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Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

“Mandamentos do PCC” serão investigados

Publicação: 13 de Março de 2010 às 00:00
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O papel com os “mandamentos do PCC (Primeiro Comando da Capital)”, encontrados em uma das celas do presídio de Alcaçuz, na Grande Natal, foi enviado para o serviço de inteligência penitenciária do Estado. O objetivo é que haja uma investigação a fim de se descobrir a origem do escrito.

O papel foi encontrado na cela onde estava Elias de França Ferreira, detento a quem a polícia diz pertencer “os mandamentos”. “É um homem preso comum, lá da favela do Japão, nas Quintas, não significa que ele seja do PCC, vamos investigar”, disse o secretário de Justiça e Cidadania, Leonardo Arruda. De fato, o achado merece a atenção da polícia potiguar, mas a bem da verdade, pode muito bem se tratar de uma “souvenir” de  um preso comum, já que o estatuto pode ser encontrado inclusive na internet. “Alguém de fora pode ter ido deixar aquele papel para ele lá”, ressaltou Leonardo Arruda.

O PCC foi fundado em 1993, mas ganhou destaque na mídia em maio de 2006, quando iniciou uma onda de ataques violentos contra forças policiais no estado de São Paulo, se espalhando por outros estados do país. Mas em 2001, vários veículos da imprensa descobriram o tal estatuto, que cria 16 regras para os que fazem parte do “partido”.

Em Alcaçuz o papel com o estatuto foi encontrado durante uma revista realizada na última quinta-feira. O trabalho foi feito por cerca de trezentos alunos do curso de formação para agentes penitenciários. “Foi o primeiro contato deles com a realidade carcerária”, disse o secretário Leonardo Arruda. O setor de inteligência do Departamento Penitenciário Nacional também está auxiliando nas investigações sobre a origem da carta com o estatuto do PCC.
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comentários

gsloan@...19/3/2010 @ 09h05
É totalmente improvável que este suposto estatuto do "PCC", que foi encontrado durante essa revista surpresa, em Alcaçús, ou seja, ?souvenir? de um preso comum, a bem da verdade tudo tem que ser minuciosamente investigado, inclusive de quem partiu o contato para que esse papel com o estatuto tenha sido infiltrado na penintenciária e chegado às mãos desse detento. Só o fato de ter acontecido assim, merece tirar as barbas de molho e colocar para enxugar rapidamente, antes que uma onda de ataques venham a fazer parte, Deus nos livre, de nossa sociedade potiguar, a exemplo do que aconteceu no Estado de São Paulo no ano de 2006.
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