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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Maria Luíza: 7 meses de mistério

Publicação: 21 de Novembro de 2009 às 00:00
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Reberta Trindade - Repórter

Há exatos sete meses, a estudante Maria Luíza Fernandes Bezerra, de 15 anos, foi assassinada brutalmente. O corpo da adolescente  foi encontrado seis dias após o seu desaparecimento, em um morro no Jardim América, em estado de putrefação e com um galho de árvore introduzido nos órgãos genitais da vítima. De lá pra cá, diligências,  investigações, algumas prisões, alvará de soltura, muito sofrimento e a força inigualável de uma mulher que tem pressa. Roselene Fernandes Bezerra, 39, conhecida como Leninha, é a mãe da estudante que   garante que os culpados  pela morte da filha serão punidos. Foi ela quem começou a investigar o desaparecimento de Maria Luíza, antes da polícia iniciar as diligências. A luta para colocar os criminosos atrás das grades parece estar só no começo, porém, Leninha não desiste e afirma com veemência que quatro homens mataram a garota que sonhava em ser advogada, apesar da mãe desejar ver Maria Luíza formada em medicina.

A família da vítima não é mais a mesma, embora, com muita dificuldade, ainda tente se reerguer diante da difícil tarefa de conviver com a ausência de um ente querido e com a impunidade tão presente neste caso. Hoje não há nenhum suspeito preso.  

Os pais e as irmãs de 13 e 20 anos se mudaram da casa onde moravam com a estudante, no bairro do Bom Pastor. Seguiram para o Barro Vermelho e hoje moram em outra localidade em Natal.

O principal motivo da mudança de endereço foram as ameaças que Leninha recebia através do telefone. "Constantemente me ligavam dizendo que iriam me matar. Quando comecei a procurar minha filha descobri também uma boca-de-fumo nas proximidades de onde morávamos e denunciei".

As ameaças de morte começaram após o sepultamento de Maria Luíza. "Descobri que minha filha saía de casa para namorar um rapaz em uma pracinha, em Cidade da Esperança. No caminho, ela passava próximo a  casa de Thiago Rodrigues Pereira, o "Cabeção", sócio de uma boca-de-fumo com um homem identificado como "Carteira". Quando Maria passava pela casa dele Thiago dizia que  ela ainda seria dele. Em depoimento à polícia, a namorada de Cabeção chegou a afirmar que o casal havia discutido, algumas vezes, por causa de Maria Luiza, mas minha filha nunca se aproximou desse homem".

Leninha lembra que depois do desaparecimento da filha espalhou cartazes com a foto da garota por toda a cidade e chegou até Thiago. "Me disseram que ele gostava dela. Procurei Cabeção, ele disse ter visto Maria  caminhando na rua e que ela estava vestida com a camisa do América (time de futebol), com um short até o joelho e com uma sandália verde. Ele foi detalhista e me surpreendeu como falou de Maria Luiza. Ela estava vestida desta forma quando desapareceu".

Roselene continua: "Durante minhas investigações me contaram que Thiago Cabeção era apaixonado por Maria Luíza e que quando estava com os amigos afirmava que minha filha "seria dele".

Leninha ainda mantém intacto o último caderno usado por Maria Luíza, quando cursava o 2º ano do 2º grau, a bíblia rosa e as sapatilhas de balé de cor branca que a adolescente usava nas aulas de dança.

Investigações

A delegada Adriana Shirley Caldas, titular da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente que preside o inquérito policial onde é apurada a morte da estudante explica que o caso de Maria Luíza está em segredo de justiça e que as investigações continuam. "Thiago foi indiciado. Ainda não podemos afirmar quantas pessoas participaram do assassinato e mesmo que pudéssemos não diria para não atrapalhar as investigações que são sigilosas. "Há indícios fortes da participação de Thiago Cabeção", conclui a delegada.  


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comentários

saintvitoria@...21/11/2009 @ 14h30
é o seguinte: Brasil-Nordeste-Rio Grande do Norte-Natal-Zona Norte=Impunidade;Violência impunidade corrupção miseria impunidade. enfim o Carnatal vem ai.... lembrar pra que ?
marilucy.brasil@...21/11/2009 @ 11h19
Esses crimes só serão solucionados quando a lei de habeas corpus, alvarás de soltura e tantos outros recursos forem suspensos. Se havia forte indício da participação desse infeliz e de outros, que a justiça desse um jeito de mantê-los detidos, mas, como o nosso código penal, que está precisando de uma séria revisão, permite tais brechas, infelizmente os bandidos ficam soltos e os inocentes presos em suas casas. Mas, acredito numa justiça maior, acima dos homens e um dia esse bandidos pagarão muito caro, é só esperar. Deus não dorme! Desejo Paz, esperança e fé a essa família que perdeu a jovem Maria Luíza.
Tribuna do Norte