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Economia

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Mais de 90% das negociações no RN repuseram inflação

Publicação: 19 de Março de 2010 às 00:00
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Em 2009, 91% das negociações salariais realizadas no Rio Grande do Norte conseguiram repor a inflação dos 12 meses anteriores ao reajuste, com todos os setores da economia do estado sendo beneficiados.  De acordo com estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os dados demonstram que os reajustes salariais foram pouco afetados pela crise financeira internacional, que durou dos últimos meses de 2008 até meados de 2009. Mesmo com o resultado positivo, a representação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Natal afirma que os salários estão longe do ideal.

Marcelo BarrosoEm 12 meses, os trabalhadores potiguares conseguiram ganhos acima do INPC medido pelo IBGEEm 12 meses, os trabalhadores potiguares conseguiram ganhos acima do INPC medido pelo IBGE
O levantamento mostra que ao longo de 2009, todos os setores da economia norte-riograndense obtiveram correção nos salários em patamares acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 5,26% no ano passado. Os dois setores com maior destaque foram a indústria e o comércio, por apresentarem esse comportamento em 100% das convenções analisadas. Em 2008, 50% das negociações analisadas no estado haviam apresentado ganhos superiores ao INPC.

A análise do Dieese mostra também que o reajuste anual do salário mínimo nacional vem se tornando um aliado na elevação dos valores dos pisos salariais, bem como nos reajustes dos salários mais baixos, incidindo sobre as faixas salariais próximas do mínimo.

O presidente da representação da CUT em Natal, José Rodrigues Sobrinho, diz considerar o quadro mostrado pelo Dieese como bastante positivo. Entretanto, ele enfatiza que a mobilização de classes por melhores salários é essencial, uma vez que as categorias mais combativas costumam conseguir aumentos significativos. "O ganho que conseguimos no ano passado foi o possível, mas está longe do ideal", avalia.

Para 2010, é esperado um resultado ainda mais positivo do que em 2009, entre as negociações coletivas de salários, pelas estimativas atuais apontarem para uma expansão do nível de emprego até o final deste ano.

Brasil

Em todo o país, o Dieese apontou que em um universo de 692 negociações, 553 obtiveram correções salariais acima do INPC, o que corresponde a 80%. Dentre as demais, 12,7% conseguiram correção igual ao INPC e nas outras 7,3% o reajuste foi inferior ao índice.

Em 2009, mais de 80% das categorias analisadas apresentaram ganho real com os reajustes salariais, enquanto no ano anterior, o percentual foi de 76,1%.

Resultado positivo deve se repetir

São Paulo (AE) - A inflação baixa e o crescimento econômico elevado deverão contribuir para que todas as categorias trabalhistas acompanhadas pelo Dieese consigam reajustes salariais iguais ou acima da inflação neste ano. A previsão é do coordenador de Relações Sindicais da entidade, José Silvestre Prado de Oliveira. Em 2009, 93% de 692 categorias obtiveram esse resultado.

Segundo ele, se confirmada a tendência de uma inflação semelhante à de 2009 e um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 5% e 6%, "a proporção de categorias com reajustes iguais ou maiores que a inflação vai chegar a 100% em 2010, superando o resultado de 2009", afirmou.

Silvestre explicou que, em 2009, a inflação teve mais influência que o PIB na definição dos reajustes salariais. No ano passado, o INPC ficou, em média, em 5,26% em cada data-base, e o PIB caiu 0,12%. Em 2008, por exemplo, a economia cresceu 5,1%, a inflação registrou média de 6,46% e a porcentagem de categorias com reajustes iguais ou maiores que a inflação foi de 88,5%, menos que os 93% de 2009.

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