Mais uma vítima da tragédia em Santa Maria morreu e elevou o número de vítimas. Pedro Falcão Pinheiro, 25 anos, morreu neste sábado (2) no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, após passar 34 dias internado na UTI. Complicações renais e pulmonares decorrentes de queimaduras graves e da inalação de gases tóxicos levaram ao falecimento do jovem. É a 240ª vítima a morrer por causa da tragédia em Santa Maria.
Pedro era natural da cidade de Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Segundo a sua página pessoal nas redes sociais, ele estudava no Centro Universitário Franciscano (Unifra) e trabalhava na América Latina Logística.
No dia do incêndio, 235 pessoas morreram imediatamente ou logo depois de chegar aos hospitais da cidade. Nas semanas seguintes, mais quatro pacientes não resistiram às queimaduras ou à intoxicação provocada pela fumaça tóxica produzida pela queima da espuma de isolamento acústico da boate.
A intoxicação pela fumaça foi a principal causa de mortes. A espuma, inapropriada para esse tipo de ambiente, produziu um gás letal quando queimada. Segundo relatos de sobreviventes, uma fumaça preta tomou conta de toda a boate em poucos minutos, antes mesmo que as pessoas pudessem perceber que havia fogo. A inalação dessa fumaça provocou o que os médicos chamam de pneumonite química. Os sintomas da intoxicação foram sentidos por diversas pessoas até cinco dias depois do episódio. Algumas delas foram internadas e precisaram de ventilação mecânica. Além dos intoxicados, 20 pessoas também tiveram queimaduras graves por causa do incêndio.
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Fogo se alastrou rapidamente e fumaça matou 240 pessoas
Fogo se alastrou rapidamente e fumaça matou 240 pessoasPedro era natural da cidade de Santana do Livramento, Rio Grande do Sul. Segundo a sua página pessoal nas redes sociais, ele estudava no Centro Universitário Franciscano (Unifra) e trabalhava na América Latina Logística.
No dia do incêndio, 235 pessoas morreram imediatamente ou logo depois de chegar aos hospitais da cidade. Nas semanas seguintes, mais quatro pacientes não resistiram às queimaduras ou à intoxicação provocada pela fumaça tóxica produzida pela queima da espuma de isolamento acústico da boate.
A intoxicação pela fumaça foi a principal causa de mortes. A espuma, inapropriada para esse tipo de ambiente, produziu um gás letal quando queimada. Segundo relatos de sobreviventes, uma fumaça preta tomou conta de toda a boate em poucos minutos, antes mesmo que as pessoas pudessem perceber que havia fogo. A inalação dessa fumaça provocou o que os médicos chamam de pneumonite química. Os sintomas da intoxicação foram sentidos por diversas pessoas até cinco dias depois do episódio. Algumas delas foram internadas e precisaram de ventilação mecânica. Além dos intoxicados, 20 pessoas também tiveram queimaduras graves por causa do incêndio.