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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Natalenses prestigiam desfile cívico-militar

Publicação: 08 de Setembro de 2010 às 00:00
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"É importante reverenciar os momentos históricos do nosso País e iniciar os jovens nesses valores". Nas palavras do juiz federal Walter Nunes, o sentimento de patriotismo que tomou conta dos natalenses ontem, durante o desfile em comemoração aos 188 anos da Independência do Brasil, realizado na Praça Pedro Velho, bairro de Petrópolis. O magistrado fez questão de levar o filho para assistir ao evento, ambos vestidos com camisas verdes e amarelas da seleção brasileira. Durante três horas, a avenida Prudente de Moraes foi palco para a apresentação de estudantes, ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, escoteiros, militares das três forças, PMs, bombeiros e guardas municipais, entre outros grupos. O desfile começou por volta das 8h15 e durou até às 11h20. E o público foi de 12 mil pessoas.

Emanuel AmaralPelotão da Polícia Militar durante desfile na avenida Prudente de Moraes, no bairro de PetrópolisPelotão da Polícia Militar durante desfile na avenida Prudente de Moraes, no bairro de Petrópolis
O governador do Estado, Iberê Ferreira de Souza, marcou presença na tribuna de honra. A prefeita Micarla de Sousa não prestigiou o evento e foi representada pelo secretário-adjunto de Defesa Social, coronel José Davim. O juiz Walter Nunes conta que nasceu e se criou em Petrópolis e, desde pequeno, criou o hábito de frequentar a Praça Cívica no dia 7 de setembro. "Acho importante que meu filho também vivencie isso, assim como os jovens em geral", acrescentou. Já a aposentada Alzira Oliveira da Silva, 71, parecia ter recuperado um velho hábito. "Vinha quando era moça, mas fiquei muito tempo sem presenciar o evento. Acho esse desfile bonito e gosto de ver os militares marchando. Só tenho medo que os aviões caiam!", brincou dona Alzira.

A estudante Marta Gomes Morais não escondia o entusiasmo pelo dia da pátria. Para homenagear a data, chegou cedo à praça Pedro Velho e comprou logo um kit com bandeira e catavento nas cores do Brasil. "É uma homenagem ao desfile. Eu adoro essa data, que é muito especial. Sinto uma emoção  grande e todo ano venho", disse. Compenetrada, balançando a bandeira e o catavento, Marta chamava a atenção dentre as demais pessoas que assistiam às apresentações. A técnica de enfermagem Ângela Maria também quer deixar o orgulho cívico como legado para as futuras gerações. "Sempre levei meus filhos para ver o 7 de setembro e hoje estou com o meu neto. Acho esse evento importante para a valorização da história do Brasil", definiu.

Logo após o desfile da Força Aérea  Brasileira (FAB) em frente ao palanque principal, o céu de Natal foi cortado pelo voo de 4 AT-26 Xavantes, 4 A-29 Super Tucanos e 4 helicópteros H-50 Esquilo. Cada passagem das aeronaves por sobre a praça Cívica arrancava demorados aplausos da população. O desfile começou com a Banda de Música Mista, que precedeu a apresentação de alunos de escolas públicas estaduais e municipais, como o Atheneu, a Anísio Teixeira e a Berilo Wanderley. Em seguida, sucederam-se as bandeiras históricas como os veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e ex-combatentes de guerra.  O esquema de trânsito  funcionou e não havia sinais de congestionamentos nas proximidades da praça Pedro Velho. Desde às 6h30 de ontem,  diversas ruas e avenidas em Petrópolis haviam sido fechadas - total ou parcialmente - para o desfile. 

Movimentos sociais fazem manifestação

Quando o desfile de 7 de Setembro já se encaminhava para o final, militantes de movimentos sociais que participavam do 16º Grito dos Excluídos conseguiram roubar a cena por alguns minutos.  Três deles driblaram o esquema de segurança do evento e conseguiram entrar na Prudente de Moraes, sendo contidos e retirados pelos militares. Eles queriam chamar a atenção da população para a proposta de um plebiscito onde seria proposto um limite para o tamanho máximo das propriedades rurais. Participaram do ato partidos políticos, movimentos sociais como o MST, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), anarcopunks e grupos sindicais.

Sem conseguir acesso à área do desfile, os grupos se concentraram na esquina da rua Potengi com a Prudente de Moraes. Sob a vigilância dos soldados equipados com escudos e até cães amestrados, os manifestantes iniciaram uma batucada enquanto gritavam slogans em defesa do MST e contra a polícia. "Nós queremos desfilar" era um dos gritos de guerra. "Estamos em campanha para defender o  plebiscito pelos limites da propriedade rural. Leis como essa existem na maioria dos países. No Brasil, 1% das famílias têm quase 50% das terras", explicou Eduardo Mara, representante da Assembleia Popular.

O militante afirmou, também, que 5 milhões de hectares de terras no Brasil pertenceriam a empresas estrangeiras. "É uma área maior do que o RN. Não dá para ser uma nação soberana com essa concentração", acredita. Ele disse que o objetivo dos manifestantes era entrar em acordo com a polícia para participar do desfile sem problemas, mas isso não foi possível. Com o encerramento do evento e a dispersão do público, a manifestação se esvaziou.

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comentários

glauberh@...07/09/2010 @ 22h12
esses "militantes" deveria levar era pau dos militares, vão trabalhar bando de vagabundos, so querem as coisas de graça, se o estrangeiro comprou é porq ele trabalhou ganhou dinheiro e comprou é dele. faça o mesmo, não inveje, trabalhe pra ganhar dinheiro e compre a terra.
raquels-social@...08/09/2010 @ 11h17
O mau das pessoas sem o mínimo de visão crítica é falar demais sem entender ou ao menos se questionar sobre os problemas conjunturais e estruturais da sociedade. Porque será que o Brasil ainda não fez e se depender dos \"representantes\" nunva irá fazer Reforma Agrária? Porque que o trabalho hoje é coletivo e o lucro se atém nas mãos de uma minoria? Certamente essa pessoas que você está falando rala muito, indo ao shopping torrar toda a grana que lucram em cima dos trabalhadores!
josimara_farias@...09/09/2010 @ 12h56
certamente,esse glauberh é um burguês sem noção! Se o Brasil pertence aos brasileiros pq os estrangeiros estão tomando conta das nossas terras?apoio o grito dos excluídos e tem mais,o autor mentiu ao dizer que a manifestação se dissipou,continuamos a gritar pelas ruas com mais de 400 pessoas!
Tribuna do Norte