A crônica crise na saúde não é uma exclusividade do setor público do país. Na iniciativa privada os problemas também persistem, como é o caso dos pediatras, que em 3 de novembro vão paralisar o atendimento por 24 horas nos hospitais conveniados e em consultórios, se não houver uma resposta dos planos de saúde privada a um reajuste no valor da consulta médica. "Tem convênios que paga R$ 18,00 por uma consulta", diz a médica Kátia Correia, que é dirigente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte.
João Maria Alves
Geraldo Ferreira defende engajamento de toda a categoria
Kátia Correia informou que foi enviada uma carta a todos os planos de saúde, expondo a situação dos pediatras e, exceto a Unimed, nenhum respondeu à categoria dentro do prazo de 30 dias dado à rede conveniada e que venceu no dia 14.
Ela adiantou que os pediatras estão dando mais 20 dias para os planos de saúde responderem se vão oferecer ou não um reajuste no valor da consulta, tendo informado, ainda, que dia 28 haverá uma segunda rodada de negociação com a Unimed, que até agora não ofereceu proposta de reajuste do valor da consulta médica.
Segundo ela, na paralisação de 24 horas, nenhum paciente será atendido fora dos pronto-socorros, sem que pague R$ 80,00 pela consulta. Kátia Correia também disse que esse movimento dos pediatras é nacional, como já ocorreu em Brasília, onde os pediatras conseguiram elevar o valor da consulta a esse valor.
"Ninguém dá nada a ninguém sem luta", diz o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, a respeito da reivindicação dos pediatras, especialidade que vem sofrendo achatamento salarial em decorrência de não ter, por exemplo, como fazer outros procedimentos médicos que garantam uma melhor remuneração, como as especialidades que requer exames clínicos ou cirúrgicos.