José Arno Galvão [ Advogado ]
Sempre preferi o mato à praia. Não que não tenha prazer em caminhar na areia da praia, molhando os pés nas águas da maré, seja na enchente, seja na vazante. Ou tomar banho nas águas do mar, pulando as ondas para não ser por elas derrubado. Foi por isso que desde a primeira viagem na companhia de meu primo “Carneiro”, filho de Napoleão e dona Constancia, empreendi tantas idas e vindas entre Tibau do Sul e a Pìpa, pela beira da praia, viagem que tem a suprema vantagem de não ser incomodado pelos carros, barrados pelos arrecifes que delimitam as diferentes praias.
Mas, desde menino, sempre dei preferência a andar pelo mato. Não era por outro motivo que ficava na casa de meus avós, em Pernambuquinho, durante as férias, em vez de seguir com Lelo (Hélio filho, meu irmão) para a casa de seu Matias e Santa, sua mulher, lá na rua, em Tibáu, que ainda não tinha recebido o acréscimo ‘do Sul”, que foi acrescentado a sua denominação quando promovido a distrito. Essa casa, depois, foi adquirida por meu pai, quando seu Matias passou a residir na que fez construir em Pernambuquinho, quase no limite com as Cabeceiras, que, para minha sorte, possibilitou-me ir para lá, já que não mais podia ficar na casa de meus avós após o derrame sofrido por Vovó. Podia, também, ir para Tarumã, com os outros irmãos e irmãs, tomar baho nas águas do rio Catu e comer rapadura feita no engenho do meu tio Yoyõ.
Durante algum tempo, insisti em ter um pedaço de terra, mas tive que desistir pois essa minha preferência não era compartilhada pela minha cara-metade, nem pelas duas filhas. Apenas meu filho Joris acompanhava-me nas visitas semanais que fazia às propriedades. Foi por isso que, apesar do obsequio de Nivaldo, Prefeito de Tibáu, que exigiu da Cosern fizesse a linha de transmissão da energia elétrica para a Pipa acompanhando o traçado da estrada carroçável que as ligava, desisti do sonho de fazer uma casa no morro do Madeiro e vendi Anakena e o pedaço de terra que havia adquirido aos descendentes de João Lopes. Depois disso, ficou mais fácil desfazer-me de outras propriedades que cheguei a adquirir.
Mas, a preferência continua. Quando frequentava meu sítio de Pium, costumava ir para lá às sexta-feiras, acordava cedo, fazia meu café e ia andar pelo meio do mato. A polícia quebrou minha alegria quando, no episódio da fuga de Alcançus, onde jamais deveria ter sido construído um presídio, fez de meu carro alvo para testar a pontaria. O pai de minha nora Candice qualificava minha casa de Capim Macio de sítio, por conta da quantidade de árvores frutíferas que lá estão plantadas, a começar pela goiabeira, indo até as pitangueiras, passando pelos pés de pinha, abacate, etc. Isso e a calma do lugar atraía uma quantidade de pássaros: rolinhas, lavadeiras, bentevis, anuns, até galo de campina, provavelmente fugido de alguma gaiola, topei-me por lá. Quanta diferença da casa para onde mudei, num condomínio fechado: além de um bando de caga-sibite não vi mais nenhum passarinho. E as plantas, além das que levei em jarras só tem gramado. E ainda fui obrigado a separar-me da minha biblioteca.
Sempre preferi o mato à praia. Não que não tenha prazer em caminhar na areia da praia, molhando os pés nas águas da maré, seja na enchente, seja na vazante. Ou tomar banho nas águas do mar, pulando as ondas para não ser por elas derrubado. Foi por isso que desde a primeira viagem na companhia de meu primo “Carneiro”, filho de Napoleão e dona Constancia, empreendi tantas idas e vindas entre Tibau do Sul e a Pìpa, pela beira da praia, viagem que tem a suprema vantagem de não ser incomodado pelos carros, barrados pelos arrecifes que delimitam as diferentes praias.
Mas, desde menino, sempre dei preferência a andar pelo mato. Não era por outro motivo que ficava na casa de meus avós, em Pernambuquinho, durante as férias, em vez de seguir com Lelo (Hélio filho, meu irmão) para a casa de seu Matias e Santa, sua mulher, lá na rua, em Tibáu, que ainda não tinha recebido o acréscimo ‘do Sul”, que foi acrescentado a sua denominação quando promovido a distrito. Essa casa, depois, foi adquirida por meu pai, quando seu Matias passou a residir na que fez construir em Pernambuquinho, quase no limite com as Cabeceiras, que, para minha sorte, possibilitou-me ir para lá, já que não mais podia ficar na casa de meus avós após o derrame sofrido por Vovó. Podia, também, ir para Tarumã, com os outros irmãos e irmãs, tomar baho nas águas do rio Catu e comer rapadura feita no engenho do meu tio Yoyõ.
Durante algum tempo, insisti em ter um pedaço de terra, mas tive que desistir pois essa minha preferência não era compartilhada pela minha cara-metade, nem pelas duas filhas. Apenas meu filho Joris acompanhava-me nas visitas semanais que fazia às propriedades. Foi por isso que, apesar do obsequio de Nivaldo, Prefeito de Tibáu, que exigiu da Cosern fizesse a linha de transmissão da energia elétrica para a Pipa acompanhando o traçado da estrada carroçável que as ligava, desisti do sonho de fazer uma casa no morro do Madeiro e vendi Anakena e o pedaço de terra que havia adquirido aos descendentes de João Lopes. Depois disso, ficou mais fácil desfazer-me de outras propriedades que cheguei a adquirir.
Mas, a preferência continua. Quando frequentava meu sítio de Pium, costumava ir para lá às sexta-feiras, acordava cedo, fazia meu café e ia andar pelo meio do mato. A polícia quebrou minha alegria quando, no episódio da fuga de Alcançus, onde jamais deveria ter sido construído um presídio, fez de meu carro alvo para testar a pontaria. O pai de minha nora Candice qualificava minha casa de Capim Macio de sítio, por conta da quantidade de árvores frutíferas que lá estão plantadas, a começar pela goiabeira, indo até as pitangueiras, passando pelos pés de pinha, abacate, etc. Isso e a calma do lugar atraía uma quantidade de pássaros: rolinhas, lavadeiras, bentevis, anuns, até galo de campina, provavelmente fugido de alguma gaiola, topei-me por lá. Quanta diferença da casa para onde mudei, num condomínio fechado: além de um bando de caga-sibite não vi mais nenhum passarinho. E as plantas, além das que levei em jarras só tem gramado. E ainda fui obrigado a separar-me da minha biblioteca.