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Política

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Lula e José Serra disputam maratona de inaugurações

Publicação: 16 de Março de 2010 às 00:00
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Rio (AE) - Compromissos de caráter oficial, mas com grande potencial eleitoral, têm sido constantes nas agendas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador paulista José Serra (PSDB). Somando inaugurações, lançamentos de projetos, visitas a unidades industriais e vistorias em canteiros de obras, Lula, sempre acompanhado de sua candidata à Presidência, ministra Dilma Rousseff, esteve este ano em 27 atividades - em média, uma a cada dois dias e meio. Dilma chegou a 28, com a inauguração de um hospital estadual no Rio de Janeiro, sem a presença de Lula. No caso de Serra, provável candidato do PSDB, esses compromissos já somam 32 - um a cada dois dias. Os números referem-se ao período entre 1º de janeiro e a sexta-feira passada, 12 de março.

César Greco/Foto ArenaSerra e Lula:  palanques privilegiados para promoção de candidaturas em pré-temporada eleitoralSerra e Lula: palanques privilegiados para promoção de candidaturas em pré-temporada eleitoral
Se forem levadas em conta apenas as inaugurações, Serra e Lula estão em ritmo bem mais intenso que no ano passado. O governador tucano compareceu a 27 solenidades este ano e o presidente, a 21 (Dilma foi a 22). No mesmo período de 2009, Serra foi a dez inaugurações e Lula, a sete. Em seus discursos, tanto Serra quanto Lula dizem que as obras concluídas são resultado de esforços anteriores, já que estão no último ano do mandato.

As inaugurações se concentram nos três primeiros meses do ano porque a lei proíbe participação de candidatos nessas solenidades durante a campanha. Serra e Dilma não poderão estar nesse tipo de palanque a partir de 6 de julho. Como têm que deixar os cargos públicos na primeira semana de abril, não terão justificativa para essa maratona de inaugurações. O presidente Lula, que não é candidato, avisou que continuará a inaugurar obras até o último dia do ano.

Nesta fase de campanha disfarçada, as obras são a maior vitrine para pré-candidatos. As inaugurações são festivas, com discursos em que as autoridades exaltam os próprios feitos. Além disso, são amplamente noticiadas na imprensa e ainda geram imagens que são registradas por produtoras contratadas pelos partidos para exibição no horário eleitoral gratuito da TV. Até 6 de julho, não há regras para coibir possíveis abusos e propaganda eleitoral antecipada. Resultado: o que antes se limitava a faixas de agradecimento e discursos inflamados nas inaugurações já evoluiu para festas com bandeiras partidárias, carros de som e distribuição de brindes.

Atividades institucionais com viés eleitoral foram motivo de troca de provocações entre Lula e Serra. O presidente ironizou o fato de Serra ter inaugurado a maquete de uma ponte  entre Santos e Guarujá.  Na semana passada, o governador teve intenso contato com os eleitores. Depois de inaugurar uma estação de tratamento em Tremembé, improvisou a visita a uma padaria na vizinha Taubaté.

Juiz defende lei eleitoral mais rigorosa

Rio (AE) - Uma situação inusitada acontece neste período de vácuo nas regras para as eleições: políticos recorrem a formas de propaganda que são proibidas a partir de 6 de julho. Um exemplo é a distribuição de brindes, vetada pela lei durante a campanha. Na semana passada, moradores foram presenteados com camisetas do vereador Claudinho da Academia, na inauguração do complexo esportivo da favela da Rocinha, com a inscrição "Lula e Cabral contra a desigualdade social". À noite, durante comemoração pelo Dia das Mulheres, foram distribuídas ventarolas com as imagens do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff e a inscrição "ele é o cara" de um lado e "ela é a coroa" de outro. Lula, Dilma e o governador Sérgio Cabral (PMDB) estavam presentes nas duas solenidades com ares de comício.

"Qualquer campanha eleitoral precisa de atenção muito antes do período da propaganda autorizada. Se não houver rigor no início e resposta efetiva, a antecipação da campanha vai avançando, por vários instrumentos", alerta o juiz Luiz Márcio Pereira, coordenador da fiscalização da propaganda eleitoral no Estado do Rio.

Considerado "xiita" até por colegas magistrados, Luiz Márcio quer mudanças na lei para ampliar o período das restrições aos candidatos. Embora fale em tese, sem comentar situações específicas, o juiz defende que lançamento de projetos, visitas a obras e inaugurações não tenham faixas de agradecimento a prováveis candidatos.

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comentários

valdinhosouza@...19/03/2010 @ 07h20
ISSO É UMA ABERRAÇÃO DOS POLITICOS BRASILEIROS, DE UM LADO EM PRESIDENTE LOCOCANDO UMA CANDIDATA DE GUÉLA ABAIXO E DO OUTRO O MEDO DE UM GOVERNADOR DE FICAR SEM MANDATO ALGUM DEPOIS DAS ELEIÇÕES DE 2010 NO BRASIL. LEI MESMO SÓ PRA PÉ DE CHILENO VELHO, POR QUE SE O CHILENO FOR NOVO NEN LEI TEM. OS MAGISTRADOS DO BRASIL TEM QUE INVESTIGAR ENREQUECIMENTO DOS PREFEITOS DE CIDADES PEQUENAS, DELES(PREFEITOS) E DA FAMÍLIA ATÉ 3º GRAU, FAÇAN PELO BRASIL O QUE OS BRASILEIRO QUEREN VER ACONTECER DE VERDADE.
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