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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Maternidade Divino Amor volta a atender à tarde

Publicação: 26 de Outubro de 2009 às 12:24
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Priscilla Castro - Repórter

Apesar do fim da greve dos médicos, a manhã de hoje foi tranquila na Maternidade Divino Amor, em Parnamirim, porque a unidade ainda não está funcionando. Como nos 29 dias de paralisação, só estão sendo realizados o teste do pezinho, da orelhinha e as campanhas de aleitamento materno. Na frente da maternidade, os cartazes e faixas que anunciaram a greve no último dia 25 de setembro permanecem no local.

Poucas mães usaram os serviços da unidade porque muitas ainda não sabem sobre o fim da greve e as que sabem não podem ser atendidas. A dona de casa Riserlânia Maria é uma das mães que sofreram com a greve da unidade. A reportagem da TN encontrou Riserlânia no dia 16 de outubro sentada em uma cadeira na Maternidade Januário Cicco, 24 horas depois de a bolsa ter estourado, esperando uma vaga para ter o bebê. "Eu tive medo de que acontecesse algo com ele porque já tinha passado do tempo, mas deu tudo certo e hoje eu vim trazer ele para fazer o teste do pezinho", contou, aliviada.

Segundo o diretor administrativo Antônio Veríssimo, os 80 profissionais que formam o corpo médico da maternidade estão presentes na unidade desde o início da manhã, mas não podem trabalhar sem a liberação do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern). A interdição aconteceu durante o período de greve devido a lacunas na escala dos plantões de outubro, por isso a exigência do Conselho para reabrir a unidade é de que a escala para este mês estivesse totalmente preenchida.

Antônio Veríssimo garantiu que enviou o documento para o Cremern na última sexta-feira, mas o vice-presidente do Conselho, Marcos Jácome, disse só ter recebido o documento agora há pouco. "Já estamos passando toda a escala para o arquivo e preparando para assinar a liberação. Provavelmente, até o final da tarde a maternidade já deva estar reaberta e funcionando normalmente porque não vamos precisar ir lá fazer uma visita já que o problema não era nada estrutural, só queríamos ter certeza que a escala estaria preenchida", disse Marcos Jácome.


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comentários

jennerazevedo@...26/10/2009 @ 15h29
Quando os médicos voltaram tiveram uma surpresa: um documento explicando que agora o salário de cada mês só será paga no final do mês subsequente. Tipo, os plantões de novembro serão pagos no fim de dezembro. Mas não explicaram qual o motivo da mudança. Antes da greve sempre foi pago em dia. Os médicos irão se reunir mais uma vez para discutir esta mudança
Tribuna do Norte