Equipes de fuzileiros navais retiraram por volta das 9h deste domingo a maioria dos blindados que ocupavam o Complexo do Caju, na zona portuária do Rio. Apenas dois continuam em um dos acessos à Barreira do Vasco, que integra o Complexo do Caju.
O governador do Rio Sérgio Cabral irá, ainda na manhã deste domingo, até o Quartel General da Polícia Militar - centro de comando e controle da operação de pacificação do Complexo do Caju - para uma reunião com o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame. Após o encontro, que deve ter a presença da chefe da Polícia Civil do Estado, Martha Rocha, o governador deve falar com a imprensa.
O clima é de apreensão entre moradores. "Fiquei assustado né?! Saí para trabalhar ontem e dei de cara com um monte de militares e tanques aqui hoje", disse o vigia Antonio Ferreira, 50, à Folha, ao descer de um ônibus com outros moradores e seguir às pressas para o interior da favela Parque Alegria.
Cerca de 2.000 policiais militares e civis e 200 fuzileiros navais começaram a ocupar o Complexo do Caju, na zona portuária do Rio, por volta das 5h deste domingo. Até o momento, não há informações de confronto. O clima é de aparente tranquilidade nas entradas das favelas e o comércio funciona normalmente. Os fuzileiros navais destroem barricadas de concreto construídas pelo tráfico de drogas para dificultar a entrada da policia nas favelas do complexo.
Policiais realizam blitzen e abordam suspeitos que entram e saem das comunidades. Todos os acessos das favelas estão cercados pelos 17 veículos blindados da Marinha.
Até as 7h, ao menos dois suspeitos foram detidos com uma arma de brinquedo na altura da Barreira do Vasco. A polícia também apreendeu drogas, mas a quantidade ainda não foi divulgada.
Bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro devem ser hasteadas numa praça do Conjunto Boa Esperança, perto da favela Parque Alegria. Elas simbolizam a ocupação do território pelas autoridades. Atiradores de elite da PM também estão posicionados em áreas estratégicas.
UPPS
A previsão é que o conjunto de favelas do Caju receba duas novas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Com elas, a cidade passa a ter 32 unidades.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame com o tempo será pensada a necessidade de se instalar uma terceira base da UPP na região. "É preciso pensar. Afinal, a região não é uma linha reta. Tem várias pontas e precisamos cobri-la. Então, estudaremos isso com o tempo", afirma Beltrame.
A Marinha já participou de outras ocupações para implantação de UPP. A corporação esteve presente nas ações nos Complexos do Alemão, Penha e Manguinhos, na zona norte, e na Rocinha, zona sul.
O complexo do Caju é dominado por traficantes da facção criminosa Comando Vermelho. Cerca de 20 mil pessoas vivem na região, de acordo com o Censo 2010.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, esse é o último passo antes de ocupar as favelas vizinhas do Complexo da Maré, que tem mais de 130 mil habitantes.
Localizada entre as principais vias da cidade --avenida Brasil e Linhas Vermelha e Amarela-- o aglomerado de favelas é rota obrigatória para quem chega ao Rio pelo aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, zona norte, e precisa se deslocar em direção ao centro ou zona sul.
*Fonte: UOL
O governador do Rio Sérgio Cabral irá, ainda na manhã deste domingo, até o Quartel General da Polícia Militar - centro de comando e controle da operação de pacificação do Complexo do Caju - para uma reunião com o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame. Após o encontro, que deve ter a presença da chefe da Polícia Civil do Estado, Martha Rocha, o governador deve falar com a imprensa.
O clima é de apreensão entre moradores. "Fiquei assustado né?! Saí para trabalhar ontem e dei de cara com um monte de militares e tanques aqui hoje", disse o vigia Antonio Ferreira, 50, à Folha, ao descer de um ônibus com outros moradores e seguir às pressas para o interior da favela Parque Alegria.
Cerca de 2.000 policiais militares e civis e 200 fuzileiros navais começaram a ocupar o Complexo do Caju, na zona portuária do Rio, por volta das 5h deste domingo. Até o momento, não há informações de confronto. O clima é de aparente tranquilidade nas entradas das favelas e o comércio funciona normalmente. Os fuzileiros navais destroem barricadas de concreto construídas pelo tráfico de drogas para dificultar a entrada da policia nas favelas do complexo.
Policiais realizam blitzen e abordam suspeitos que entram e saem das comunidades. Todos os acessos das favelas estão cercados pelos 17 veículos blindados da Marinha.
Até as 7h, ao menos dois suspeitos foram detidos com uma arma de brinquedo na altura da Barreira do Vasco. A polícia também apreendeu drogas, mas a quantidade ainda não foi divulgada.
Bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro devem ser hasteadas numa praça do Conjunto Boa Esperança, perto da favela Parque Alegria. Elas simbolizam a ocupação do território pelas autoridades. Atiradores de elite da PM também estão posicionados em áreas estratégicas.
UPPS
A previsão é que o conjunto de favelas do Caju receba duas novas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Com elas, a cidade passa a ter 32 unidades.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame com o tempo será pensada a necessidade de se instalar uma terceira base da UPP na região. "É preciso pensar. Afinal, a região não é uma linha reta. Tem várias pontas e precisamos cobri-la. Então, estudaremos isso com o tempo", afirma Beltrame.
A Marinha já participou de outras ocupações para implantação de UPP. A corporação esteve presente nas ações nos Complexos do Alemão, Penha e Manguinhos, na zona norte, e na Rocinha, zona sul.
O complexo do Caju é dominado por traficantes da facção criminosa Comando Vermelho. Cerca de 20 mil pessoas vivem na região, de acordo com o Censo 2010.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, esse é o último passo antes de ocupar as favelas vizinhas do Complexo da Maré, que tem mais de 130 mil habitantes.
Localizada entre as principais vias da cidade --avenida Brasil e Linhas Vermelha e Amarela-- o aglomerado de favelas é rota obrigatória para quem chega ao Rio pelo aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), na Ilha do Governador, zona norte, e precisa se deslocar em direção ao centro ou zona sul.
*Fonte: UOL