no Brent), parcialmente compensados pelos maiores preços de venda de derivados nos mercados interno e externo".

O crescimento de 69% nas importações de petróleo e derivados no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2010 fez com que o setor encerrasse o período com R$ 4,4 bilhões de prejuízo. No último trimestre de 2010 o lucro registrado fora de R$ 1,427 bilhão.

No comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras credita a queda do lucro ao "incremento das despesas operacionais e de maiores custos com aquisição de petróleo e importação de derivados, o que contribuiu para diminuição do resultado".

A queda, para analistas da área petrolífera, pode ter origem na estagnação da produção de petróleo e na influência exercida pelo governo nas decisões da companhia, como a de manter inalterados os valores de produtos como a gasolina. Outro fator preponderante para a diminuição do valor lucrado é o fato de a estatal não atingir, já há dois anos, as metas de produção estipuladas.

Ao divulgar o balanço, a Petrobras anunciou a aprovação, na reunião do Conselho Administrativo realizada ontem em São Paulo, de um plano de negócios orçado em R$ 87,5 bilhões para 2012, dos quais R$ 41,8 bilhões destinados aos trabalhos de exploração e produção, área prioritária da companhia.

Como tentativa de dar ao comunicado um tom não tão negativo a estatal cita o crescimento do volume de vendas no mercado interno, 6% superior a 2010. Destacou o aumento de 9% nas vendas de óleo diesel, de 24% na venda de gasolina e de 12% na venda de querosene de aviação.

Investimento fica aquém do esperado

Rio de Janeiro (AE) - Os investimentos da Petrobras em 2011 - R$ 73 bilhões - também não alcançaram a meta projetada, de R$ 84,7 bilhões, anunciados em meados do ano. A quantia já era um corte em relação aos R$ 93 bilhões estimados no início de 2011. Em comparação com 2010, os investimentos caíram 5%. No ano retrasado, a Petrobras havia investido R$ 76,4 bilhões.

Como deverá acontecer neste ano a maior parte dos investimentos da Petrobras em 2011 foi registrado na área de exploração e produção. Foram investidos no setor R$ 34,251 bilhões, o que significa um aumento de 4,63% em relação a 2010. O documento informa ainda que a produção nos campos da área do pré-sal "aumentou significativamente, de uma média diária de 103,0 mil boe (barril de óleo equivalente) em janeiro para 200,6 mil boe em dezembro".

A área de produção e exploração da empresa sofrerá, aliás, mudanças no comando. A Petrobras informou que o engenheiro civil José Miranda Formigli Filho foi indicado para o cargo de diretor da área, conforme adiantou a Agência Estado  ontem. Sua indicação foi aprovada na reunião do conselho de administração da companhia, em substituição a Guilherme Estrella. Estrella já havia manifestado interesse em se aposentar definitivamente. Funcionário da Petrobras há 29 anos, Formigli ocupa desde maio de 2008 o cargo, então recém-criado, de gerente-executivo de Exploração e Produção do pré-sal.

Já José Alcides Santoro Martins, funcionário de carreira da companhia e gerente-executivo de Operações e Participações em Energia, teve sua indicação aprovada para substituir Maria das Graças Foster na diretoria da Gás e Energia da estatal. O Conselho de Administração aprovou ainda proposta para alterar a composição da diretoria executiva da empresa, com a criação da diretoria Corporativa e de Serviços.


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