Tádzio França e Cinthia Lopes
O jeitão tranquilo, de eterno sorriso no rosto, é a imagem que acompanha a cantora Mart’nália de forma tão direta quanto sua música ensolarada, cheia de sentimento e malandragem. Parece ser a postura dela também no dia a dia. Em entrevista por e-mail ao VIVER, ela pontua suas respostas de reticências e risadas, entre frases curtas e diretas. Talvez a filha de Martinho da Vila já esteja no clima de seu novo trabalho, “Não tente compreender”, saindo pela gravadora Biscoito Fino, especializada em MPB refinada. É o show que ela mostrará domingo, às 20h, no Teatro Riachuelo.
A sambista experimenta pela primeira vez ressaltar um pouco mais a guitarra em suas canções, ficando de igual para igual com a cuíca, o pandeiro e o tamborim. No CD a artista experimentou uma nova instrumentação com o auxílio da direção e produção musical de Djavan, que arregimentou novos músicos e emprestou um pouco do seu groove ao estilo característico da artista, que transita pelo samba, o pop e a MPB. Não é exatamente uma novidade para Mart’nália, como ela mesma afirma na entrevista. “Música pop eu sempre fiz, mas com rock eu curti de montão”, disse, bem humorada. Com respaldo dos tradicionalistas e dos novos fãs de samba, ela circula com ginga entre gêneros musicais. Aí deve estar a verdadeira malandragem. Mart’nália fala um pouco sobre tudo:
O “Não tente compreender” que dá título ao seu novo trabalho, é uma espécie de aviso ao público de que já era chegada a hora de tirar um pouco o pé do samba? Ou o desejo de fazer um disco, com repertório de artistas que admira, lhe acompanha desde o início da carreira?
É tudo isso, junto com a vontade de cantar músicas variadas e de amor foi muito forte.
Como foi experimentar com o rock/pop e o soul no novo trabalho? Há estranhamento por parte dos adeptos do samba?
Música pop eu sempre fiz, desde meu primeiro disco, mas algo com uma pegada mais rock foi a primeira vez...e curti um ‘montão’. E não percebi estranhamento. Vi que está todo mundo elogiando e gostando.
Você sente que o público do samba é “xiita” em relação às suas divisões (clássico, raiz, moderno, romântico, pagode, etc), ou é algo mais tranquilo?
Acho que é algo mais tranquilo. Pelo menos da parte do público que gosta do meu samba…
A busca por sons mais tradicionais atrapalham a renovação do samba, de alguma forma?
De forma alguma. Você pode fazer renovação no simples modo de cantar…Trazer vida para uma harmonia ou melodia antiga, se necessário for. Mas é claro que há gravações que é uma pena existir regravações…
Numa entrevista recente você disse algo semelhante ao velho ditado de plantar aquela árvore ou escrever um livro: ”Vai que eu morro, né? Aí, pelo menos, cantei meu rock’n’roll”... você gostou da experiência? Que outros “rocks” gostaria de cantar na vida?
Eu adorei tudo que pude colocar nesse disco. Tentei um Lulu Santos, um Cazuza…e por aí vou tentando…(risos)
Muita gente ainda te pensa “à sombra” do Martinho da Vila? Houve isso ou é assunto superado para você?
Meu pai é minha paixão, podem pensar a vontade. Ele é a melhor coisa para mim.
Você também usa sonoridades africanas em seus discos. Sempre fez questão de experimentar outros sons?
Sempre. Desde balde a outros instrumentos pelos lugares onde vou passando. Na África em especial, porque desde menina vou lá com meu pai…
Como foi sua participação na edição de Londres do festival Back2Black?
Foi lindão! Foi a primeira apresentação do ‘Não tente compreender’ fora do Brasil e a primeira depois do acidente do ônibus. Ficamos muito emocionados e parece que todo mundo gostou muito.
No novo disco, há uma mescla de compositores mais conhecidos, amigos e alguns novatos. Tem ouvido muito gente nova, quem você destacaria dessa nova geração de artistas/compositores?
Gostei demais do André Carvalho que é carioca e filho do Dadi (do A cor do som), também do Junior Almeida, que também é alagoano e é incrível… e tem também outras pessoas que não consegui gravar, como Dani Black.
O show em Natal será focado nessa mistura de sonoridades, o novo disco e algum repertório dos álbuns anteriores?
O show de Natal será com todos os sucessos meus e algumas do disco novo…
Essa é sua primeira vez aqui, já tinha vindo aqui em outra ocasião?
Já estive aí algumas vezes com meu pai. Já me apresentei numa edição do Projeto Seis e Meia, e num outro show há uns seis anos atrás. Estou muito feliz de estar indo de novo! Beijos!
Serviço: Mart’nália – Não Tente Compreender. Domingo, às 20h, no Teatro Riachuelo. Preço: R$100 (inteira) e R$50 (estudante). Tel.: 4008-3700.
O jeitão tranquilo, de eterno sorriso no rosto, é a imagem que acompanha a cantora Mart’nália de forma tão direta quanto sua música ensolarada, cheia de sentimento e malandragem. Parece ser a postura dela também no dia a dia. Em entrevista por e-mail ao VIVER, ela pontua suas respostas de reticências e risadas, entre frases curtas e diretas. Talvez a filha de Martinho da Vila já esteja no clima de seu novo trabalho, “Não tente compreender”, saindo pela gravadora Biscoito Fino, especializada em MPB refinada. É o show que ela mostrará domingo, às 20h, no Teatro Riachuelo.
Divulgação
Sambista experimenta outras sonoridades como rock, soul e pop no show Não Tente Compreender, sua primeira apresentação solo em Natal.
Sambista experimenta outras sonoridades como rock, soul e pop no show Não Tente Compreender, sua primeira apresentação solo em Natal.A sambista experimenta pela primeira vez ressaltar um pouco mais a guitarra em suas canções, ficando de igual para igual com a cuíca, o pandeiro e o tamborim. No CD a artista experimentou uma nova instrumentação com o auxílio da direção e produção musical de Djavan, que arregimentou novos músicos e emprestou um pouco do seu groove ao estilo característico da artista, que transita pelo samba, o pop e a MPB. Não é exatamente uma novidade para Mart’nália, como ela mesma afirma na entrevista. “Música pop eu sempre fiz, mas com rock eu curti de montão”, disse, bem humorada. Com respaldo dos tradicionalistas e dos novos fãs de samba, ela circula com ginga entre gêneros musicais. Aí deve estar a verdadeira malandragem. Mart’nália fala um pouco sobre tudo:
O “Não tente compreender” que dá título ao seu novo trabalho, é uma espécie de aviso ao público de que já era chegada a hora de tirar um pouco o pé do samba? Ou o desejo de fazer um disco, com repertório de artistas que admira, lhe acompanha desde o início da carreira?
É tudo isso, junto com a vontade de cantar músicas variadas e de amor foi muito forte.
Como foi experimentar com o rock/pop e o soul no novo trabalho? Há estranhamento por parte dos adeptos do samba?
Música pop eu sempre fiz, desde meu primeiro disco, mas algo com uma pegada mais rock foi a primeira vez...e curti um ‘montão’. E não percebi estranhamento. Vi que está todo mundo elogiando e gostando.
Você sente que o público do samba é “xiita” em relação às suas divisões (clássico, raiz, moderno, romântico, pagode, etc), ou é algo mais tranquilo?
Acho que é algo mais tranquilo. Pelo menos da parte do público que gosta do meu samba…
A busca por sons mais tradicionais atrapalham a renovação do samba, de alguma forma?
De forma alguma. Você pode fazer renovação no simples modo de cantar…Trazer vida para uma harmonia ou melodia antiga, se necessário for. Mas é claro que há gravações que é uma pena existir regravações…
Numa entrevista recente você disse algo semelhante ao velho ditado de plantar aquela árvore ou escrever um livro: ”Vai que eu morro, né? Aí, pelo menos, cantei meu rock’n’roll”... você gostou da experiência? Que outros “rocks” gostaria de cantar na vida?
Eu adorei tudo que pude colocar nesse disco. Tentei um Lulu Santos, um Cazuza…e por aí vou tentando…(risos)
Muita gente ainda te pensa “à sombra” do Martinho da Vila? Houve isso ou é assunto superado para você?
Meu pai é minha paixão, podem pensar a vontade. Ele é a melhor coisa para mim.
Você também usa sonoridades africanas em seus discos. Sempre fez questão de experimentar outros sons?
Sempre. Desde balde a outros instrumentos pelos lugares onde vou passando. Na África em especial, porque desde menina vou lá com meu pai…
Como foi sua participação na edição de Londres do festival Back2Black?
Foi lindão! Foi a primeira apresentação do ‘Não tente compreender’ fora do Brasil e a primeira depois do acidente do ônibus. Ficamos muito emocionados e parece que todo mundo gostou muito.
No novo disco, há uma mescla de compositores mais conhecidos, amigos e alguns novatos. Tem ouvido muito gente nova, quem você destacaria dessa nova geração de artistas/compositores?
Gostei demais do André Carvalho que é carioca e filho do Dadi (do A cor do som), também do Junior Almeida, que também é alagoano e é incrível… e tem também outras pessoas que não consegui gravar, como Dani Black.
O show em Natal será focado nessa mistura de sonoridades, o novo disco e algum repertório dos álbuns anteriores?
O show de Natal será com todos os sucessos meus e algumas do disco novo…
Essa é sua primeira vez aqui, já tinha vindo aqui em outra ocasião?
Já estive aí algumas vezes com meu pai. Já me apresentei numa edição do Projeto Seis e Meia, e num outro show há uns seis anos atrás. Estou muito feliz de estar indo de novo! Beijos!
Serviço: Mart’nália – Não Tente Compreender. Domingo, às 20h, no Teatro Riachuelo. Preço: R$100 (inteira) e R$50 (estudante). Tel.: 4008-3700.