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Política

Natal, 29 de Julho de 2010 | Atualizado às 22:48

MP vê contradições em depoimentos de acusados

Publicação: 12 de Março de 2010 às 00:00
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O Ministério Público se pronunciou ontem, após ouvir os interrogatórios dos últimos entre os 22 réus da Operação Impacto, dizendo, de maneira categórica, que foram verificadas “várias contradições, versões desencontradas e inverossímeis por parte dos réus, que numa análise técnica os deixa numa situação delicada”. Os promotores de Defesa do Patrimônio Público, que vinham trabalhando o processo de maneira silenciosa (inclusive evitando a imprensa), adotaram ontem um discurso mais forte, face a estratégia dos advogados de defesa, que adotam um discurso agressivo, inclusive tentando passar para a opinião pública a tese de que a inocência dos réus deve prosperar por não haver provas suficientes para incriminá-los.

Emanuel AmaralRaimundo Carlyle aguarda extratos bancários de três réus, pedidos ao Banco do BrasilRaimundo Carlyle aguarda extratos bancários de três réus, pedidos ao Banco do Brasil
Ontem, durante o interrogatório do empresário Ricardo Abreu e do corretor de imóveis José Francisco Garcia Hernandes, o promotor Afonso de Ligório (que vinha participando das últimas audiências sozinho) teve a participação dos também promotores Keiviany Sena e Eudo Leite.

 Alvo de questionamento da defesa, as provas colhidas pela acusação e anexadas aos autos não foram, na opinião dos representantes do MP, questionadas nos interrogatórios. Entre elas são citadas o teor das interceptações telefônicas; a origem do dinheiro apreendido com os acusados; o depoimento dos funcionários do Banco do Brasil; as informações bancárias anexadas ao processo e o georreferenciamento, que mostrou o deslocamento dos réus no dia da operação.

Para eles, “os interrogatórios demonstraram a força das provas apresentadas pela acusação”. “A sociedade pode ficar tranquila que o Ministério Público está fazendo seu trabalho de forma técnica, séria e consistente. Não estamos fazendo jogo de cena”, afirmaram os promotores.

Eles também se pronunciaram sobre o fato de 13 dos 21 acusados não haverem comparecido aos interrogatórios e lembraram ainda que dois dos interrogados, o ex-vereador Salatiel de Sousa e o vereador Júlio Protásio, se recusaram a responder os questionamentos do promotor Afonso de Ligório. Os dois réus limitaram-se a responder as perguntas do juiz Raimundo Carlyle e dos advogados de defesa. “Essa é mais uma oportunidade para que os acusados apresentem suas defesas e contestem as provas apresentadas pelo Ministério Público. Mas eles preferiram se omitir”, ressaltaram os promotores.

O Ministério Público acusa o empresário Ricardo Abreu de ter emitido dois cheques para pagar propinas aos vereadores durante a votação das emendas ao Plano Diretor de Natal (PDN). O empresário alega que esses cheques seriam fruto de uma transação de compra e venda de imóveis e não para pagar nenhum esquema ilícito. Os promotores disseram que a transação declarada pelo empresário “é fictícia e feita só para tentar dissimular o pagamento da propina”.

O juiz da 4ª Vara Criminal, Raimundo Carlyle, aguarda agora a resposta ao ofício que determinou o envio da movimentação bancária dos réus Dickson Nasser, Adenúbio Melo e Aluízio Machado, no período que compreende 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro do mesmo ano. Após, o processo seguirá para as alegações finais antes de ser sentenciado.

Os réus são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção. Caso sejam condenados podem pegar penas de 2 a 12 anos de prisão pelo crime de corrupção e de 3 a 10 por lavagem de dinheiro, com a possibilidade de acumularem as penas pelos dois crimes.
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comentários

cmagmachado@...12/3/2010 @ 09h43
No Brasil está chegando a hora de MAUS POLITICOS não exercerem mais cargos ´Públicos,sendo assim a população agradece,e aprenderemos um dia a votar.
mazevedolima@...13/3/2010 @ 20h41
Cadê os caras lavadas da televisão? Por a caso estarão pensando que isto tudo foi um filme de Feline, "La nave va", baseado na imaginação , na ficção de um enterro simbólico dos seus atos? Não! É preciso que a população deixe de ser manipulada por esse quadradinho que é a TV. É preciso que se separe a realidade da fabrica de sonhos. Não vou chama-lo de senhor, porque devido aos seus desvios morais, não há o cabimento para tanto. Más o Salatiel precisa mostrar a sua cara lavada assim como toda essa bandidagem que se diz serem "representantes populares". Se venderam aos empresários da construção civil em busca de looby ( dinheiro para que os vereadores defendessem a causa de construir em lugares impróprios) . São terroristas, pois atentam contra o crescimento sustentável, são predestinados ao irrequecimento ilícito e aqui faço uma proposta a este digníssimo jornal; que sempre que puder divulguem os nomes desses salafrários.
adv.rocha@...13/3/2010 @ 06h45
Parabéns ao digníssimo MP pelo serviço prestado ao nosso povo sofrido e larapiados por estes "DIGNOS, NOBRES, BRILHANTES CAVALHEIROS" que se auto intitulam representantes do povo potiguar, só gostaria de fazer uma alerta ao MP, que jamais, saiam deste processo como réus, isto é o que todos nós do RN desejamos, justiça. Cadeia NELES, sem um mínimo de UTOPIA.
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