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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 14:45

Médicos ameaçam planos

Publicação: 17 de Outubro de 2009 às 00:00
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A crônica crise na saúde não é uma exclusividade do setor público do país. Na iniciativa privada os problemas também persistem, como é o caso dos pediatras, que em 3 de novembro vão paralisar o atendimento por 24 horas nos hospitais conveniados e em consultórios, se não houver uma resposta dos planos de saúde privada a um reajuste no valor da consulta médica. "Tem convênios que paga R$ 18,00 por uma consulta", diz a médica Kátia Correia, que é dirigente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do  Norte.

João Maria AlvesGeraldo Ferreira defende engajamento de toda a categoriaGeraldo Ferreira defende engajamento de toda a categoria
Kátia Correia informou que foi enviada uma carta a todos os planos de saúde, expondo a situação dos pediatras e, exceto a Unimed, nenhum respondeu à categoria dentro do prazo de 30 dias dado à rede conveniada e que venceu no dia 14.

Ela adiantou que os pediatras estão dando mais 20 dias para os planos de saúde responderem se vão oferecer ou não um reajuste no valor da consulta, tendo informado, ainda, que dia 28 haverá uma segunda rodada de negociação com a Unimed, que até agora não ofereceu proposta de reajuste do valor da consulta médica.

Segundo ela, na paralisação de 24 horas, nenhum paciente será atendido fora dos pronto-socorros, sem que pague R$ 80,00 pela consulta. Kátia Correia também disse que esse movimento dos pediatras é nacional, como já ocorreu em Brasília, onde os pediatras conseguiram elevar o valor da consulta a esse valor.

"Ninguém dá nada a ninguém sem luta", diz o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, a respeito da reivindicação dos pediatras, especialidade que vem sofrendo achatamento salarial em decorrência de não ter, por exemplo, como fazer outros procedimentos médicos que garantam uma melhor remuneração, como as especialidades que requer exames clínicos ou cirúrgicos.


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comentários

nirfanes@...17/10/2009 @ 10h23
É MOLE OU QUEREM MAIS DO QUE ISSO. OLHA O DESCASO DA DR KATIA CORREIA QUANDO DIZ: Segundo ela, na paralisação de 24 horas, nenhum paciente será atendido fora dos pronto-socorros, sem que pague R$ 80,00 pela consulta.QUE FALTA DE BOM SENSO DOUTORA. OS PACIENTES , NO CASO CRIANÇAS, TEM SEUS PLANOS PAGOS MENSALMENTE PELOS SEUS PAIS. É PARA ISSO QUE FAZEMOS PLANOS DE SAUDE PARA BUSCARMOS ATENDIMENTO QUANDO NECESSÁRIO, SEJA URGENCIA OU CONSULTA. É UMA AFRONTA DESSA DOUTORA DIZER ISSO.RESOLVAM SUAS QUESTOES ADMINISTRATIVAS SEM DESCONTAR NOS PEQUENINOS USUARIOS.
flaviogeo@...18/10/2009 @ 08h52
Quem nao tem plano de saúde sofre com o descaso do poder público em proporcionar um melhor serviço aos cidadãos. Quem tem plano, sofre com a possibilidade de nao ser atendido, pois os planos nao remuneram bem aos profissionais. O que fazer? a quem pedir socorro? Só ao altissimo Senhor Jesus Cristo!!!haaa, só uma pergunta: de onde saem os melhores profissionais em saúde do RN? das Instituiçoes de ensino publica ou privada?
jjfuturo@...18/10/2009 @ 07h23
Drª. Katia, se a gente for se basear pela situação dos pediatras, acredito que a maioria das categorias teria que paralisar também. Imagine a situação de um professor do Estado no início de carreira apenas com graduação que percebe menos de R$ 5,00 por aula de 40min. A sua categoria recebe no mínimo R$ 18,00 por uma consulta que, dependendo do caso, leva bem menos tempo que o de uma aula. A Srª luta pela vida das crianças; o professor, pela formação e dignidade humanas. O bolo sempre foi e continua sendo muito mal repartido neste País porque o povo brasileiro é muito pacífico. Lute pelos seus direitos sem que pese no bolso dos usuários de planos de saúde, sobretudo dos trabalhadores assalariados que pagam com tanto sacrifício um plano de saúde.
marciguedes@...18/10/2009 @ 01h26
Eu acho válido qualquer tipo de paralização e greve ,nos termos da lei.o que eu acho inadmissivel é médico que fez concurso a 2 anos, sabendo da carga horária e do valor que iria receber como remuneração, passar em um concurso cuja jornada de trabalho é de 40HRS SEMANAIS ganhando x, quando vão assumir querem fazer 8 plantões/MENSAIS de 12hs E GANHAR os mesmos x. è verdade porque conheço uma pediatra que quando foi assumir na prefeitura participiu de uma reunião com os outros médicos convocados e antes mesmo de entrarem em exercício conseguiram reduzir o nº de plantões pela metade. Sem falar que muitas das vezes em maternidades eles fazem ajustes entre si e um dá cobertura ao outro. exemplo.: dias 16 e 20, fulano e sicrano (pediatras) deveriam estar de plantão. dia 16 vai apenas fulano. dia 20 apenas sicrano e, em vez de fulano e sicrano trabalharem 40hs semanais para ganhar x, como estava claro no edital do concurso, fulano e sicrano trabalham 12hs e ganham o mesmo x.assim fica difícil.médico estuda muito, abdica de muita coisa: família, lazer, sono ...deve ganhar bem mesmo. Se vê edital e acha pouco a remuneração não faça o concurso.
jennerazevedo@...02/11/2009 @ 21h18
nirfanes está atacando a médica, mas ela foi só a porta voz da sociedade de pediatria. a decisão é dos pediatras que fazem consultório, não dela. Além do mais a luta é que os convênios paguem um valor menos vergonhoso por uma consulta médica. Isso é só uma paralização, ninguém está cobrando dos pacientes indevidamente, todos foram avisados com 20 dias de antecedência que no dia 3/11/09 haveria uma paralização, eles tem o direito de desmarcar a consulta por outro dia. O movimento não é contra os pacientes e sim contra os convênios que exploram o paciente e os médicos também! E fiquem logo sabendo que haverá descredenciamento em massa caso não haja resposta dos convênios. NENHUM MÉDICO É OBRIGADO A ATENDER POR CONVÊNIO. Em Brasília todo mundo se descredenciou,agora só particular. Por isso, antes de criticar quem deu a entrevista, procure se informar a respeito dos objetivos do movimento.Obrigado.
Tribuna do Norte