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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 00:39

Ministro da Pesca e Aquicultura faz entrega de equipamento em assentamento do RN

Publicação: 29 de Janeiro de 2012 às 15:50
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Margareth Grilo
repórter especial

Em visita ao  Rio Grande do Norte, o ministro da Pesca e Aquicultura, Luís Sérgio Nóbrega de Oliveira, assinou, no início da tarde, deste domingo, 29, no assentamento Rosário (Vila Canudos), no município de Ceará-Mirim, um acordo de cooperação técnica com o Banco do Brasil. A parceria vai ajudar a desenvolver projetos da aquicultura, como foco no cultivo da tilápia, e da fruticultura irrigada em vários municípios do Mato Grande.
Frankie MarconeMinistro Luis Sérgio Nóbrega de Oliveira esteve em Ceará-Mirim neste domingo (29)Ministro Luis Sérgio Nóbrega de Oliveira esteve em Ceará-Mirim neste domingo (29)

O ministro chegou ao assentamento Rosário, onde também fez a entrega de uma escavadeira hidráulica, às 12h40, uma hora e 40 minutos após o horário previsto, devido a atrasos no vôo, que partiu do Rio de Janeiro.

A escavadeira hidráulica foi entregue pelo ministro à vice-reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Fátima Ximenez, para uso na ampliação do Polo de Tilapicultura da região do Mato Grande. Atualmente, a região tem 53 viveiros, dos quais seis no Assentamento Rosário (Vila Canudos). "Essa escavadeira será importante para abrir os tanques e chegarmos a água do subsolo. Digo muito que a tilápia traz a água e a água faz a gente produzir o ano inteiro", arrematou Livânia Frizon, que coordena o Polo de Tilapicultura pelo MPA.

Livânia, que foi a idealizadora do projeto, nesse assentamento, destacou que a região é a que tem maior aquífero no subsolo, condições favoráveis ao desenvolvimento. No entanto, é a que tem menor Índice de Desenvolvimento Humano [O IDH médio da região é de 0599, bem abaixo da média do RN]. O Mato Grande é a segunda região do Estado com mais assentados.

O projeto do cultivo de tilápia é desenvolvido em parceria com a UFRN, que faz a capacitação técnica de trabalhadores e acompanha a produção. Atualmente, 60 assentados fazem curso, de 2 anos, de Aquicultura e Pesca, ministrados por pesquisadores do Instituto Federal de Educação Tecnológica - IFET Paraná. Outros 60 fazem curso de Agropecuária, ministrados pela UFRN e Colégio Agrícola de Jundiaí.

A escavadeira hidraúlica, que custou ao MPA R$ 243.458,00, será utilizada na abertura de, pelo menos, mais 60 tanques na região do Mato Grande, para a cultura de tilápia. No assentamento Rosário, serão abertos mais seis viveiros.

Atualmente, a Vila Canudos possui seis tanques de cultivo da tilápia e uma produção anual chega a 13 toneladas, quando o manejo é feito de forma adequada, segundo o presidente da Copec (Cooperativa de Produtores de Canudos), Zacarias Felipe da Silva. Por viveiro, a produção chega a 1.700 quilos. A meta, de acordo com a Agência Regional de Comercialização - ARCO, que atua em 16 municípios do Mato Grande, é ampliar o número de viveiros em 504 nos próximos cinco anos.

Esta descentralização de recursos, segundo explicou o ministro Luís Sérgio, é só mais uma das que estão sendo feitas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura destinadas à UFRN que já recebeu incentivos para apoio ao desenvolvimento da carcinicultura nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, no valor de R$ R$ 213.285,94 e para implantação da Estação de Aquicultura de Jundiaí - Professor Sebastião Monte, Campus Macaíba, para a qual o MPA já liberou R$ 207.332,08.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o ministro Luís Sérgio disse que é política do governo Dilma - a exemplo do governo Lula - fortalecer os assentamentos. "Tão importante quanto dar a terra é dar condições para a produção. Aqui tem o melhor exemplo produtivo. E se eles já produzem 13 toneladas sem muitos recursos, imagine com mais linhas de crédito e equipamentos. Vão produzir muito mais", afirmou o ministro. Ele elogiou a atuação da UFRN no assentamento, de forma a contribuir para tornar a terra rentável.

A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com o Banco do Brasil é mais um dos compromissos do Ministério, segundo ele, e visa facilitar o acesso dos pescadores e aquicultores ao crédito para o desenvolvimento de sua atividade a juros baixos e com assistência técnica necessária. "Estas ações se destinam ao fortalecimento da aquicultura familiar ou comunitária e a pesca artesanal no país. Todas as ações serão precedidas de um Plano de Trabalho a ser elaborado em conjunto com técnicos especializados".

Criado em 1998, o assentamento Rosário tem 120 famílias.  O presidente da Arco, Edson Rodrigues, explicou que a entidade trabalha com 16 famílias na Vila Canudos nos projetos de agricultura familiar, focada na fruticultura irrigada, e de cultivo de tilápia.

Os assentados cultivam melancia, abacaxi, mamão e banana. No caso do mamão o plantio alcança uma área de 7,5 hectares e uma produção média mensal de 20 toneladas por hectare. No caso do abacaxi, cuja área plantada é de 1,5 hectares, a colheita chega a 60 mil frutos/mês. A produção teve início em 2003. Hoje, 12 anos depois, parte do mamão é exportado e os demais produtos são comercializados no mercado interno do Estado.

Segundo Rodrigues já foi encaminhado um pleito ao MPA para aquisição de um frigorífico. O investimento é de R$ 2 milhões. "Com o frigorífico vamos estar aptos a exportar", diz Rodrigues.

No ato de hoje, realizado na Vila Canudos, do Assentamento Rosário, estiveram presentes o secretário da Agricultura, Pesca e Pecuária, Betinho Rosado, representando a governadora Rosalba Ciarilini; a deputada federal, Fátima Bezerra; o vice-presidente de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, Robson Rocha, e o superintendente estadual do BB, Sérgio Luiz Cordeiro de Oliveira, ente outras autoridades e técnicos da UFRN. O secretário Betinho Rosado garantiu que o governo se preocupa em fechar a cadeia produtiva e, com esse intuito, já procura empresas interessadas em fazer o beneficiamento da tilápia produzida nos assentamentos.

Em Natal, Luiz Sérgio participou ainda da comemoração ao dia de Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira dos pescadores, na Redinha. Durante o evento o ministro foi homenageado com o título de 'Amigo do Pescador Artesanal'.


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comentários

efcollier@...30/01/2012 @ 11h41
Pelo que estou lendo, fico muito triste, não por assentados poderem produzir pescado que é maravilhoso, mais sim pela forma que esta sendo feito, tecnicamente todo produtor de peixe, sabe que estar tudo errado, é uma verdadeira corrupção e desvio de dinheiro publico, beneficiando menos aqueles que querem produzir. Siga o exemplo do nosso vizinho o ceará, o estado que mais produz pescado cultivado no pais, libere as águas públicas, que é lá onde é mais barato produzir pescado sustentavelmente e econômicamente viável e que só o nosso estado não estar liberado, isso é uma imoralidade e um descaso. Temos bons tecnicos no RN, não precisamos de trazer de nenhum lugar técnicos para capacitar piscicultores em nosso estado, precisamos é de gestores que tenham capacidade técnica e não burocratas que não entende de nada e fica enrrolando. Talvez eles nem saiba o que é uma gaiola de criação de peixe, que tem um custo muito inferior a um viveiro escavado, que pode ser adquirido por qualquer pessoa com menor poder aquisitivo. Foi o que fez o ceará, ser o maior produtor do pais, ajudado pela capacidade dos seus governantes em liberar as águas públicas e o uso de gaiolas flutuantes no cultivo de peixes, principalmente a tilápia, o resto é só enrrolação, para gastar dinheiro publico e beneficiar gestores. Com o dinheiro que já foi gasto neste projeto, se ele fosse direcionado da maneira correta, o nosso estado hoje com certeza, estaria entre os maiores produtores de pescado do pais é uma pena.
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