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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Moscas e temperatura alta criam surto de diarréia em Mossoró

Publicação: 07 de Fevereiro de 2010 às 08:31
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A proliferação de moscas e a alta temperatura estão resultando num surto de diarréia em Mossoró, a 285 quilômetros de Natal. O número de casos atendidos nos hospitais públicos e privados aumenta a cada dia. Somente na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Santo Antônio, foram quase 400 atendimentos no mês de janeiro. Número bem acima do registrado em períodos normais.

Segundo a diretora desta UPA, Maria José de Carvalho, desde o final de dezembro que a diarréia vem se alastrando na cidade, acompanhada de vômito.

Ela disse que é normal que neste período do ano ocorra o crescimento de casos de diarréia e vômito. "De janeiro a março, geralmente acontece esse surto", relatou.

Durante visita à UPA, a reportagem pôde constatar a presença de algumas pessoas com a doença, como o aposentado Manuel Feliciano de Almeida. A filha dele, Maria Feliciano Barreto, contou que a doença tinha "pego" o seu pai há dois dias e que ele não parava de ir ao banheiro, sofrendo também com vômitos constantes. "Eu estava preocupada porque ele não melhorava, mas quando cheguei aqui (UPA) vi que a doença está bastante comum e fiquei mais tranquila", relatou Maria.

A principal vítima da diarréia nessa temporada tem sido os adultos (329 casos em um mês), mas as crianças e adolescentes também não estão imunes.

Foi o caso da pequena Marília Gabriela Couto, de 4 anos, que há mais de três sofria com a doença. Levada à UPA pela mãe Gerlânia Fernandes do Couto, a menina apresentava recuperação e pedia para voltar para casa. "Ela (Marília) fica pedindo para brincar com o irmão que ficou em casa", declarou Gerlânia.

O presidente da Associação Médica de Mossoró, João Firmino Neto, reiterou que o aumento de casos de diarréia é comum nesta época do ano. "É uma doença sazonal que sempre atingi a população nos primeiros meses do ano", explicou.

João Firmino informou que os casos de diarréia estão sendo provocados pelo rotavírus, e a contaminação ocorre pelo contato de pessoa para pessoa, pela sujeira das mãos ou pelo contato com superfícies contaminadas. "O vírus também pode ser transmitido pelo consumo de alimentos crus manipulados sem higiene das mãos", acrescentou.

A pessoa afetada fica de três a cinco dias acometida pela doença. A melhor forma de recuperação é a hidratação, "que pode ser feita até com soro caseiro em casa mesmo", afirmou João Firmino.
Na UPA do Alto São Manoel, o surto da diarréia foi menos sentido, informou Ana Borges, diretora do local. Ela disse que não podia informar o número de atendimentos do mês de janeiro porque a estatística ainda não tinha fechado os dados.

Segundo Ana, a diarréia atinge principalmente os bairros mais periféricos, explicando assim a alta incidência na área atendida pela UPA do Santo Antônio, que, além do bairro-sede, atende também a Bom Jardim, Estrada da Raiz, Santa Helena, entre outros.

Fonte: Jornal De Faton

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