Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 26°Natal - 26°

Internacional

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Manuel Zelaya qualifica proposta como "insulto"

Publicação: 21 de Outubro de 2009 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

Tegucigalpa (AE) - Na véspera de completar um mês hospedado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, qualificou ontem como "insulto" a proposta apresentada pela comissão negociadora do governo de facto e deu sinais de que a nova tentativa de diálogo será incapaz de superar o atual impasse.

A proposta que estancou as negociações foi apresentada pelos golpistas na noite de segunda-feira. Representantes do presidente de facto Roberto Micheletti disseram que a mesa de diálogo teria soberania para decidir sobre a restituição de Zelaya, mas apenas depois de "consultar" a Corte Suprema de Justiça e o Congresso.

Para Zelaya, as propostas do governo de facto são "uma manipulação, um jogo, uma nova bofetada do regime no mundo". Ele sustenta que a decisão sobre seu regresso é uma decisão política, que deve se submeter apenas ao Legislativo. "Nós já fizemos nossa proposta", rebateu a porta-voz da comissão negociadora do regime de facto, Vilma Morales. "Quando colocamos uma proposta sobre a mesa é porque queremos uma resposta."

Um dos membros da comissão que representa Zelaya, Víctor Meza, declarou que só voltará à mesa de negociação depois que o governo de facto apresentar uma proposta construtiva. A posição crítica contrasta com o tom otimista demonstrado ontem pelo enviado da Organização dos Estados Americanos (OEA), John Biehl.

"Nunca daremos um diálogo por fracassado. Não perdemos nem perderemos nunca a fé no que os hondurenhos estão fazendo", disse. "Apesar da estagnação, estou absolutamente convencido de que os hondurenhos se reconciliarão e fortalecerão sua democracia."

O grupo de Micheletti tenta ganhar tempo até 29 de novembro, quando deve ocorrer uma nova eleição presidencial. A comunidade internacional já afirmou, no entanto, que não reconhecerá o resultado de nenhuma eleição que seja realizada sob os auspícios de um governo ilegítimo.

Com o impasse na negociação política, cresce a movimentação dos grupos em torno das eleições de novembro. Membros da Frente de Nacional de Resistência (FNR), ala mais radical que apoia Zelaya, prometem impedir a realização da eleição.


Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres
Tribuna do Norte