Missa da Quarta-feira de Cinzas reúne fiéis na Catedral Metropolitana

Publicação: 13 de Fevereiro de 2013 às 13:51

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Magnus NascimentoAna Catarina Moura de Oliveira recebeu doações de alguns fiéis que estavam na missaAna Catarina Moura de Oliveira recebeu doações de alguns fiéis que estavam na missa

Valdir Julião -
Repórter

Às vésperas da abertura da Campanha da Fraternidade em Natal, a pedinte Ana Catarina Moura de Oliveira estava sentada, com dois filhos, na porta lateral da Catedral Metropolitana, por causa da missa das 11h em celebração da Quarta-feira de Cinzas e início da Quaresma no calendário litúrgico da Igreja Católica. Uns poucos fiéis, caridosamente, davam alguma doação em dinheiro, na entrada ou na saída da missa, um ato de solidariedade reforçado  em toda Campanha da Fraternidade, que a mendiga Ana Catarina de Oliveira, residente em Mãe Luiza, resumia numa só frase, ao lhe ser perguntado como ela entendia ser a campanha: “É doação!”

O vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, padre Elieson Cassimiro, já havia pregado na homilia, por exemplo, que um fumante de duas carteiras de cigarros ao dia, podia passar a fumar só uma, e com o  dinheiro economizado “ser repartido com os pobres”, a fim de amenizar o seu sofrimento por causa de uma doença, porque tinha fome ou qualquer outra motivação.

No encerramento da missa, o padre Cassimiro lembrou aos presentes sobre a obrigação que os fiéis católicos tinham de jejuar duas vezes por semana até a Semana Santa, a última semana de março deste ano, na quarta e, principalmente, a cada sexta-feira, “que é obrigatório para quem tem entre 14 e 60 anos”. Padre Cassimiro disse ainda que a penitência “não é um ato de desobediência” à Igreja para os demais que estão fora dessa faixa etária, que podem também jejuar em qualquer um desses dias.

O padre Cassimiro explicou que a Quarta-feira de Cinzas representa para a comunidade católica o início da Quaresma, que é móvel porque ocorre de acordo com o calendário  lunar, “como o tempo de 40 dias de penitência para o qual estamos nos preparando para a Páscoa do Senhor”. Segundo dele, “é um dia mais visível de penitência, através do jejum e abstinência de carne que vamos fazer ou de qualquer outro alimento para aqueles que já fazem abstinência de carne por qualquer motivo”.

Mas, acrescentou o padre Cassimiro, que a Quarta-Feira de Cinzas marca o início de um tempo que “deve ser mais devotado para a purificação interior, a conversação e uma reflexão maior sobre a nossa condição humana”.

Padre Cassimiro ainda disse que a Quaresma começa justamente ao encerramento do Carnaval, porque antigamente “surgiu em função da Quaresma, quer dizer, depois que as pessoas faziam suas festas e banquetes, dava um adeus aos carnes, é um modo de dizer, aqui parou, estamos satisfeitos e agora vamos fazer a purificação”.

Na parte final da missa, os fiéis também receberam do padre Cassimiro  a imposição das cinzas, que são feitas de ramos bentos no último Domingo de Ramos. Para a Igreja Católica, as cinzas também são o sinal de penitência e de contingência no mundo, no período em que também se celebra a Campanha da Fraternidade como processo de conversão e transformação da sociedade à luz do Evangelho. “A vida não é vida se não temos dentro dela o espírito de Deus”, disse o padre Elielson Cassimiro.


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