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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Médicos ameaçam iniciar greve na terça-feira

Publicação: 05 de Fevereiro de 2010 às 12:11
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Os médicos vinculados à Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) decidiriam, em assembleia na noite desta quinta-feira (4), que entram em greve a partir da próxima terça-feira.

Comunicada da paralisação, a Sesap enviou uma nota à imprensa informando que está finalizando junto à Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos (Searh), os cálculos do impacto financeiro para o Governo do Estado, com a finalidade de atender as reivindicações do Sindicato dos Médicos.

O secretário estadual de Saúde, George Antunes, informou pela nota que segunda-feira (8) será marcada uma reunião com o Gabinete Civil e a Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos, para a apresentação do levantamento financeiro e a formulação de uma proposta oficial do Governo do Estado para apresentar ao Sindicato dos Médicos.

A pauta de reivindicações dos médicos inclui melhoria nas condições de trabalho, desocupação dos corredores dos hospitais, disponibilidade de novos leitos, mais vagas nas UTI´s, contratação de recursos humanos e reajuste salarial.

Segue a íntegra da nota publicada pela Sesap:

"A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) informa que está finalizando juntamente com a Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos (Searh), os cálculos do impacto financeiro para o Governo do Estado, com a finalidade de atender as reivindicações do Sindicato dos Médicos.

O secretário estadual de Saúde, George Antunes, informou que na próxima segunda-feira (8) será marcada uma reunião com o Gabinete Civil e a Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos, para a apresentação do levantamento financeiro e a formulação de uma proposta oficial do Governo do Estado para apresentar ao Sindicato dos Médicos".

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comentários

42gps@...05/02/2010 @ 13h01
Ôba vamos ao caos!!!!!!
cosmos.jr@...05/02/2010 @ 12h31
Duas coisas. Gostaria que o Governo publicasse na imprensa quanto ganham em média esses profissionais, e quanto eles trabalham, para a sociedade saber realmente do que estamos tratando. Segundo, estou realmente pagando pra ver se o Governo, George Antunes à frente, terá a coragem de dar um aumento salarial apenas para os médicos e nada para os demnais profissionais da saúde. Por último: onda anda o Sindsaúde? O que diabo anda fazendo a direção desse controvertido sindicato? A eleição já passou gente. Voltem a, como dizem vocês, lutar!! Ou será porque a "presidente" é medica e já está satisfeita com a mobilização da sua categoria?
fco.fabio.med@...05/02/2010 @ 14h51
infelizmente estamos comprovando o desrespeito da SESAP-R/N(leia-se governo) com a população mais carente; negando-lhe atendimento médico.Façamos um breve relato:ano passado tentou -se acabar com terceirização (via cooperativas ) abrindo concurso público, como os salarios não são atrativos(inicial -R$:2.500,00; final de carreira:R$4.000,00);não houve interessados. Resultado final: faltam médicos; e o estado têm que pagar 300% a mais via cooperativas se quizer tê-los. Reconheçamos os riscos que se submetem esses profissionais, o benefício e o qualificação que requer essa profissão. A propósito: quanto ganha um fiscal de rendas? e um promotor de justiça? ambos pagos pelo estado.
arbr01@...06/02/2010 @ 17h23
A Saúde do estado do Rio Grande do Norte por décadas esta em processo de concordata, por assim dizer. Vamos confiar na competencia e na força de vontade do atual secretário de saúde do estado, George Antunes, que, diga-se de passagem possui todos os méritos´pessoais e profissionais para tentar pelo menos "acalmar" os colegas médicos diminuindo assim o sofrimento da populaçao mais carente.
rcamaraguedes@...07/02/2010 @ 12h20
Vivo a realidade na Saúde Pública há 24 anos e percebo que,para melhorar o atendimento à população,faz-se necessário valorizar o funcionário com um PCCS vinculado ao salário-mínimo(por exemplo:nível superior com 20 horas,piso salarial=10 SM e com 40 horas,piso salarial=20 SM).Além da questão salarial,oferecer Hospitais com boa infra-estrutura e com reposição constante de materiais e medicamentos.Durante a carreira funcional,atualizar o trabalhador com cursos de reciclagem anuais,por exemplo.No meu caso,que atendo urgência e emergência em um Hospital do Estado,sinto que a população está carente de atendimento básico,o qual não está sendo feito pelo Município,o qual tem deficiência de profissionais(Médicos,principalmente),os quais não se sentem atraídos pelos baixos salários e péssimas condições de trabalho.
Tribuna do Norte