Milhares de manifestantes ocupam ruas em cerca de 100 cidades brasileiras

Publicação: 20 de Junho de 2013 às 17:55 | Comentários: 0
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Milhares de manifestantes já ocupam as ruas de mais de cem cidades do país na tarde desta quinta-feira (20), levando a polícia a reforçar a segurança, comerciantes a fecharem as portas e empresas a liberarem os funcionários mais cedo.

As manifestações foram mantidas mesmo após diversas cidades do país anunciarem o recuo no aumento da tarifa de transporte público, reivindicação que deflagrou a onda de protestos por todo o Brasil.

Na região central do Rio de Janeiro, manifestantes começaram a chegar antes das 17h, e marchavam pelas ruas. Horas antes, comerciantes fecharam as portas e bancos e outros estabelecimentos usaram tapumes de madeira para se proteger e evitar destruição, como aconteceu no protesto de segunda-feira, que reuniu cerca de 100 mil pessoas na capital fluminense.

No entorno do estádio do Maracanã, onde as seleções da Espanha e do Taiti disputam partida pela Copa das Confederações, foram colocados cordões de isolamento para evitar confrontos entre policiais e manifestantes.

"Ouvi dizer que a manifestação virá para cá, então fiquei com receio de vir com minha filha. Mas como eu já estava com ingresso, decidi vir", disse o técnico de mecânica André Leite, 42, morador do Rio enquanto ia para o Maracanã.

Em São Paulo, milhares de manifestantes começavam a ocupar a Avenida Paulista, a mais importante da cidade, e em Salvador o protesto acontecia perto da Arena Fonte Nova, onde Nigéria e Uruguai se enfrentarão pela Copa das Confederações. Em Pernambuco, cerca de 50 mil pessoas tomavam as ruas da capital Recife, segundo estimativas da polícia.

As manifestações também aconteciam em capitais de todas as regiões do Brasil, como João Pessoa, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Teresina e Belém.

A presidente Dilma Rousseff, diante dos protestos, decidiu alterar sua agenda de viagens, que incluiria idas ao Japão e a Salvador nos próximos dias.

Com informações da Reuters Brasil


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